Buracos na pista causam desvios na operação do BRT do Rio de Janeiro

Altura da estação Curicica. Foto: Divulgação.

Problemas ocorrem pelo segundo dia consecutivo

JESSICA MARQUES

O Consórcio BRT Rio informou, por meio de nota, que a operação no corredor Transcarioca, no Rio de Janeiro, está com desvios em três pontos nesta quinta-feira, 09 de janeiro de 2020, devido a buracos de grandes dimensões na pista exclusiva.

O tráfego dos articulados teve que ser desviado na altura das estações Rio 2 (sentido Alvorada), Curicica (sentido Galeão) e Pinto Teles (sentido Alvorada). Os veículos estão momentaneamente deixando a pista exclusiva e passando pela pista comum.

Segundo informações do Consórcio, orientadores da equipe de apoio viário estão no local para fazer a sinalização devido à mudança.

Na manhã desta quarta-feira, 08, os mesmos problemas foram verificados na altura das estações Curicica, Tanque, Taquara e Capitão Menezes, e os desvios também foram necessários.

O Consórcio informou que “a Prefeitura do Rio solucionou emergencialmente dois desses pontos para a normalização da operação: Taquara e Capitão Menezes. As placas de concretos quebradas nesses locais foram cobertas com asfalto”.

Procurada pelo Diário do Transporte, a administração municipal não se manifestou sobre o ocorrido até a publicação desta reportagem.

“É importante ressaltar que, ao deixar a pista exclusiva em determinados trechos, as viagens podem ter impactos que afetam diretamente os passageiros do BRT e os demais motoristas das pistas comuns”, informou o Consórcio BRT, em nota.

“Nesse tipo de situação é necessário diminuir a velocidade, os articulados passam a depender do trânsito do local e precisam esperar encontrar a próxima entrada para voltar à pista exclusiva, o que reflete nos intervalos e no planejamento da operação. Além disso, devido ao tamanho dos articulados e às necessidades de manobra, o tráfego na pista dos veículos de passeio e ônibus comuns pode ser afetado.”

“Lembramos que as condições precárias das pistas, principalmente nos corredores Transoeste e Transcarioca, levaram à degradação precoce da frota e geraram impactos no dia a dia dos passageiros. Veículos que deveriam durar 20 anos, duram apenas 5 no Rio. Buracos, desníveis, depressões afetam diretamente a operação do BRT, causando riscos de acidentes, redução da velocidade operacional, o aumento dos custos de manutenção dos veículos – que tem levado empresas à falência – e a destruição da frota, gerando inclusive superlotação em horários de pico”, informou também.

Confira as imagens dos buracos no corredor Transcarioca, divulgadas pelo Consórcio BRT:

download (37)download (36)download (35)download (34)Altura da estação Curicica

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Eles tem mesmo que aprender com a Metra aqui,,,o que de concreto, asfalto não segura,,,,,,pelo amor de Deus !

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