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Campinas publica decreto confirmando paralisação do transporte público a partir desta segunda, 23

Imagem da live deste sábado, 21, quando o prefeito Jonas Donizette anunciou a quarentena em Campinas.

Secretaria de Transportes deverá garantir atendimento mínimo à população, principalmente para pessoas que trabalham em atividades essenciais

ALEXANDRE PELEGI

Como adiantou o Diário do Transporte na noite deste sábado, 21 de março de 2020, o prefeito de Campinas, Jonas Donizette, em pronunciamento ao vivo pelas redes sociais, anunciou que a cidade do interior paulista entrará em quarentena a partir da próxima segunda-feira, 23.

Em edição extra do Diário Oficial do Município neste domingo, 22, a prefeitura publicou o Decreto, que explicita em seu artigo 4º que durante a quarentena ficará interrompido o serviço regular de transporte público municipal, “devendo a Secretaria de Transportes garantir atendimento mínimo à população”.

A Secretaria deve especificar quais serão as medidas que serão adotadas e o funcionamento das linhas emergenciais.

Carlos José Barreiro, titular da Secretaria Municipal de Transportes (SMT) e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), informou ao Diário do Transporte na manhã deste domingo que sua pasta está fechando o plano de atuação emergencial que regerá o transporte na cidade durante a quarentena.

Segundo afirmou o prefeito na noite de ontem, “haverá o mínimo possível de ônibus na rua”. Isso porque tem havido muitos casos em que os ônibus rodam lotados. Ele explicou que a medida é necessária porque durante a semana, em alguns horários, “mesmo a gente colocando ônibus a mais, teve ônibus que estava com excesso de pessoas”.

Como mostrou o Diário do Transporte também neste sábado, 21, o Governador João Doria decretou período de quarentena a partir da próxima terça-feira, 24, em todos os 645 municípios paulistas. Campinas, portanto, antecipou em um dia. Relembre: Doria decreta quarentena nos 645 municípios do estado a partir de terça-feira, 24. Na noite de sábado, o presidente Jair Bolsonaro, em entrevista à CNN Brasil, criticou a medida. “[Doria] é um lunático. Está fazendo política em cima deste caso”.

O uso do transporte público, segundo o prefeito afirmou na transmissão ontem, só será liberado em caso de necessidade, ou seja, para a locomoção de pessoas que trabalham com atividades essenciais. “Por que vamos deixar o esquema emergencial? Porque tem o funcionário do mercado, funcionário da farmácia, funcionário do posto de gasolina que vai precisar da condução para trabalhar“, explicou o prefeito.


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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