Governo do Estado quer mudar estrutura do corredor Diadema-Morumbi com características de BRT

Publicado em: 17 de janeiro de 2020

Corredor dá acesso à linha 5-Lilás do Metrô e passa na região da Estação Berrini, da CPTM

Intenção faz parte do Plano de Negócios da EMTU para 2020. Trecho sofre com invasões de carros e motos e em alguns pontos é estreito para ônibus

ADAMO BAZANI

O Governo do Estado de São Paulo quer remodelar a extensão do Corredor Metropolitano ABD entre Diadema, no ABC Paulista, e a região do Morumbi, na zona Sul de São Paulo.

O trecho da extensão é de responsabilidade estatal. A linha 376 da Metra continua a partir do Shopping Morumbi até a região do Brooklin em corredor de responsabilidade da cidade de São Paulo.

A intenção está no Plano de Negócios para 2020 da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos publicado pela estatal.

Segundo o documento, o estudo de viabilidade para uma espécie de “retrofit” do corredor, mudando a infraestrutura vai continuar neste ano. O objetivo é chegar a 70% da conclusão do estudo. A EMTU quer implantar conceitos de BRT – Bus Rapid Transit no trecho.

Em 2020 está prevista a continuidade do estudo de viabilidade (atingir 70%) da Extensão Diadema-Morumbi do Corredor Metropolitano ABD, que tem por objetivo fornecer subsídios para a realização do Retrofit da infraestrutura existente segundo o conceito de Bus Rapid Transit, de modo a proporcionar maior qualidade de atendimento ao longo do eixo.

Ainda não há prazo para conclusão dos estudos e início das obras.

A extensão do Corredor ABD tem 12 km e paradas simples compartilhadas na cidade de São Paulo com os ônibus municipais gerenciados pela SPTrans.

Entre as vias atendidas estão Avenida Cupecê, Avenida Vereador João de Luca, Avenida Professor Vicente Rao, Avenida Roque Petroni Júnior, Avenida Dr. Chucri Zaidan e Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini.

Em diversos trechos, em especial na capital paulista, a extensão acaba sendo na prática uma faixa à esquerda, suscetível a constantes invasões de carros e motos, principalmente nas imediações do Shopping Morumbi.

A largura para os ônibus também parece ser insuficiente em alguns trechos. Os ônibus raspam em galhos de árvore à esquerda e à direita passam rentes aos carros.

Nos trechos da capital paulista ainda há compartilhamento com táxis, que são autorizados a circular pela prefeitura de São Paulo em corredores de ônibus.

A operadora Metra, após reclamações de passageiros sobre a superlotação, substituiu em março de 2019 os ônibus de 13 metros sem ar-condicionado por 25 ônibus articulados de 21 metros com refrigeração. A percepção dos passageiros melhorou, mas ainda o corredor possui gargalos que comprometem a eficiência operacional.

A EMTU quer que a extensão siga o estilo de BRT.

Um BRT reúne, entre as características principais, exclusividade para os ônibus, embarque e desembarque no mesmo nível do assoalho dos coletivos, pré-embarque (que é o pagamento da passagem antes de entrar no coletivo) e estações fechadas em vez de pontos ou paradas abertas, como é a estrutura atual.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Laurindo Martins Junqueira Filho disse:

    Por que razão os técnicos brasileiros deixaram q uma legítima invenção de técnicos brasileiros (Pedro Zazs) tivesse seu nome “Corredor” mudado para “Bierritchi” (BRT)? Nóis merece, mesmo, não? O Corredor da EMTU vem tendo um excelente desempenho há quase 3 décadas. Ele chegou a transportar mais de 300 mil passageiros/dia, capacidade essa pouco ou nada igualada no mundo. Ele foi pioneiro, juntamente com os CORREDORES de Curitiba, Goiânia, Recife e P. Alegre. Todos eles têm alguns gargalos q precisam ser removidos e vêm sendo atualizados periodicamente. Mas daí a chamar as mudanças com esse estrangeirismo, é demais! Amanhã ou depois, o modismo vai mudar e vão inventar outros nomes (BRS, BRX, BRY, BRZ etc., até o alfabeto terminar)… E aí vão querer adotar um novo estrangeirismo ditado pelos colombianos q copiaram o nosso modelo…

  2. Vandeir disse:

    O erro dessa extensão é que não é via dupla e sim vias paralelas que facilitam a invasão de carros,motos se fosse igual no restante do corredor onde as guias com gramas separam o corredor das ruas seria bem melhor.

  3. Denis de Andrade disse:

    Corredor de verdade são aqueles que a Metra já utiliza há décadas, nas ligações entre São Mateus, Abc e Jabaquara, bonitos, e realmente separados do trânsito.

  4. Luis disse:

    Avenida Cupecê não tem estrutura para corredor de ônibus. Tem que retirar aquela quantidade enorme de faróis, investir nas vias secundárias
    Como ninguém encherga isso?
    Absurdo investir no corredor de ônibus com tantos faróis segurando o trânsito.

  5. MARCOS disse:

    Só tem idiota no governo do Estado de São Paulo, enchem a rota de semáforos e ficam com essa desculpa Prata desviar dinheiro público e tem troca que vai nessa

  6. Simone teodoro disse:

    Eu acho ruim as empresas q obrigam os motoristas parar em todos os pontos do corredor ,mesmo q ninguém suba .e outra se está cheio para q parar para ir esmagando quem precisa pegar o bus para chegar aí trabalho no horário certo .deveria olhar mais para os bus cheios .

  7. Adriano Floro Dos Santos disse:

    Se fizerem da mesma forma que é separado do trânsito de carros numa via central dupla de ida e volta como nós trechos entre Diadema e SBC seria muito melhor…a metra a muitos anos gerência com excelência esse serviço no abc.

  8. alexandrovl disse:

    o corredor tem muita parada, e no trecho da cupecê a pista é apertada e os motoristas dos “trolebus” tem q dirigir menos rapido para nao pegar nos carros.

    tomara q com a reformulação, haja a linha direta sem paradas de diadema até o shopping morumbi e sem parada até a avenida dos bandeirantes!

  9. Luis Nunez disse:

    O povo tem memoria curta. Era para ser um corredor, desde seu projeto original, ficou anos e anos com obras paradas e por fim fizeram apenas uma faixa a esquerda. Agora vem com esta história de remodelação.

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