Caio confirma demissão de mais de 300 colaboradores; parte se desligou da empresa voluntariamente

Publicado em: 2 de junho de 2020

Foto: Leandro de Sousa Barbosa

Empresa afirma ter feito o possível para retardar decisão, mas pandemia impediu a recuperação do setor

ALEXANDRE PELEGI

A fabricante de carrocerias de ônibus Caio Induscar, de Botucatu, no interior de São Paulo, confirmou ao Diário do Transporte a demissão de 320 colaboradores, sendo que parte desse número se deu de forma voluntária. O total de desligamentos representa cerca de 10% do total de funcionários.

A empresa irá divulgar amanhã uma nota oficial informando detalhes do ocorrido.

Como mostrou o Diário do Transporte, a empresa fechou um acordo com os trabalhadores em abril visando reduzir custos e, ao mesmo tempo, evitar a aglomeração em decorrência da pandemia de Covid-19. Relembre: Coronavírus: Em assembleia, trabalhadores da Caio aprovam redução de jornada e salário

Conforme explicado pelo diretor industrial da fabricante de carrocerias de ônibus à época, Maurício Lourenço da Cunha, a proposta, aprovada pelos funcionários, era dividir os colaboradores em dois grupos, sendo que cada um trabalhasse metade dos dias úteis do mês.

Em um mês com 20 dias úteis, cada grupo trabalhará 10 dias. A remuneração será 100% dos dias trabalhados e 60% dos dias não trabalhados, totalizando ao final do mês um salário de aproximadamente 80% do valor mensal”, explicou Cunha.

A expectativa da empresa é que, passado esse prazo, o mercado pudesse já esboçar alguma reação, o que não ocorreu.

Maurício Lourenço da Cunha disse em várias ocasiões que o Grupo Caio estava preocupado em procurar uma solução na qual saúde dos funcionários, o equilíbrio financeiro das empresas e os empregos fossem mantidos.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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