Cidade italiana testa miniônibus elétrico sem motorista

Veículos carregam quinze passageiros. Fabricados pela empresa francesa Navya, já estão sendo usados ​​em mais de 20 países

ALEXANDRE PELEGI

Merano, cidade dos Alpes italianos com 33 mil habitantes, está testando um miniônibus elétrico sem motorista. O objetivo é reduzir as emissões de gases para a preservação das regiões montanhosas.

O veículo de quinze passageiros sem motorista é fabricado pela empresa francesa Navya, e já está sendo usado ​​em mais de 20 países.

Em nota, a empresa Navya destaca que o miniônibus possui um sistema controlado por satélite, 17 satélites se conectam ao veículo ao mesmo tempo. O veículo pode operar com inteligência artificial, e seus sensores e satélites ajudam a mapear e ler a rua em tempo real. “Assim, você pode detectar um pedestre, um cachorro na coleira, uma bicicleta, um sinal vermelho e qualquer situação potencialmente perigosa“, esclareceu a Navya.

O teste faz parte de um projeto europeu de três anos liderado pelos municípios de Merano, na Itália, e Brig-Glis, na Suíça, além dos parceiros de tecnologia NOI Techpark, Sasa e PostAuto. O objetivo é criar novas soluções de transporte para as regiões alpinas da província italiana de Bolzano, também chamada Tirol do Sul, e da Suíça.

Madeleine Rohrer, titular de mobilidade da cidade de Merano, explicou que muitas pessoas vivem nas montanhas, fora do centro da cidade. Desta forma, é muito difícil organizar o transporte público para ir até elas. “Esse ônibus, para o qual você pode ligar ou reservar com seu telefone celular, pode ser uma solução para oferecer transporte público, mobilidade pública a todas as pessoas que moram em pequenas regiões alpinas“, detalhou Madeleine.

O projeto inclui a implantação de um serviço compartilhado de bicicletas e a criação de uma plataforma digital on demand para o transporte.

Na Itália, porém, é ilegal que veículos sem motorista circulem nas vias públicas. Eles são autorizados apenas em estradas não urbanas, hospitais, campus universitários, empresas privadas ou no contexto de testes como este.

Para o teste se tornar realidade, portanto, o governo italiano terá que aprovar uma nova lei para que o pequeno veículo se torne uma solução real para o transporte urbano da região.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Com informações de agências internacionais

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Comentários

Comentários

  1. Uns querem onibus com mais capacidade, e outros com muito menos…não dá pra entender. Mas é claro, se houver acidente serão poucas vítimas, e sem motorista.

  2. Roberto Dias disse:

    Aqui em São Paulo os cobradores temiam perder seus empregos, com a modernidade, ninguem está a salvo disto, nem eu, motorista! Misericórdia!!!
    Mas, o que fazer né? A evolução está ai, Vamos nos atualizar, nos preparar e recebê-la de braços abertos!

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