Grupo CCR registra queda de 76,4% no movimento de passageiros de linhas de metrô operados pela concessionária

Publicado em: 30 de maio de 2020

Linha 5 Lilás. Foto: Diário do Transporte

No acumulado do ano a queda já chega a 33,6% quando comparada a 2019

ALEXANDRE PELEGI

A pandemia de Covid-19 tem afetado a receita das concessionárias de rodovias e serviços de mobilidade em todo o país.

No caso do transporte por ônibus, a crise é grave, como apontam relatos da NTU, que congrega mais de 500 empresas do setor no país, e de prefeituras, que têm tido dificuldade de estabelecer equilíbrio no contrato mediante a forte queda de demanda frente à manutenção de boa parte dos custos dos serviços.

Já no caso do transporte sobre trilhos, a situação é semelhante. Relatório da ANPTrilhos aponta que o sistema metroferroviário brasileiro perdeu 83,9 milhões de passageiros no primeiro trimestre de 2020.

O Grupo CCR, que congrega empresas que detém a concessão de rodovias, linhas metroviárias e aeroportos, divulgou comunicado nesta sexta-feira, 29 de maio de 2020, que aponta a situação da movimentação de empreendimentos sob sua gestão.

MOBILIDADE

O Grupo CCR detém a concessão de linhas de metrô em São Paulo, como é o caso das Linhas 5-Lilás e 17-Ouro de monotrilho, esta ainda em construção. O monotrilho da linha 15-Prata de São Paulo ainda não foi assumido pelo grupo por determinação judicial.

Já na Bahia, é a concessionária responsável pela construção e operação do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro Freitas.

O Grupo responde ainda pela CCR Barcas e pelo VLT, ambos no Rio de Janeiro.

As concessões na área de Mobilidade do Grupo, que têm a operação das linhas de metrô, teve queda de acesso de 76,4% no período compreendido entre os dias 22 e 28 de maio em relação ao mesmo período do ano passado.

No acumulado do ano, a queda já alcança 33,6%, em relação a 2019.

Já no caso dos Aeroportos, o Grupo registrou redução maior: queda de 96,1% na semana, e no acumulado do ano, de 41,6%.

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RODOVIAS

No setor rodoviário,  o tráfego nas rodovias administradas pela empresa acusou queda de 21,5% na comparação com 2019, com exceção da ViaSul, no Rio Grande do Sul.

A queda do tráfego dos automóveis foi de 40,3% e o de veículos comerciais subiu 2,4%.

No acumulado do ano, a queda chega a 6,2%, com menos 18,1% no tráfego de automóveis e aumento de 4,7% nos veículos comerciais.

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Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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