Shingai deixa a presidência da SPTrans. Levi Oliveira assume no lugar

Publicado em: 20 de janeiro de 2020

Shingai em evento da SPTransz

Regras dos novos contratos dos ônibus, cortes de linhas e perda de passageiros estão entre os desafios de novo presidente

ADAMO BAZANI

Paulo Cézar Shingai não é mais presidente da SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora dos ônibus, faixas de ônibus e táxis na capital paulista.

No lugar dele entra Levi dos Santos Oliveira, que o até então estava no cargo diretor de Planejamento de Transporte .

Para o cargo de planejamento foi nomeado Valdemar Gomes de Melo.

A gestão Bruno Covas confirmou a troca em nota ao Diário do Transporte

A SPTrans informa que Levi dos Santos Oliveira é o novo presidente da companhia. Ingressou na empresa em 1991 por meio de Seleção Pública, onde fez a sua carreira na área de planejamento e chegou a diretor de Planejamento de Transporte da empresa em janeiro de 2017.

Graduado em Ciências da Computação e pós-graduado em Planejamento de Mobilidade Urbana, Oliveira assume a presidência da empresa com o objetivo de manter os principais valores de conduta tendo como missão assegurar a universalização do transporte público sustentável para proporcionar deslocamentos com regularidade, confiabilidade, acessibilidade, conforto, segurança e modicidade, visando a excelência na gestão do transporte público.

Paulo Cézar Shingai e o então diretor de planejamento da SPTrans, Levi dos Santos Oliveira, em evento realizado em empresa de ônibus da cidade.

Paulo Cézar Shingai assumiu o maior cargo da gerenciadora dos transportes em 22 de março de 2018, ainda na gestão de João Doria, frente à prefeitura. Depois de 15 meses como prefeito, João Doria deixou o cargo em 06 de abril de 2018 para disputar as eleições ao governo do Estado.

Shingai é funcionário do setor desde 1984, época da CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos, que foi privatizada na gestão Paulo Maluf entre 1993 e 1994.

RELEMBRE AQUI:

https://diariodotransporte.com.br/2018/03/22/sptrans-troca-de-presidencia-e-martinelli-cuidara-de-concessoes-a-iniciativa-privada-na-area-de-transportes/

O novo presidente da gestora terá alguns desafios, como os cortes das linhas da cidade já de acordo com os novos contratos com as empresas de ônibus assinados pelo prefeito de São Paulo, Bruno Covas, em 06 de setembro de 2019.

Com o novo sistema de linhas, que segundo a SMT deve ser implantado a partir de setembro de 2020 indo até 2022, as principais alterações serão as seguintes:

– 190 linhas devem ser unificadas ou extintas;

– 753 linhas vão ser mantidas;

– 253 linhas serão seccionadas (cortadas em um determinado ponto) ou terão o trajeto alterado;

– 51 itinerários serão criados;

– As atuais 150 linhas da madrugada não vão ser alteradas.

Pela proposta da nova rede, a cidade terá 1.207 linhas. Atualmente são 1.336 linhas de acordo com os indicadores da SPTrans.

Além das mudanças de linhas, Levi de Oliveira vai ter de estar à frente do novo método de remuneração das viações, pelo qual fatores como reclamações e descumprimento de horários poderão reduzir a remuneração das empresas, e também acompanhar o cumprimento da meta de inclusão de ônibus menos poluentes na cidade.

Outro desafio é a perda de passageiros pelos ônibus principalmente para o transporte individual, tanto particular como por aplicativo.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. Marcelo de Oliveira disse:

    Gostaria de saber, se a cidade de São Paulo tem infraestrutura, para tal “MODERNIDADE” pq perder partidas e atrasos, vai ser bem mais……Viva a SPTrans e a gestão João Dória/ Bruno Covas

  2. Pedro disse:

    Isso mesmo reduz a quantidade de ônibus, partidas e depois a prefeitura fica tentando sacanear a UBER e a 99, para que o povo não tenha opção, governo neoliberal e assim nada para o povo tudo ao capital, so visa lucro, espero que o povo em outubro saiba dar a resposta a este governo que so governa pros empresários, hoje temos uma das passagens mais caras do mundo e ainda as empresas recebem subsídios.

  3. Vagner disse:

    Um Muito Bom Dia A Todos.
    Reclamar quase todos sabem mais dar ideias ou sugestões para que realmente melhorar os problemas o que seria muito produtivo mas falta capacidade de ambos os lados.

  4. Pedro disse:

    Fácil e resolver problemas retirando, acabando, encerrando, esse o o modelo de administração mais perverso que existe onde o cidadão não entra na planilha de cálculos, so entra o lucro, lucro e mais lucros,

Deixe uma resposta