Atila Jacomussi confirma congelamento de tarifa de ônibus em Mauá para 2020

Sistema é operado somente pela Suzantur

Prefeito ainda afirmou que concessão de áreas para comércio no terminal vai financiar melhorias no espaço. Santo André, São Bernardo do Campo e Rio Grande da Serra também confirmaram que não haverá aumento

ADAMO BAZANI

O prefeito de Mauá, no ABC Paulista, Atila Jacomussi, confirmou nesta segunda-feira, 13 de janeiro de 2020, que não haverá reajuste de passagem de ônibus na cidade neste ano.

O Diário do Transporte já havia antecipado que a intenção da prefeitura era manter a tarifa nos atuais R$ 4,30.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/01/03/prefeitura-de-maua-informa-que-nao-ha-pretensao-de-aumentar-tarifa-de-onibus-em-2020/

A cidade possui 48 linhas, todas operadas pela empresa Suzantur.

Em uma transmissão em suas redes sociais, Jacomussi disse que este não é o melhor momento para reajuste de tarifa diante da atual conjuntura econômica, com 11,9 milhões de pessoas procurando emprego e 38,8 milhões trabalhando em ocupações informais – sem carteira de trabalho assinada –, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

“Em meu governo, nunca tivemos aumento de tarifa, ao contrário, quando foi necessário, eu reduzi. Temos que ter sensibilidade à população e antes de pensarmos em aumento da tarifa, a economia precisa voltar a crescer e podemos avançar ainda mais na qualidade do transporte coletivo” – disse.

Os últimos reajustes ocorreram nas gestões de Donisete Braga (de R$ 3,80 para R$ 4,20, em 28 de dezembro de 2016, valor reduzido para R$ 4, já com Jacomussi à frente do Paço Municipal, em fevereiro de 2017) e em janeiro de 2019, de R$ 4,00 para R$ 4,30, quando estava à frente da prefeitura, a vice Alaíde Damo. Na ocasião, Jacomussi estava preso sob a acusação de fraude em processo licitatório, corrupção (ativa ou passiva) e formação de organização criminosa. O prefeito conseguiu liberdade em fevereiro de 2019 e, em setembro, obteve na Justiça direito de volta ao comando do executivo após o TJSP reverter a decisão da Câmara de Vereadores que suspendeu seu mandato.

Na transmissão desta segunda-feira, Atila Jacomussi ainda lembrou que o município “espera a autorização da União para o financiamento pela reforma do Terminal Itapeva (valor previsto para as intervenções é de R$ 4.368.138,60) e as construções dos terminais Zaíra (R$ 4.364.911,56) e Itapark (R$ 7.541.011,20). As obras têm previsão de 18 meses para conclusão e serão executadas pela Paulista Obras e Pavimentação Ltda após certame licitatório. A documentação do processo está com a Caixa Econômica Federal, que agora depende do aval do Ministério da Infraestrutura para a liberação do aporte financeiro.” – segundo nota da prefeitura.

Outro assunto, também já abordado pelo Diário do Transporte, é a concessão de espaços para exploração comercial, por meio de PPP – Parceria Público Privada, do terminal central da cidade.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2019/12/23/prefeitura-de-maua-vai-conceder-espacos-dentro-do-terminal-de-onibus-central-para-comercio/

Na transmissão desta segunda-feira, 13, Jacomussi prometeu que os recursos vão ser usados para revitalização e implantação de melhorias do espaço.

OUTRAS CIDADES QUE CONGELARAM NO ABC:

Em pleno ano eleitoral, os prefeitos do ABC Paulista não estão dispostos a “correr o risco de imagem” de elevar as tarifas dos serviços de ônibus.

Como mostrou o Diário do Transporte, além de Mauá, confirmaram congelamento em 2020, Santo André, São Bernardo do Campo e Rio Grande da Serra.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/01/05/tres-cidades-do-abc-paulista-descartam-reajuste-de-tarifa-de-onibus-e-demais-ainda-avaliam/

E

https://diariodotransporte.com.br/2020/01/07/rio-grande-da-serra-descarta-reajuste-na-tarifa-de-onibus-em-2020/

Veja a transmissão:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. João Luis Garcia disse:

    Resta saber se os Exmos Srs Prefeitos da região do ABCDM ao não concederem o reajuste da tarifa as concessionárias que operam o transporte público não estão incorrendo em uma quebra de contrato, afinal os custos operacionais dos sistemas com certeza aumentaram, sejam por aumentos dos insumos, da mão de obra, das renovações de frotas feitas pelas operadoras.
    A não ser que hajam os subsídios as operadoras para cobrir as diferenças entre a planilha de custos e o valor realmente arrecadado por passageiro no município.
    Ultimamente o que temos visto com frequência são o aumento da gratuidade, queda no número de passageiros pagantes e o sucateamento dos sistemas.
    Aliado a tudo isso ainda temos a ingerência do poder judiciário que passou a legislar em uma área antes somente a cargo do poder executivo.
    Infelizmente diversos sistemas de transporte que antes eram vitrines para outras praças, hoje já não mais.
    Políticas populistas e demagógicas vem acabando com um setor muito importante, pois muitos desconhecem que uma empresa de ônibus, gera no mínimo de 5 a 6 empregos por veículo operado.
    Em nome do desemprego é comum os poderes executivos e legislativos, regulamentarem os aplicativos de transportes, que não geram empregos de carteiras assinadas, nao garantem ao seu motorista o vínculo empregatício e consequentemente os direitos trabalhistas.
    Sem falar que apenas um pai de família tem o seu direito de exercer a função de motorista e contribui para mais veículos na rua, mais trânsito e congestionamentos e mais poluição sonora e atmosférica contribuindo assim para a deteriorização do meio ambiente.

  2. José Domingos Ferreira disse:

    Atilalá

    Populismo barato em ano de eleição.
    Nenhuma novidade da velhissima política.

  3. Edson china disse:

    Cadê a água atila,em palavras é tudo bonito mais isso não ameniza os problemas o povo uma educação melhor e mais saúde e água Átila….

    1. Anísio Macedo de Sa disse:

      Perfeito,veriador Mercelo: o problema mais complicado é o abastecimento uma cidade sem abastecimento de água é brincadeira

      1. Anísio Macedo de Sa disse:

        Uma cidade sem abastecimento de água, ou seja um serviço essencial, é brincadeira Sr Prefeito

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