Prefeitura de Porto Alegre divulga novo pacote de projetos para transporte coletivo

Publicado em: 14 de agosto de 2020

Ao todo, são nove ações voltadas para o transporte. Foto: Lucas Agra/Ônibus Brasil.

Caso proposta seja aprovada, tarifa de ônibus pode ser reduzida, assim como vale-transporte e passe estudantil

WILLIAN MOREIRA

A Prefeitura de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, vai encaminhar à Câmara Municipal um novo pacote de projetos para mobilidade urbana. O envio ocorrerá nos próximos dias, ainda sem data definida.

Com mediação do prefeito Nelson Marchezan Júnior, a Prefeitura apresentou o pacote por meio das redes sociais nesta quinta-feira, 13 de agosto de 2020.

Ao todo, cinco projetos completam os que já foram enviados em janeiro para apreciação da Câmara e não foram votados.

Relembre: Porto Alegre propõe taxar aplicativos para reduzir a zero tarifa de ônibus para trabalhador

Caso as propostas sejam aprovadas, existe a possibilidade de uma considerável redução no valor da passagem de ônibus que chegaria a R$ 2,00 e R$ 1,00 para estudantes. De acordo com a Prefeitura, o custo do vale-transporte para as empresas diminuiria de R$ 240,00 para até R$ 89,00 por cada funcionário.

Ainda de acordo com levantamento da Prefeitura, desde 2013 a redução de usuários do transporte coletivo foi de 32%, mas se intensificou durante a pandemia.

“O pacote segue o conceito do que já foi apresentado e tem como objetivo criar novas fontes de receita para dar mais qualidade ao sistema a um valor menor, o que automaticamente atrairia novos passageiros”, explicou o prefeito.

PROPOSTAS

Confira as cinco novas propostas da Prefeitura, na íntegra:

Receitas Extra Tarifárias – Possibilita a incorporação de outras receitas no sistema de transporte para redução da tarifa. Benefícios: alguns exemplos são usar verbas de rendimentos da compra de passe antecipado, estacionamento públicos, entre outros, para reduzir a tarifa.

Tarifa de Congestionamento – Prevê cobrança de taxa de congestionamento e dano ambiental para ser destinada exclusivamente como subsídio ao sistema de transporte público. O valor, de R$ 4,70, seria cobrado entre 7h e 20h, em dias úteis, para circulação no Centro Histórico (exceto de veículos de socorro médico, oficias de órgãos públicos, transporte público e moradores do Centro). Impacto na tarifa: redução de R$ 1,60 (34%).

Alterações da emissão do Cartão TRI Escolar – Retira a obrigatoriedade de intermediação de Centros Acadêmicos e Grêmios Estudantis na solicitação e renovação do Cartão TRI para estudantes. Benefícios: sistema mais moderno, com menos custo e mais rapidez.

Revisão da Lei STPOA – Complemento à modernização das normas do serviço de transporte público. Benefícios: adequação à legislação federal que disciplina concessões de serviços públicos; possibilita a criação de outras fontes de custeio para reduzir a tarifa.

Ampla revisão na legislação dos ônibus – Modernização das normas do serviço de transporte público. Flexibiliza a legislação para facilitar a resposta do poder público aos avanços tecnológicos e a novas opções de mobilidade.

PROPOSTAS ENVIADAS EM JANEIRO QUE AGUARDAM VOTAÇÃO:

Fim da Taxa de Gestão da Câmara de Compensação Tarifária (CCT) – Extingue a taxa administrativa cobrada pela prefeitura para  fazer a gestão do sistema de transporte. Impacto na tarifa: redução de R$ 0,15 (3%).

Tarifa de Uso do Sistema Viário – Taxa pelo uso intenso do sistema viário, com a cobrança de R$ 0,28 por km rodado. Recursos 100% destinados para subsidiar a passagem. Impacto na tarifa: redução de R$ 0,70 (14%).

Taxa de Mobilidade Urbana – Valor cobrado das empresas por empregado com carteira assinada. Empregadores não iriam mais comprar vale-transporte. Passam a pagar uma taxa-base para todos os seus empregados. Benefício: transporte livre para todos os trabalhadores (24 horas). Custo médio ao empregador teria redução de R$ 240,00 para até R$ 63,00.

Autorização ao Executivo para conceder desconto na tarifa – Município pode conceder descontos tarifários e na compra de passes antecipados, em horários/dias determinados (baixa demanda), para incentivar o uso do transporte público. Impacto na tarifa: redução de preço para quem anda fora dos horários de pico.

DADOS

Confira os dados de transporte coletivo apresentados à imprensa pela Prefeitura de Porto Alegre, na íntegra:

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Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    Em resumo:

    Como não existe almoço grátis, redução de tarifa é ilusão, pois a diferença será lançada na lomba do contribuinte.

    É importante reafirmar ao poder público que o brasileiro NÃO SUPORTA mais nem um centavo de imposto, taxa, tarifa T.O (taxa do otário) ou seja lá a sigla e o nome que derem.

    Muito blá blá (aliás o de sempre), muitas teorias, gráfico, slides de Power Ponte, mas o que realmente precisa ninguém apresentou até hoje nem nas atuais lives.

    Precisa é apresentar uma proposta de um buzão que funcione seja numa grande capital seja na cidadezinha de Kururú do Brejo Preto.

    Infelizmente temos tantos especialistas, mas a ladainha é sempre a mesma (um carro leva 1 pessoa e um buzão leva 50 em média).

    Isso todos já estão cansados de saber.

    Mas ninguém apresenta um modelo de operação que o buzão funcione na velocidade do ZAP ZAP.

    Não tem uma proposta de uma linha moderna, RETA e com base em modelos matemáticos / algorítimos versus a densidade demográfica.

    Sinceramente eu gostaria muiiiiiiiiiiiiito de ver uma proposta de linha de buzão apresenta por um matemático.

    Mas infelizmente a base continua a mesma.

    Tarifar o contribuinte, continuar com um buzão que não funciona, e segue o blá blá blá.

    Lembrem-se dessa forma vocês NUNCA vão atrair o passageiro para o buzão.

    Aliás cada dia vocês expulsam mais o passageiro do buzão.

    Sabem porque? É simples.

    Já que temos de pagar, vamos pagar e vamos de carro ou de aplicativo, porque o buzão já era.

    ACORDEM PRA VIDA!

    MODERNIZA E SIMPLIFICA BARSILei.

    Att,

    Paulo Gil

  2. Everton disse:

    Porto Alegre tem uns 50 km de corredores de ônibus e não apenas 17 km como a reportagem mostrou.

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