Greve de ônibus no ABC é adiada com promessa de pagamento por empresas de Baltazar

Empresas servem todo o ABC

Greve de ônibus no ABC é *ADIADA*, e funcionamento será *NORMAL NESTA QUINTA-FEIRA,14*

https://diariodotransporte.com.br/2020/05/13/greve-de-onibus-no-abc-e-adiada-com-promessa-de-pagamento-por-empresas-do-grupo-baltazar/

Paralisação ainda não foi descartada completamente. Companhias esperam repasse da EMTU

ADAMO BAZANI

A greve de ônibus que atingira parte do ABC Paulista nesta quinta-feira, 14 de maio de 2020, foi adiada após o Grupo Baltazar sinalizar pagamento de salários, férias e benefícios que não foram depositados.

A informação é do vice-presidente do Sintetra, sindicato que representa os trabalhadores em transportes na região, Leandro Mendes da Silva, ao Diário do Transporte na noite desta quarta-feira, 13 de maio de 2020.

Um dos proprietários do grupo, Dierly de Sousa, filho de Baltazar José de Sousa, prometeu fazer os depósitos até sexta-feira, 15, assim que receber repasses financeiros da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos.

A situação do grupo, que está em recuperação judicial, foi agravada com a queda de demanda de passageiros por causa do avanço da Covid-19.

No aviso de greve enviado às empresas do grupo, à EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (linhas intermunicipais), à SATrans (gerenciadora dos transportes municipais de Santo André), e ao sindicato que reúne as empresas de ônibus do ABC, o Sintetra informou que as companhias não estão realizado os pagamentos previstos em convenção coletiva.

Segundo o sindicato dos trabalhadores, diversos funcionários foram colocados em férias no início de abril e que, pela convenção trabalhista, deveriam receber no início de maio, o que não ocorreu.  Além de férias, não houve pagamento também de salários e vales-alimentação. Há ainda a possibilidade de corte do plano de saúde.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

NOTÍCIA ANTERIOR:

Sindicato da categoria quer reverter situação, mas diz que pagamentos estão atrasados e fala que sete companhias de ônibus descumpririam acordo

ADAMO BAZANI
Colaborou Jessica Marques

Parte do ABC Paulista corre o risco de enfrentar uma greve de ônibus a partir de zero hora de quinta-feira, 14 de maio de 2020.

De acordo com o Sintetra, sindicato que representa os trabalhadores em transportes no ABC, as sete empresas do Grupo Baltazar, do empresário Baltazar José de Sousa, não cumpriram convenção coletiva em relação aos pagamentos do mês de abril. Há também o risco de corte de convênio médico.

As empresas são Viação Ribeirão Pires, EAOSA – Empresa Auto Ônibus Santo André, Viação São Camilo, Empresa Urbana Santo André, Viação Imigrantes, Viação Triângulo e Viação Riacho Grande que operam linhas metropolitanas da EMTU entre Ribeirão Pires, Mauá, Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá, Rio Grande da Serra e a capital paulista. Uma das empresas – EUSA (Empresa Urbana Santo André) também opera linhas municipais em Santo André.

São aproximadamente mil funcionários e em torno de 350 ônibus, segundo o sindicato.

O vice-presidente do Sintetra, Leandro Mendes da Silva, afirmou ao Diário do Transporte que constantemente o grupo vinha realizando atrasos em pagamentos salariais, de férias e benefícios, inclusive de depósitos do FGTS, mas de três anos para cá estava regularizando a situação gradativamente. Entretanto, com a crise gerada pela pandemia da Covid-19, as empresas voltaram a apresentar dificuldades por causa da queda de demanda.

O representante sindical disse que diversos trabalhadores foram colocados em férias no início de abril e que, pela convenção trabalhista, deveriam receber no início de maio, o que não ocorreu.  Além de férias, não houve pagamento também de salários e vales-alimentação.

De acordo com Leandro, os proprietários das empresas, Baltazar e o filho Dierly disseram que aguardam um repasse financeiro da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos que poderá ajudar a quitar parte do débito.

O sindicato diz que reconhece que uma greve neste momento pode prejudicar trabalhadores de setores essenciais, mas que a situação dos funcionários está insustentável.

A entidade trabalhista oficiou para cumprir o período de 72 horas de aviso de greve a gerenciadora do sistema de Santo André – SATrans, a EMTU, as empresas do grupo de Baltazar e o sindicato das empresas de ônibus do ABC.

O Diário do Transporte procurou na EAOSA, que sedia o grupo, um posicionamento, mas a atendente disse que a responsável pelo o assunto não estava mais na garagem.

Ouça a entrevista:

SANTO ANDRÉ

Em nota, a Prefeitura de Santo André informou ao Diário do Transporte que, caso haja paralisação, as demais empresas do Consórcio União Santo André farão a operação das linhas B13, B19 e S36, que seriam afetadas pela greve.

Confira a nota, na íntegra:

A Prefeitura de Santo André, por meio da SATrans, esclarece que recebeu ofício enviado pelo Sintetra (Sindicato dos Rodoviários e Anexos do Grande ABC) alertando sobre a possibilidade de paralisação no próximo dia 14 de maio.

A demanda apresentada, de caráter trabalhista, envolve sete empresas de ônibus, sendo seis intermunicipais e uma municipal, a Viação Urbana, que atende três linhas na cidade, a B13, B19 e S36.

A partir do recebimento deste ofício, a SATrans notificou imediatamente as empresas que formam o Consórcio União Santo André a respeito da possibilidade de greve.

A SATrans acompanha os desdobramentos e, em caso de paralisação, essas três linhas serão absorvidas pelo sistema de transporte da cidade formada pelas demais empresas, não havendo prejuízo à mobilidade dos usuários.

O Diário do Transporte aguarda um posicionamento da EMTU sobre o assunto.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. BALTAZAR JOSÉ DE SOUZA, quem não te conhece que te compre,,,suas falcatruas persistem,,sabemos bem dos desfalques no INSS de bilhões,,e, agora os coitados que estão quase surdos por dirigir ao lado de motores velhos por quase 2 horas de Mauá à SCS ou ao terminal Sacomã…podem ficar inválidos e seus fundo a zero (São Camilo a mesma coisa)….me dá dó mesmo de quem mora em Maua e Ribeirão,,,MAS POVO DE LÁ pensem outras rotas,,,uma delas é a CPTM,,,não se iludam,,,E agora pedir pra EMTU ajudar ???

  2. antonio carlos disse:

    mas esse Baltazar é esperto prá caramba. Mau empresário, mau patrão, vai se beneficiar com a pandemia.

  3. Vonier Ivan Bertazzoni disse:

    Este cidadao ja ha muito tempo e um aproveitador..a mara gabrili que veio do ramo do transporte poderia sugerir uma cassacao das linhas deste mal empresario..que nao paga impostos..nao quer psgar funcionarios..a frota de onibus e mal cuidada..suja..ou seja nao agrega nada a populacao..a nacao..repassem as linhas para outra empress..existem varias no Abc com qualidade e honestidade..

  4. Edi Nilson Silva dos Santoa disse:

    Acabei ser dispensado dessa empresa, era mecânico la, me recusei a ir trabalhar pois não pagou nem pagamento nem vale alimentação e como retaliação fui dispensado, agora to sem meu fundo de garantia, sabe la deus quando vão fazer a rescisão. Posso dizer com toda certeza os ônibus são todos velhos já com mais de dez anos de uso, mal cuidados, peças de reposição de segunda linha, isso quando não usam peças velhas peças usadas, nem uniformes nos recebemos, temos que trabalhar com nossas roupas mesmo. Ainda tem as linhas da Suzantur que eles não querem que ninguém saiba que são deles, não sei por qual motivo.

  5. Idenilce rocha dos santos disse:

    Me deve um processo já ganho na justiça já ganho a 7 anos estou precisando até hoje não recebi nada trabalhei 16 anos na viação são camilo fiquei quase surda devido os ruídos de motor e até agora cadê meu dinheiro seu Baltazar e seu dierly

  6. Ana Antonia Adolpho disse:

    Linhas de ônibus Rudge Ramos a Santo André São Camilo e Urbana um lixo ônibus sujo caindo aos pedaços pneus carecas um perigo para as pessoas que tem que utilizar essas empresas

  7. Baltazar Câncer do Transporte disse:

    Baltazar é o maior bandido do Abc, infelizmente o governo do estado negligência esta vergonha, não fazem a licitação da área 5 da EMTU. Um absurdo essas empresas ainda operarem sucatas há décadas, e tratarem os funcionários desta forma.

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