MP abre inquérito para apurar bloqueios de vias para desestimular deslocamentos

Publicado em: 5 de maio de 2020

Houve problemas para circulação de ambulâncias e profissionais de saúde

ADAMO BAZANI

O Ministério Público do Estado de São Paulo informou que abriu um inquérito sobre os bloqueios realizados pela CET – Companhia de Engenharia de Tráfego.

Nesta segunda-feira (04) e terça-feira (05), vias como Av. Moreira Guimarães, Av. Santos Dumont, Radial Leste, Av. Francisco Morato tiveram cruzamentos fechados.

Houve problemas durante os bloqueios com dificuldades para ambulâncias e profissionais de saúde.

Segundo a prefeitura de São Paulo, o objetivo é tentar desestimular a circulação de pessoas para conter a pandemia da Covid-19.

A taxa de isolamento social na cidade tem ficado constantemente abaixo de 50%, o que ligou o sinal de alerta das autoridades de saúde já que o total de casos e mortes tem crescido e a ocupação média das UTIs na Grande São Paulo se aproxima de 90%

A Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo da Capital quer saber se houve mesmo estudos sobre os impactos das interdições e se novas vias serão bloqueadas.

O MP quer ainda que a prefeitura explique se ao tomar a medida, a prefeitura levou em conta os impactos na circulação de pedestres, servidores de Saúde e transporte coletivo e se estuda mais alternativas como a volta do rodízio municipal de veículos.

No inquérito, foram pedidos esclarecimentos à Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) quanto aos estudos técnicos da área de tráfego e de saúde que embasaram a adoção da medida de bloqueio das avenidas Moreira Guimarães, Santos Dumont, Radial Leste e Francisco Morato. A Promotoria quer saber ainda se há estudos visando ampliação do bloqueio para outras vias ou a realização de adequações no procedimento, se  os estudos e planejamento da medida em questão levaram em conta os reflexos e interferências eventuais com o regime de rodízio de veículos; e  quais as consequências previstas e já observadas para a circulação de pedestres, profissionais de saúde, veículos de transporte coletivo e veículos que atendem a situações emergenciais de saúde e segurança pública e outros serviços essenciais.
Ao instaurar o inquérito, a Promotoria considerou que os bloqueios acabaram por “causar congestionamentos e indesejáveis dificuldades para a circulação em geral, inclusive de ambulâncias, resultado que, a princípio, pode gerar reflexos negativos para o combate à pandemia em questão, além de consequências para a ordem urbanística”.
– diz nota do MP.

Veja a abertura do inquérito

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. RodrigoZika disse:

    Parabéns, dória virando ditador e o cachorrinho Bruno atras.

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