BYD entrega 29 ônibus elétricos de dois andares para rota 94 de Londres

Publicado em: 26 de fevereiro de 2020

Com a compra, serviço passa a contar apenas com veículos elétricos

JESSICA MARQUES

A BYD entregou 29 ônibus elétricos de dois andares para um dos serviços de ônibus mais conhecidos do Oeste de Londres, a Rota 94. Com a entrega, o serviço passa a ser totalmente elétrico.

Os veículos foram produzidos pela BYD Europe e Alexander Dennis Limited (ADL). Os ônibus começaram a circular na semana passada, operados pela London United, uma subsidiária da RATP Dev.

A BYD atua no segmento de baterias, gerenciamento de energia e mobilidade elétrica, enquanto a ADL é a fabricante de ônibus que mais vende no Reino Unido, uma subsidiária da NFI Group Inc. (NFI).

A Rota 94 fornece um serviço 24 horas para os residentes do Oeste de Londres.

ÔNIBUS

Com uma capacidade total de 67 lugares, sendo 24 no salão inferior e 43 no salão superior, o BYD ADL Enviro400EV de 10,9 metros possui 250 quilômetros de autonomia com uma única carga, segundo a BYD.

A energia é fornecida através do powertrain 100% elétrico da BYD, que inclui o motor elétrico e as baterias de ferro-fosfato de 382 kWh. A carroceria de dois andares da ADL apresenta uma impressionante escada envidraçada, um longo compartimento para cadeiras de rodas e uma rampa automática para cadeiras de rodas nas portas traseiras.”

Esta última entrega da parceria BYD ADL aumenta o número total de ônibus elétricos em serviço para 269, incluindo 200 ônibus de 1 andar BYD ADL Enviro200EV, também de acordo com informações da fabricante.

Os novos veículos também são equipados com o novo Sistema de Alerta Acústico de Veículos, que gera som em velocidades abaixo de 12 mph para alertar pedestres e usuários vulneráveis das estradas.”

Durante o evento de entrega nesta semana, Catherine Chardon, diretora administrativa da RATP Dev London, afirmou que “esses novos ônibus apoiarão a estratégia de Londres para uma cidade mais verde. É o segundo passo em nossa estratégia de eletrificação da rede de garagens”.

Mehdi Sinaceur, presidente da RATP Dev UK na RATP Dev, acrescentou que “a eletrificação é uma das principais transformações com as quais a RATP Dev está ajudando as empresas de Londres, aproveitando a experiência do grupo”.

Atualmente, são 234 ônibus elétricos BYD ADL operando na capital.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    E ai BarsiLei, até quando vamos nessa de energia suja?

    Tá provado que os BYD dão certo.

    A MBB tem a obrigação de trazer i Citaro e a Sprinter elétricos para o BarsiLei.

    Deveriam ter um pouco mais de memória e lembrar de quando chegaram por aqui e quanto já faturaram e faturam aqui.

    Chega de buzão à Diesel.

    Presidente Bolsonaro, já passou da hora de exigir alguma ação no campo do buzão elétrico ou gás.

    Fisclalizadora e aí, acorda né.

    Bom, pra quem ainda opera com carro bota, falar em buzão elétrico é pedir demais né.

    MUDA BARSILei.

    Att,

    Paulo Gil

  2. DIEGO disse:

    Muito lindo na Europa, mas nos padrões brasileiros, principalmente por questões de custos, nosso sistema político e empresários(frotistas), não tem chance nenhuma de vingar.

  3. Eduardo B. Ciccone disse:

    Tudo de bom, sustentável , que esta acontecendo no primeiro mundo, também acontecerá aqui e no resto do planeta. É a evolução que pode ser lenta, mas continua e irreversível.

  4. ZéTros disse:

    Paulo Gil, bom dia,

    Infelizmente os entusiastas como nós não compram ônibus. Sendo assim, não adianta trazer Citaro, muito menos a versão elétrica, se ninguém irá comprá-lo. Logo, essa obrigação não existe, primeiro pq não há demanda e segundo que há um “acordo de cavalheiros” entre a MB e as encarroçadoras para que esta não fabrique monoblocos no país.

    Abraço,

  5. Paulo Gil disse:

    ZeTros, bom dia.

    Concordo com você, mas não sou tão inocente assim.

    Temos de reclamar, forçar a mudar, senão o Jurassismo continuará a impedir o BarsiLei de evoluir.

    Do mesmo jeito que a MBB entrou ela sai.

    Afinal a BYD já chegou.

    O BarsilLei precisa acabar com essa mentalidade de quanto pior melhor, temos de pensar no quanto melhor melhor ainda.

    Nós temos dinheiro, temos recursos naturais, só não temos gestão.

    Aposentadoria tem ser automática aos 40 anos, ai cada um faz o que gosta e a economia gira, eu já teria comprado meu micro e no meu posto de trabalho estaria um jovem.

    Os aposentados que ganham R$ 800,00 têm de passar a ganhar de ontem pra agora no mínimo R$ 8.000,00.

    E não me venham falar que não dá, porque dá.

    Quanto está custando e já foi gasto só com coisinhas que eu um simples mortal como eu sabe (forma o que está escondido debaixo do tapete).

    – VLT de Cuiabá;

    – Usina de Belo Monte;

    -Transposição do Velhor Chico;

    – Dois Aerotrens inacabados em Sampa;

    – Linha laranja inacabada do metro em Sampa;

    – Linha 13 Jade da CPTM natimorta que NÃO leva o passageiro até ao aeroporto.

    – Custo do Congresso Nacional e etc

    O dia que esse desmando e esse desperdício do dinheiro do contribuinte e mais a redução de 95% das leis do BarsiLei ocorrer, poderemos ter Citaro e Sprinter elétricos rodando e a fabrica da BYD produzindo e exportando.

    Mas a mentalidade JURÁSSICA que assola o BarsiLei e os 3 chamados Poderes, impede que tudo de bom aconteça ao Barsilei e aos BarsiLeiros.

    É isso ai.

    Forte abraço.

    Paulo Gil

  6. DIEGO disse:

    Concordo com o que foi dito com Eduardo, Zetros e o Paulo Gil, só que repito, com os políticos isso no Brasil e os empresários do setor, isso não passa de conto de fadas. Como sempre, vão dar um jeitinho, modifica uma lei ou até mesmo, taca o fod…. pra lei. Pode ver BYD o que vier, vai demorar e muito pra mudar isso se mudar.

  7. ZéTros disse:

    Temos que cobrar sim, mas não adianta cobrar isso aqui no Diário do Transporte, pq deixa de ser cobrança e vira apenas desabafo e utopia. Temos que cobrar dos políticos, dos gestores, dos órgãos de controle, etc..

    Esse ano tem eleições municipais, quais as propostas de seus candidatos a vereador e a prefeito para o transporte público?. Se depender deles será apenas um conto de fadas, como citou o Diego acima.

    Antes de esperarmos pelo CItaro e pela Sprinter elétricos, vamos ver se as ruas estão asfaltadas, se os postes tem lâmpada e se diminuíram os alagamentos.

    E sinceramente, bastaria que fosse um O-500 M ou O-500 U, um B-250R ou um 18.280 OT que já são confortáveis o suficiente e tirando São Paulo e Curitiba, poucas cidades tem deles rodando.

    Abraço.

  8. ZéTros disse:

    E outra, “a MB entrou ela sai. Afinal a BYD já chegou”. Sai de onde se o Brasil é um dos maiores mercados da MB, se não o maior fora da Alemanha?. E outra, a BYD chegou mais ainda participa de um segmento de nicho bem específico. Se houvesse uma demanda alta para o tipo de veículos que ela produz, pode ter certeza que não só a MB, mas a Scania, a Volvo e a VW já estariam produzindo ônibus elétricos no país.

    Até pq não há uma política de incentivo como há em outros países, por parte do governo, desse e nem dos anteriores, para que haja uma demanda pelos veículos elétricos.

  9. DIEGO disse:

    ZéTros. Concordo contigo novamente. A pura realidade, a verdade nua e crua do Brasil.

  10. Celioso disse:

    Gente, tá mais do que provado que as emissões de diesel causam câncer, tem provas em pesquisa da USP:

    O gasto em saúde desse povo que padece é maior do que o custo de renovação da frota com ônibus elétrico.

    Governantes! estão matando quem vota!

    Que revolta…

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