Covid-19: CPTM tem 20% de funcionários afastados, diz presidente da companhia

Publicado em: 25 de maio de 2020

Afastamentos englobam trabalhadores afetados, que integram grupo de risco ou mesmo que estejam em home-office

ADAMO BAZANI/JESSICA MARQUES

Ao menos 20% dos trabalhadores da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos estão afastados em razão do atual quadro da Covid-19.

A informação é do presidente da empresa, Pedro Moro, no início da noite desta segunda-feira, 25 de maio de 2020, em conversa com portais de mobilidade Diário do Transporte, o Diário dos Trilhos, Metrô-CPTM, Rede Noticiando e Via Trólebus.

Este percentual reúne trabalhadores infectados, afastados por ordem médica, por pertencerem a grupo de risco ou que estão atuando em home office.

Moro, entretanto, não informou o número exato de funcionários infectados.

O presidente da CPTM disse ainda que os empregados contam com um atendimento on line oferecido pela empresa de assistência médica contratada pela companhia.

“Temos apoio da empresa que presta serviço para a CPTM de assistência médica, com uma hotline exclusiva para os funcionários, para tirar dúvidas. um atendimento virtual para poder orientar da maneira correta todos que tiverem não somente sintomas, mas dúvidas a respeito dos procedimentos em relação à Covid-19.” – disse Pedro Moro, que ainda destacou que além do fornecimento dos EPIs – Equipamentos de Proteção Individual, testa alternativas como um sistema com luz ultravioleta, também experimentado no Metrô.

Os resultados foram positivos, segundo Moro.

Além disso, em quatro estações da CPTM há uma espécie de “túnel de desinfeção” por onde os usuários devem passar. Outras estações devem receber o equipamento.

O diretor de Mobilidade da WRI, Sergio Avelleda, que também participou da entrevista, disse que em diversos sistemas, o esforço nos diversos sistemas do mundo também é reduzir os riscos de contágio.

O que tem sido visto em grande parte dos sistemas é que, além da higienização, um dos objetivos é tentar ao máximo possibilitar barreiras físicas e o distanciamento dos funcionários.

Assim, soluções simples como maior afastamento de funcionários em bilheterias, por exemplo, têm sido os principais caminhos trilhados.

Adamo Bazani e Jessica Marques, jornalistas especializados em transportes

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