Empresa de ônibus peruana de 38 anos de atuação encerra atividades por causa de pandemia e transporte clandestino

Publicado em: 20 de julho de 2020

Modelo da Neobus produzido para a peruana

Soyuz era uma das grandes compradoras de ônibus brasileiros

ADAMO BAZANI

A queda do número de passageiros por causa da pandemia do novo coronavírus e o transporte clandestino, que ganhou força com as restrições aos serviços regulares, tem afetado também o setor rodoviário em outros países.

Nesta segunda-feira, 20 de julho de 2020, a transportadora rodoviária Soyuz, do Peru, anunciou o fim de suas atividades.

A empresa, com 38 anos de atuação, emitiu um comunicado oficial no qual diz que as autoridades peruanas teriam reconhecido a incapacidade de combater o transporte ilegal.

A companhia de ônibus era responsável por rotas de alta demanda em diversas partes do país, em especial em Lima, Huacho, Chincha, Pisco, Ica, Nazca e Palpa.

No comunicado, a Soyuz diz que trabalhadores e fornecedores devem comparecer aos escritórios regionais e discutirem suas situações.

A empresa foi uma das grandes compradores de ônibus brasileiros: Neobus e Comil eram alguns dos fornecedores, por exemplo.

Em 05 de abril de 2017, o Diário do Transporte noticiou a venda de 50 unidades da Neobus para a empresa peruana.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/04/05/neobus-vende-50-onibus-rodoviarios-para-grupo-peruano-de-transporte/

No dia 24 de setembro de 2018, a Comil anunciava a venda de 80 ônibus para a empresa.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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