Metrô divulga classificação de propostas em concorrência para serviços de pesquisa

Metrô quer saber impactos das obras

Primeira colocada é Oficina Engenheiros Consultores Ltda

ALEXANDRE PELEGI

A Companhia do Metropolitano de SP divulgou no Diário Oficial deste sábado, 11 de janeiro de 2020, o resultado da licitação realizada para contratação de empresa especializada para realização de pesquisa Ex-Post.

O termo Ex-Post significa “a partir do fato passado”. Ou seja, a pesquisa vai apurar possíveis relações de causa e efeito entre um fato e o que ocorreu depois dele.

O objetivo da pesquisa, segundo o Metrô de SP, é verificar os impactos causados pelas obras de implantação dos empreendimentos da Companhia nas Linhas 4–Amarela (Higienópolis/Mackenzie – Vila Sonia), 5–Lilás (Largo 13 – Chácara Klabin), 15–Prata (Vila Prudente – Iguatemi) e 17–Ouro (Congonhas – Estação Morumbi da CPTM).

O Aviso de Manifestação de Interesse foi lançado em maio de 2019, e a abertura de propostas ocorreu em 15 de outubro de 2019. Relembre: Metrô abre manifestação de interesse para realização de pesquisa de impacto junto à população sobre as obras das linhas 4,5, 15 e 17

Quatro empresas haviam participado do início do certame, mas apenas duas passaram na fase de habilitação: Oficina Engenheiros Consultores Associados Ltda e Bureau Veritas do Brasil. Outras duas empresas foram desclassificadas: Comap, Consultoria, Marketing e Planejamento Ltda e Plan Consultoria e Pesquisa em Ciências Sociais Ltda.

Ao final, por apresentar menor preço, a selecionada foi a empresa Oficina.

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Com a pesquisa, o Metrô quer saber o que aconteceu com as pessoas que moram ou trabalham e com as atividades econômicas nas imediações durante as obras e depois, no caso das que foram concluídas.

Os resultados ajudarão o Metrô a encontrar soluções para minimizar transtornos de outras obras e verificar os benefícios ou mesmo impactos negativos das obras já concluídas.

Além disso, será possível saber o potencial econômico para novos negócios que estações de metrô e monotrilho podem ter atualmente, o que servia para elaborações de futuras PPPs  – Parcerias Público-Privadas.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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