Federação das Empresas de ônibus de Minas Gerais alerta para risco de colapso no transporte de passageiros do estado

Nas empresas que prestam o serviço urbano e metropolitano a queda na demanda de passageiros chegou a 70%. Foto: Agência Minas

Para o presidente da FETRAM, Rubens Lessa, situação do setor é dramática e pode entrar em colapso nos próximos dias, se recursos do poder público não chegarem a tempo

ALEXANDRE PELEGI

O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros de Minas Gerais, (FETRAM), Rubens Lessa, divulgou comunicado nesta sexta-feira, 27 de março de 2020, alertando para o risco de colapso no setor.

Segundo Lessa, situação do setor é dramática e pode entrar em colapso nos próximos dias, se recursos do poder público não chegarem a tempo.

Em todo estado de estado de Minas Gerais, o setor emprega cerca de 100 mil trabalhadores.

“Nas empresas que prestam o serviço urbano e metropolitano, por exemplo, a queda chegou a 70%. Isso significa que as despesas financeiras das empresas ficaram muito acima do custo de operação. (50% da receita é para pagar a folha de pagamento e 25% para a compra de óleo diesel). O reflexo já é sentido em algumas empresas que estão sem condições financeiras para arcar com compromissos com seus funcionários e fornecedores”, explica o presidente da FETRAM.

Mesmo com as restrições para evitar a disseminação do coronavírus, Lessa ressalta que o serviço de transporte de passageiros por ônibus continua funcionando, sendo o principal meio de transporte para levar a maioria da população aos hospitais, farmácias e supermercados, e de trabalhadores que estão fora da quarentena por exercer serviços essenciais.

O presidente da Federação explica que a pandemia vem afetando também toda a operação das empresas de transporte rodoviário intermunicipal de passageiros. “Várias prefeituras com a intenção de se proteger da disseminação do vírus, proibiram totalmente o acesso total das empresas às suas rodoviárias, outras restringiram parcialmente a circulação, o que resultou em uma grande redução no número de viagens com perda de receita. Importante ressaltar que com o isolamento de algumas cidades, as empresas vão deixar de entregar grande parte de itens básicos de saúde como medicamentos e produtos médico-hospitalares”, afirma Lessa.

Além disso, as empresas continuam cumprindo a determinação das prefeituras e do Governo do Estado de Minas de transportar passageiros apenas sentados, o que limitou a ocupação dos veículos em 50%, o que vem onerando ainda mais a operação.

“Toda essa situação é muito preocupante. Precisamos urgentemente de uma ação imediata do poder público, que traga recursos para as empresas poderem continuar prestando o serviço. Caso contrário, teremos um colapso do sistema nos próximos dias”, conclui Lessa.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Arakem Moura disse:

    empresas estão perdendo passageiros para aplicativos:onibus cheios e demorados, estou falando de bh porque na RMBH a situação é pior. o passageiro cansou disso tudo, e agora tem que fazer acrobacias para chegar e passar na roleta, já que a frente ta cheia de caloteiros pegando carona na passagem da gente, o kalill com sua cara de pau achando que engana alguem, manda colocar essas porcarias com ar que não agrada ninguem e para compensar para as empresas corta um monte de viagens,o passageiro porque é muito burro senao dava uma banana para os onibus, mas cada um tem aquilo que merece. onibus não está perdendo passageiros para a pandemia, mas sim para os aplicativos carros propios etc… o transporte coletivo hoje,desafio qualquer empresario do ramo a me contestar que é pior que a vinte anos atrás para empresas e para usuario

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