Consórcio Oeste, de prefeitos da região de Osasco, quer mesma classificação que Doria deu para a capital no relaxamento da quarentena

Publicado em: 28 de maio de 2020

Ônibus metropolitano e ônibus municipal em Itapevi. Impacto em transporte é preocupação com critérios diferenciados

Medida que colocou região metropolitana em faixa vermelha, sem flexibilização, e capital na faixa laranja, com abertura, desagradou também prefeitos do ABC e da região de Guarulhos

ADAMO BAZANI

O CiOeste – Consórcio Intermunicipal da Região Oeste vai pedir nesta quinta-feira, 28 de maio, que as cidades que integram a entidade sejam classificadas na “faixa laranja” de flexibilização da quarentena proposta pelo governador João Doria igual foi dada para a capital paulista.

Dez cidades integram o CiOeste: Araçariguama, Barueri, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba e Vargem Grande Paulista.

Todos os 38 municípios da Grande São Paulo, onde estão inseridas as cidades da região Oeste, forom classificadas na faixa “vermelha” que não permite nenhuma flexibilização até pelo menos o dia 15 de junho enquanto a capital, que fica ao lado de muitas cidades da região metropolitana está na “faixa laranja” que permite a abertura com restrições em alguns serviços, como atividades imobiliárias, concessionárias, escritórios, comércio e shoppings centers.

A entidade deve entregar um documento mostrando que as cidades da região têm índices de avanço da Covid-19 e de ocupação de leitos de UTI.

O transporte também preocupa. A demanda dos ônibus municipais deve aumentar já que muita gente que mora na região Oeste trabalha na capital paulista e usa o transporte local para depois seguir viagem nos ônibus metropolitanos gerenciados pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos ou nas linhas 8 –Diamante e 9 – Esmeralda da CPTM – Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos.

Como mostrou o Diário do Transporte, prefeitos do ABC Paulista e da região de Guarulhos também protestaram contra a medida:

ABC:

https://diariodotransporte.com.br/2020/05/27/prefeitos-do-abc-se-dizem-indignados-com-o-fato-de-a-regiao-nao-poder-relaxar-quarentena-como-a-capital/

Guarulhos:

https://diariodotransporte.com.br/2020/05/27/guarulhos-deve-anunciar-novas-regras-de-reabertura-da-economia-mesmo-com-doria-excluindo-regiao-metropolitana-de-relaxamento-de-quarentena-ate-pelos-menos-15-de-junho/

Como mostrou o Diário do Transporte, o Governo do Estado de São Paulo criou cinco fases de flexibilização dividas por cores.

Fase 1 (Vermelha): Alerta Máximo – Fase de contaminação, com liberação apenas para serviços essenciais (como é agora)

Fase 2 (Laranja): Controle – Fase de atenção, com eventuais liberações.

Fase 3 (Amarela): Flexibilização –  Fase controlada, com maior liberação de atividades

Fase 4 (Verde): Abertura Parcial – Fase decrescente, com menores restrições

Fase 5 (Azul): Normal controlado – Fase de controle da doença, liberação de todas as atividades com protocolos de segurança e higiene.

O Estado foi dividido em 17 regiões e, segundo o Governo do Estado de São Paulo, com exceção da capital, todos os municípios da Grande São Paulo e também da Baixada Santista e de Registro permanecem na fase vermelha e não terão nenhum tipo de mudança na quarentena em vigor desde o dia 24 de março. Nas três regiões, o sistema de saúde está pressionado por altas taxas de ocupação de UTI e avanço de casos confirmados de pacientes com o novo coronavírus.

Em nota, o Governo do Estado de São Paulo relacionou os critérios e as fases da retomada da economia:

• A retomada consciente dos setores da economia começa a funcionar em 1º de junho. O Estado está dividido em 17 Departamentos Regionais de Saúde, que estão categorizados segundo uma escala de cinco níveis de abertura econômica.• Cada região poderá reabrir determinados setores de acordo com a fase em que se encontra. As regras são: média da taxa de ocupação de leitos de UTI exclusivas para pacientes com coronavírus, número de novas internações no mesmo período e o número de óbitos.

• A requalificação de fase para mais restritiva será feita semanalmente, caso a região tenha piora nos índices. Para que haja uma promoção a uma fase com menos restrições e mais aberturas, serão necessárias duas semanas.

• O Plano São Paulo dá autonomia para que prefeitos diminuam ou aumentem as restrições de acordo com os limites estabelecidos pelo Estado, desde que apresentem os pré-requisitos embasados em definições técnicas e científicas.

 

Adamo Bazani  jornalista especializado em transportes

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