Rodoviários da Flecha Branca, em Cachoeiro do Itapemirim, decidem paralisar transporte na 3ª feira, 02 de junho

Publicado em: 30 de maio de 2020

Rodoviários rejeitaram proposta da empresa em assembleia nesta sexta, 29 de junho. Foto: Alan Fardin Simonato / Facebook

Reunião para buscar acordo nesta sexta-feira, 29, terminou sem consenso. Apenas 30% da frota deverá operar

ALEXANDRE PELEGI

Terminou sem acordo a reunião para definir a situação dos funcionários da empresa de ônibus Flecha Branca, em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo.

Como noticiou o Diário do Transporte, os trabalhadores suspenderam a greve, que iniciaram na segunda, 25 de maio, após acordo mediado pelo Ministério Público do Trabalho.

A empresa ficou de apresentar até sexta-feira, 29, às 14 horas, uma proposta de como pretenderia quitar parte do salário do mês de março e o salário integral de abril, que estão atrasados e motivaram a paralisação. No caso do auxílio alimentação, parte do mês de março foi pago, mas faltam ainda os meses de abril e maio.

Na reunião desta sexta participaram representantes da empresa Flecha Branca, do sindicato dos motoristas, da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cachoeiro de Itapemirim (Agersa) e uma comissão dos funcionários.

Em assembleia após o encontro, os rodoviários rejeitaram a proposta da empresa e decidiram anunciar greve para a próxima terça-feira, 02 de junho, respeitando o anúncio de 72 horas previsto pela legislação.

O Sindicato garante que 30% da frota deverá circular.

O Consórcio Novotrans, do qual faz parte a Flecha Branca, divulgou nota após o encontro em que explica a proposta que acabou rejeitada pelos rodoviários.

Na tarde desta sexta feira 29 de Maio, houve reunião entre a concessionária, sindicato dos trabalhadores e Agersa com a mediação do Ministério Público do Trabalho visando solucionar as demandas relativas ao salário em aberto da categoria. Foi apresentada proposta de quitar integralmente até o dia 05 de Junho o salário do mês de Maio e parcelar o salário e o benefício pendente que se refere ao período de isolamento social.

Por parte dos trabalhadores não houve contraproposta nem flexibilização, o que inviabiliza solucionar a questão. É importante lembrar que todas as cidades brasileiras do porte de Cachoeiro estão enfrentando situações semelhantes devido ao desequilíbrio contratual.

A empresa esclarece ainda que sempre esteve aberta ao diálogo para construção de soluções junto aos trabalhadores ou seus representantes oficiais e que muitas pessoas alheias às negociações, inclusive de cunho político, vem divulgando inverdades, induzindo a opinião pública e os trabalhadores ao erro, prejudicando a busca de uma solução equilibrada”.

A agência reguladora, órgão da prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim, informou apenas que está ciente e acompanhando a operação para garantir o atendimento mínimo exigido que é de 30%. E prometeu mais detalhes de como funcionará o setor na segunda-feira, véspera da paralisação.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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