Metrô de São Paulo autoriza BYD a iniciar fabricação dos 14 trens da Linha 17-Ouro de monotrilho

Publicado em: 26 de maio de 2020

Ordem de serviço foi assinada nesta terça-feira, 26. Foto: Divulgação.

Contrato também prevê instalação de portas de plataforma e sistemas de controle

WILLIAN MOREIRA / JESSICA MARQUES

O Metrô de São Paulo autorizou a empresa chinesa BYD a iniciar os trabalhos de fabricação dos 14 trens de monotrilho. As composições vão atender a Linha 17-Ouro da companhia, que ligará a Estação Morumbi da CPTM, até o Aeroporto de Congonhas na Zona Sul da capital.

A assinatura da Ordem de Serviço foi realizada nesta terça-feira, 26 de maio de 2020. O documento permite também a instalação das portas de plataforma nas estações e sistema de sinalização da linha.

“Com a assinatura desta ordem de serviço, queremos retomar o quanto antes as atividades para fabricar os trens que vão beneficiar a quase 200 mil pessoas todos os dias”, disse o presidente do Metrô, Silvani Pereira, em nota divulgada para a imprensa.

A BYD iniciará o serviço com prazo de 720 dias para a montagem do primeiro trem que será avaliado pelo Metrô e, em caso de aprovação, permitirá a montagem dos outros 13 trens.

O contrato assinado com a empresa da China tem o valor de R$ 989 milhões e prazo de conclusão em 38 meses. Assim, o documento contempla, além de trens, portas de plataforma e sistema de sinalização, a instalação do sistema de energia, controle dos trens, veículos de inspeção e manutenção da via, como também a máquina para lavar estes trens.

Quando for entregue à população, a Linha 17-Ouro terá oito estações, 7,7 quilômetros de extensão e fará integração com as Linhas 5-Lilás do Metrô e 9-Esmeralda da CPTM.

HISTÓRICO

(Adamo Bazani)

A Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM) anunciou em suas redes sociais em 30 de abril de 2020, a compra de 14 trens para o monotrilho da Linha 17-Ouro.

O contrato foi assinado com a empresa Chinesa BYD que vai fornecer os trens da nova linha , que contara com oito estações em sua primeira fase, ligando o Aeroporto de Congonhas na Zona Sul de São Paulo, até a estação Morumbi da Linha 9-Esmeralda da CPTM.

Relembre: Governo de São Paulo assina contrato para a compra de 14 trens do monotrilho da linha 17-Ouro

DEMANDA

Conforme noticiado pelo Diário do Transporte, a demanda prevista para ser atendida pelo monotrilho é a de uma faixa comum para ônibus, mas o custo é bem semelhante a de um metrô de alta capacidade.

O sistema de trens leves com pneus que trafegam em vigas elevadas de concreto deve transportar somente 171.150 passageiros por dia útil no trecho Jardim Aeroporto – Congonhas – Morumbi, de 6,7 km operacionais. Contanto outras estruturas, como pátio de manobra, o sistema terá 7,7 quilômetros.

Relembre: Custando R$ 3,7 bilhões, monotrilho da linha 17-Ouro vai transportar somente 171 mil pessoas a partir de 2022, mas entraves podem prolongar atraso

OBRA

A Linha 17-Ouro do monotrilho deveria ter 17,7 quilômetros de extensão, com 18 estações entre Jabaquara, Aeroporto de Congonhas e região do Estádio do Morumbi.

O valor orçado em junho de 2010 era de R$ 2,64 bilhões, sem valores futuros referente aos reajustes contratuais, aditivos e novas contratações necessárias para implantação dos empreendimentos.

O custo então passou para R$ 3,17 bilhões – cifra que não inclui as estações previstas no primeiro trecho, com extensão de 7,7 quilômetros.

Em junho de 2018, o valor para conclusão das obras foi projetado em R$ 3.74 bilhões, com previsão para a entrega de oito estações até dezembro de 2019, o que pode ser reformulado com a eventual saída da Scomi.

O monotrilho não deve, em um primeiro momento servir as regiões mais periféricas. Assim, os trechos entre Jabaquara e a Aeroporto de Congonhas e entre depois da Marginal do Rio Pinheiros até a região do Estádio São Paulo-Morumbi, passando por Paraisópolis, estão com as obras congeladas.

Com este congelamento, não haverá as conexões prometidas com a linha 4 Amarela do Metrô na estação São Paulo – Morumbi, e nem com estação Jabaquara e da Linha 1 Azul do Metrô e Terminal Metropolitano de Ônibus e Trólebus Jabaquara, do Corredor ABD.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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