Metrô e ônibus de Londres superlotam após anúncio de relaxamento de quarentena

Publicado em: 11 de maio de 2020

Estações com passageiros aglomerados e muitos sem máscara

Mesmo com comunicado, medidas de restrição continuam e data gera confusão

ADAMO BAZANI/ALEXANDRE PELEGI

Um dia depois de o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciar o relaxamento da quarentena, ônibus e metrô em Londres registraram superlotação.

Segundo imagens de câmeras de estações divulgadas pelo portal inglês SkyNews, o fluxo de passageiros era igual de um dia normal antes da pandemia da Covid-19 nesta segunda-feira, 11 de maio de 2020.

Os ônibus também estavam transportando uma demanda semelhante a de dias anteriores à pandemia.

Muitos passageiros, tanto nos sistemas de ônibus como de metrô, estavam sem máscaras.

As plataformas das estações de Canning Town e Queensbury na Linha Jubilee, registradas nas imagens, tiveram aglomeração.

Ao portal britânico, o prefeito de Londres, Sadiq Khan, disse que a rede de metrô atualmente opera com 5% de capacidade e os ônibus de Londres com 10% de capacidade para aderir às regras de distanciamento social e fez um apelo para as pessoas ficarem em casa se não precisarem sair.

A mensagem “de volta ao trabalho para alguns” do governo estava confusa.

Boris Johnson, em seu pronunciamento domingo, afirmou dirigindo-se aos ingleses: “você deveria trabalhar em casa sempre que possível e ir ao trabalho apenas quando fosse indispensável. Agora precisamos enfatizar que qualquer pessoa que não possa trabalhar em casa, por exemplo, em construção ou na indústria, deve ser incentivada a ir trabalhar”.

O secretário de Relações Exteriores, Dominic Raab, ao se deparar com a situação na manhã desta segunda-feira, declarou tardiamente que todos deveriam ter ficado em casa até quarta-feira, 13.

As postagens nas mídias sociais mostravam imagens de pessoas se empurrando para entrar nos trens do metrô e abandonando o distanciamento social.

Tarde demais para impedi-los“, disse à rede Sky News, o secretário Dominic Raab. Segundo Raaab, embora o governo queira que setores como construção e indústria voltem ao trabalho, “isso não começará até quarta-feira”.

A prefeitura de Londres pede que as empresas e escritórios cujos funcionários não podem ficar em casa colaborem escalonando os horários de entrada para evitar a superlotação no transporte público.

País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte, apesar de integrarem o Reino Unido, têm governos independentes e decidiram manter a quarentena sem relaxamento.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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