Por determinação da prefeitura de São Paulo, mais linha da EMTU é cortada

Publicado em: 4 de junho de 2020

Ônibus que teriam sido aprendidos na capital paulista

Serviço partia de Poá e ia para a zona leste da capital. Tarifa foi reduzida. Linha de Ferraz de Vasconcellos foi paralisada.

ADAMO BAZANI

Mais uma linha metropolitana, gerenciada pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, sofreu interferências por determinação da prefeitura de São Paulo.

De acordo com a EMTU, desde esta quarta-feira, 03 de junho de 2020, a linha 377 Poá (Jd. Nova Poá) – São Paulo (Parque Artur Alvim) passou a atender somente até a Estação Antonio Gianetti Neto da CPTM, em Ferraz de Vasconcelos. A ligação ia até a zona Leste da Capital Paulista.

Assim, para continuar a mesma viagem, o passageiro terá de fazer baldeações.

A tarifa foi reduzida de R$ 5,35 para R$ 4,85.

O Diário do Transporte recebeu imagens de dois ônibus da linha que teriam sido apreendidos na cidade de São Paulo.

Quanto à linha 460 Ferraz de Vasconcelos (Vila São Paulo) – São Paulo (Parque Artur Alvim) já havia o anúncio de paralisação.

Veja a nota completa.

A partir desta quarta-feira (03) a linha 377 Poá (Jd. Nova Poá) – São Paulo (Parque Artur Alvim) encerrará seu itinerário  na Estação Antonio Gianetti Neto da CPTM, em Ferraz de Vasconcelos, cumprindo determinação da Prefeitura Municipal de São Paulo contida na Portaria SMT.GAB nº 074/2020, que restringe sua circulação no município de São Paulo. A tarifa dessa linha será reduzida de R$ 5,35 para R$ 4,85.

 

A linha 460 Ferraz de Vasconcelos (Vila São Paulo) – São Paulo (Parque Artur Alvim) será descontinuada, também cumprindo determinação da Prefeitura Municipal de São Paulo contida na Portaria SMT.GAB nº 074/2020. A opção para os passageiros será a utilização de linha municipal de Ferraz de Vasconcelos com transbordo para a CPTM.

 

Como havia mostrado o Diário do Transporte, ainda por determinação da prefeitura de São Paulo, a EMTU paralisou no dia 26 de maio de 2020, 12 linhas que partiam de Ferraz de Vasconcelos, Guarulhos, Poá, Embu-Guaçu, Taboão da Serra e Juquitiba e reduziu o trajeto de uma linha proveniente de Diadema, o que gerou insatisfação de moradores e até dois requerimentos de questionamentos na Alesp – Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/06/03/mais-um-deputado-questiona-extincao-de-12-linhas-da-emtu-por-determinacao-da-prefeitura-de-sao-paulo/

Assim, recentemente, as linhas metropolitanas afetadas por determinações da prefeitura de São Paulo são:

LINHAS QUE DEIXARAM DE OPERAR

De Taboão da Serra:

– 029 Taboão da Serra (Jardim Monte Alegre) – São Paulo (Pinheiros)

De Ferraz de Vasconcelos:

– 460 Ferraz de Vasconcelos (Vila São Paulo) – São Paulo (Parque Artur Alvim)

De Guarulhos:

– 344 Guarulhos (Parque Alvorada) – São Paulo (Metrô Penha)

– 016 Guarulhos (Terminal Urbano Guarulhos) São Paulo (Metrô Armênia)

– 575 Guarulhos (Terminal Urbano) – São Paulo (Metrô Armênia

– 577 Guarulhos (Jardim Ipanema) – São Paulo (Metrô Armênia)

– 595 Guarulhos (Terminal Metropolitano Taboão) – São Paulo (Metrô Brás)

De Poá:

– 026 Poá (Term. Rod. Jd. São José) – São Paulo (São Miguel Paulista)

– 205 Poá (Terminal Rodoviário Pedro Fava Cidade Kemel) / São Paulo (Pq. D. Pedro II)

– 328 Poá (Term. Rod. Jd. São José) – São Paulo (São Mateus)

De Embu-Guaçu

– 009 Embu-Guaçu (Vila Louro) – São Paulo (Santo Amaro)

De Juquitiba:

– 282 Juquitiba (Terminal Rodoviário Metropolitano) São Paulo (Metrô Morumbi)

LINHAS COM O ITINERÁRIO REDUZIDO:

– 044TRO – São Paulo (Jardim Castelo) – Diadema (centro): A decisão exclui o percurso da referida linha na capital

– 377 Poá (Jd. Nova Poá) – São Paulo (Parque Artur Alvim), passou a ir apenas até á Estação Antonio Gianetti Neto da CPTM, em Ferraz de Vasconcelos.

Em nota, no primeiro dia da divulgação das 12 linhas extintas, a secretaria municipal informou que as alterações mencionadas são resultado de análise iniciada em setembro de 2019 e que a área de Planejamento da EMTU participou de reuniões técnicas antes da conclusão dos estudos. A pasta também informou que os passageiros não ficarão desatendidos uma vez que poderão utilizar o transporte público na capital e que, de acordo com o Decreto 57.867, de 12 de setembro de 2017, são suas atribuições estudar, planejar, gerir, integrar, fiscalizar e controlar os transportes individuais e coletivos no município de São Paulo.

Mas em uma postagem em redes sociais, o secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, sem mostrou insatisfeito com a postura da prefeitura.

Primeiro quero esclarecer que a Constituição Federal prevê que as Prefeituras no Brasil tem a prerrogativa das políticas públicas do transporte público. Buscamos diálogo nestas medidas, demonstramos a importância de cada operação aos gestores municipais, mas não fomos atendidos.” – escreveu Baldy.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. vagligeiro disse:

    Se eu fosse o Baldy, faria algum movimento para conversar com todos os políticos da(s) RM(s) para criar “Grupos de Estudo e Sugestões para o Transporte Público”, com Busólogos, Lideranças Locais, Subprefeitos / Associações de Bairros para poder justamente direcionar as decisões de supressão ou criação de linhas com pessoas que podem embasar, e com isso dar mais força em caso de necessidade de decidir sobre algo que já estava ativo até então, tinha utilidade, e foi suprimido sem uma devida avaliação justa.

    Entendo que sim, há linhas subutilizadas, que geram gastos aos operadores (que acabam com isso tendo risco de falência), mas que também a ausência futura delas, dado que estamos em uma época que avaliamos a situação da necessidade do transporte público em periodos de risco de saúde, e também estamos em processo de recuperação – apesar da alta demanda devido a fatores políticos -, tal ausência futura será sentida, gerando mais lotação em outros modais, desconforto à parte da população, além de principalmente neste caso de pandemia, risco maior de contágio devido a centralização das aglomerações, além também do encarecimento do serviço, que acaba gerando uma bola de neve, desmotivando o usuário a utilizar o serviço, e com isso incentivando a desativação do mesmo.

    A propósito, noto que no meio da pandemia, alguns valores aparentemente aumentaram. A linha 422 (Itapevi – Cotia – Butantã) está 7,15, anteriormente 6,80. Para cada aumento de valor, mais desmotivação de uso.

  2. Marcus Vianna disse:

    Só queria entender o pq da prefeitura fazer isso, será que não vê que prejudica vários passageiros e trabalhadores que necessitam do transporte, fazer baldeação só vai ficar mais caro para os mesmos. O que a prefeitura quer com isso. É muita burrice mesmo ou está fazendo por pirraça?

  3. William de Jesus disse:

    Vagligeiro, mas essa é a proposta do governo do PSDB desde quando Dória foi prefeito. Estão fazendo cortes em um momento que em teoria não tem como as pessoas reclamarem, uma vez que ela “deveriam estar isoladas”. Os cortes estão sendo feitos sem nenhum estudo especifico, apenas estão levando em conta se os ônibus entram ou não na cidade. Basta pegar como exemplo a linha 190 (Jardim São Judas – Metro Conceição). Ela tem um trajeto que é sobreposto por outras linhas do São Judas até o Butantã, mas à partir dai ela é essencial pois passa em locais que nenhuma outra linha passa e tem uma demanda relativamente importante. A linha foi cortada e nenhuma outra foi posta no lugar. Essas mudanças restringem muito as empresas para que consigam manter pessoas que moram fora da cidade e piora ainda mais para o trabalhador, que muitas vezes está em um emprego bom e de que gosta, e não tem outra escolha senão gastar ainda mais ou então procurar outro emprego

    Pode até ser que mais para a frente isso seja discutido, mas o peso será tão pequeno que ficará por isso mesmo. O mesmo acontece com os reajustes de tarifa. Por que acha que sempre o fazem no período de férias (janeiro e fevereiro)? Justamente porque o peso da manifestação será importante, mas não grande o suficiente pra fazer voltarem atras da decisão

  4. Anderson Vitorino de Souza disse:

    Prefeitura de São Paulo EMTU e Unileste vocês continuam de parabéns vocês não precisam pegar ônibus pra irem trabalhar nós passageiros sim aí aqui no Alto Tietê vocês extingue as linhas 026 328 e a única que tinha vocês reduzem até a Estação Gianetti da CPTM tirando essas linhas que são importantes pra nós aqui do Alto Tietê que passa em três hospitais importantes da zona leste muitos desses passageiros irão ter que pagar mas de duas conduções pra chegar ao seu serviço eu só tenho que parabenizar a todos vocês por mas uma vez fica minha indignação continue assim tirem todas as linhas intermunicipais ninguém precisa trabalhar né enquanto vocês tem seus carros pra se locomover e nós trabalhadores que precisamos do ônibus para de locomover ao nosso emprego que temos horário pra entrar aí vocês tiram os os o ônibus de circulação a responsabilidade da prefeitura de São Paulo EMTU e a Unileste é nenhuma se os seus familiares estivesse dependendo do transporte público que nem nós precisamos eu tenho certeza que não tirariam as linhas de circulação mas obrigado por tudo vocês estão de brincadeira com nós trabalhadores parabéns pra todos

  5. Vocês acham que eles se importam com os usuários. Eles andam de carros importados blindados com ar condicionado. O que manda é o seu interesse próprio.

  6. luiz sergio zacharias disse:

    So quero ver se as linhas que são do Baltazar serão cortadas essas sim deveriam só rodam com sucatas essa linha 026 estava até com ônibus novos e agora foi cortada daqui a pouco a emtu vai deixar de circular em São Paulo exceto as linhas do Baltazar e claro

  7. luiz sergio zacharias disse:

    So quero ver se vão cancelar as linhas do Baltazar

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