ANATRIP alerta Governo Federal para colapso do setor; 500 mil empregos estão em risco

Januária Transportes é uma das empresas associadas à ANATRIP. Foto: Rafael Caldas

Colapso das transportadoras afetará 80 milhões de usuários de baixa renda que não têm alternativa para se locomoverem, afirma Associação das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros

ALEXANDRE PELEGI

A Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros (ANATRIP) está preocupada com a situação de retração no setor devido à queda estimada de 60% da demanda de passageiros, em decorrência da pandemia do coronavirus.

Em comunicado enviado à imprensa especializada, a Associação alerta que, sem apoio do Governo Federal e dos governos estaduais, o serviço público de transporte coletivo rodoviário de passageiros poderá entrar em colapso, em um prazo de até 90 dias

Segundo a nota, o colapso das transportadoras afetará 80 milhões de usuários de baixa renda que não têm alternativa para se locomoverem. E calcula que, caso as transportadoras não resistam à crise, 100 mil empregos diretos e 400 mil indiretos estarão em jogo

Diferentemente da atenção dada pelo governo às companhias de transporte aéreo, o nosso setor não recebeu qualquer consideração, apesar de toda a sociedade e o governo em particular, conhecerem o desfavorecimento econômico e a dependência dos usuários dos serviços que prestamos, que não têm outra opção de locomoção até para se tratarem da própria infectação, como, ao contrário, é o caso dos passageiros das companhias aéreas”, afirma a ANATRIP.

Leia a nota na íntegra

A Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros (ANATRIP) alerta que, sem apoio do Governo Federal e dos governos estaduais, o serviço público de transporte coletivo rodoviário de passageiros poderá entrar em colapso, em um prazo de até 90 dias, devido à queda estimada de 60% da demanda de passageiros, em decorrência da PANDEMIA DO CORONAVIRUS. O colapso das transportadoras afetará 80 milhões de usuários de baixa renda que não têm alternativa para se locomoverem. Diferentemente da atenção dada pelo governo às companhias de transporte aéreo, o nosso setor não recebeu qualquer consideração, apesar de toda a sociedade e o governo em particular, conhecerem o desfavorecimento econômico e a dependência dos usuários dos serviços que prestamos, que não têm outra opção de locomoção até para se tratarem da própria infectação, como, ao contrário, é o caso dos passageiros das companhias aéreas.

Para a preservação das empresas e garantia da continuidade dos serviços, a ANATRIP propõe a suspensão por 06 (seis) meses da cobrança do PIS, COFINS e da CIDE incidente no óleo diesel, no âmbito federal e do ICMS, tanto o que incide sobre o óleo diesel como o que é cobrado dos passageiros, no âmbito estadual e, também, a desoneração da folha de pagamento, a fim de preservar empregos. A proposta vai na mesma linha do que está sendo feito para o setor aéreo.

A ANATRIP calcula que, caso as transportadoras não resistam à crise, 100 mil empregos diretos e 400 mil indiretos estarão em jogo, pois a experiência desses primeiros dias, desde quando a proliferação dos casos aumentou no país, já indica uma retração de 60% na demanda de passageiros. Por isso, a ANATRIP ressalta que as medidas para reduzir as perdas financeiras das empresas devem ser estendidas às empresas de transporte rodoviário interestadual.


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa tarde.

    Quanta choradeira.

    Tubarão chora mais do que mandi.

    Todos os setores da economia e empresas já estão sofrendo queda no faturamento.

    Não é só o buzão que terá queda.

    É um efeito cascata, o consumo e o faturamento de tudo irá cair, exceto de alcool gel.

    Agora não é hora de chorar.

    É hora de fazer o melhor em prol do coletivo.

    A queda do faturamento é PREVISÍVELLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

    Att,

    Paulo Gil

  2. Santos Dumont disse:

    Em que pese o efeito sobre suas contas, mas que atinge a um sem nr de atividades comerciais e industriais, cuja profilaxia requer medidas que passam por acordos com os sindicatos de classe e por alternativas legais (férias coletivas, etc), sem contar a renegociação com bancos e a provocação, na agência reguladora, por uma flexibilização das regras operacionais. Essa grita é o resultado quando umas poucas empresas querem abraçar o país e operar sozinhas os grandes eixos – fica-se dependente de qualquer acidente de percurso com elas.
    Para cada empresa que desatender um mercado haverá outra q se disponha servi-lo.
    O que não dá é jogar a conta no colo da viúva!

  3. Laurindo Martins Junqueira Filho disse:

    Uau! Mas eu vinha entendendo q o poder público seria perfeitamente dispensável para qualquer coisa desse mundo! E agora estão a dizer q não é bem assim?

  4. Santos Dumont disse:

    Essa ANATRIP é uma piada. Veja que seus integrantes multiplicaram suas linhas – de forma até legal, porém irresponsável – e ainda querem sufocar as pretensões das pequenas e médias empresas, obstaculizando as medidas governamentais para abrir os mercados! Depois que crescem sem o devido gás que os suportem, querem agora socorro!?!? O apetite é tão grande que, ao mesmo tempo que esperneiam, fazem pedidos (vários) de novas linhas para operar!!!!

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