Para proteger motoristas do transporte coletivo da Covid-19, Londres libera pagamento de tarifa de ônibus e determina entrada pela porta traseira

Publicado em: 4 de maio de 2020

Tudo para proteger o motorista… “Allow passengers first” – deixe os passageiros saírem antes de embarcar. O embarque pela porta traseira solicita que o passageiro não use seu cartão eletrônico (“no need to touch in”), ou seja, não pague a passagem. Foto: Verônica Kierme

Passageiros são orientados a não usarem assentos próximos aos condutores, que são cercados com telas de proteção aprimoradas ao redor da cabine  

ALEXANDRE PELEGI

Em Londres, como medida para proteger os motoristas do transporte coletivo, os passageiros estão embarcando nos ônibus somente pela porta traseira durante a pandemia de coronavírus.

Desta forma, o pagamento é dispensado, ou seja, o usuário não precisa usar seu bilhete Oyster (espécie de Bilhete Único).

As mudanças, determinadas pela Transport for London (TfL), que gerencia o transporte na capital do Reino Unido, foram tomadas diante das preocupações que dominaram a cidade após 26 trabalhadores de ônibus na cidade falecerem de Covid-19 até 17 de abril.

O Diário do Transporte já havia comunicado a decisão há algumas semanas. Relembre: Coronavírus: Londres adota mais medidas de proteção aos motoristas de ônibus

A TfL primeiro testou as mudanças em 140 ônibus em nove rotas e só então se sentiu confiante para estender a alternativa por toda a rede. As viagens de ônibus nos ônibus de Londres tiveram redução de 85%, segundo os operadores.

A diretora de operações de ônibus da TfL, Claire Mann, determinou as novas medidas, temporárias, desde 20 de abril de 2020.

Os motoristas de ônibus são fundamentais para garantir que trabalhadores essenciais, como funcionários do sistema de saúde (NHS) e do setor de alimentos, possam desempenhar os papéis vitais que desempenham durante essa emergência nacional“, afirmou Claire.

Seus esforços são nada menos que heroicos e é essencial que façamos todo o possível para protegê-los.”

O prefeito de Londres seguiu na mesma linha, repetindo que “tudo estava sendo feito para manter os trabalhadores em segurança“.

Os passageiros não devem usar seu cartão Oyster (“no need to touch in”) após o embarque e não devem se aproximar do motorista.

As medidas para proteger motoristas e passageiros incluem sinalização que afasta as pessoas dos assentos perto dos motoristas, telas de proteção aprimoradas ao redor da cabine e anúncios regulares, lembrando aqueles a bordo da necessidade de manter o distanciamento social.

A TfL disse que também está pensando em criar uma “partição completamente selada” entre motoristas e passageiros.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Nada como uma medida inteligente.

    Parabéns Londres!

    Att,

    Paulo Gil

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