Fim da paralisação. Ônibus da Viação Metrópole Paulista retornam às ruas

Publicado em: 21 de novembro de 2019

Motoristas e cobradores se reuniram logo no início da jornada e cruzaram os braços. Imagem: Redes Sociais.

Trabalhadores cruzaram os braços por causa do pagamento de 30% de vale em vez de 40%. Segundo SPTrans, 21 linhas foram afetadas. A empresa de ônibus entrou na Justiça e conseguiu uma liminar que determinou o retorno aos trabalhos.

ADAMO BAZANI

Começaram a sair da garagem “VIP Imperador”, pouco antes das 17h30, na Avenida Águia de Haia, 2.970, na zona Leste de São Paulo, os primeiros ônibus da empresa Viação Metrópole Paulista que estavam parados por causa de uma manifestação de funcionários.

Segundo a SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora do sistema, 21 linhas foram afetadas em regiões como dos bairros de São Miguel, Itaim Paulista e Guaianases.

Os pontos e terminais ficaram cheios e foram grandes as dificuldades para o passageiro se deslocar, principalmente no horário de pico da manhã.

Não foi acionada a Operação PAESE – Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência e a SPTrans diz que orientou a empresa, que tem sete garagens, a deslocar os ônibus de outros pátios para minimizar os impactos nas 21 linhas.

De acordo com a grerenciadora, foram deslocados 84 ônibus da reserva de outras garagens da Metrópole Paulista em atendimento às linhas afetadas.

Os trabalhadores se queixam do fato de a empresa ter realizado pagamento de apenas 30% como vale adiantamento do salário, sendo que o acordado em convenção é de 40%.

Segundo o SPUrbanuss, sindicato que reúne as viações, a empresa disponibilizou ônibus da reserva técnica de outras garagens, já que apenas a unidade “Imperador” parou, e que a manifestação foi promovida por uma ala do sindicato dos trabalhadores. Os funcionários, ainda segundo a entidade patronal, foram avisados que os 10% restantes do vale adiantamento seriam pagos no próximo dia 05 de dezembro de 2019.

Os 30% como vale também se estendem, segundo o SPUrbanuss, a outras garagens do grupo.

O fim da paralisação ocorreu após a empresa se comprometer a pagar os 10% restantes do vale antes do dia 26 de novembro.

A empresa de ônibus entrou na Justiça e conseguiu uma liminar que determinou o retorno aos trabalhos.

O desembargador Rafael Edson Pugliese Ribeiro estipulou um atendimento mínimo de de 70% nos horários de pico (das 6h às 9h e das 17h às 20h) e 50% nas demais horas sob risco de multa de R$ 200 mil ao sindicato dos motoristas.

A desembargadora Raquel Gabbai de Oliveira, do Tribunal de Justiça, em atendimento a ação da SPTrans – São Paulo Transporte também estipulou um atendimento mínimo de de 70% nos horários de pico (das 6h às 9h e das 17h às 20h) e 50% nas demais horas sob risco de multa de R$ 200 mil ao sindicato dos motoristas.

 

O Sindmotoristas, sindicato que representa os trabalhadores, disse, por meio de nota, que a paralisação contrariou os encaminhamentos da diretoria da entidade, e repudiou o movimento.

A garagem da Metrópole Imperador amanheceu parada nesta quinta-feira (21). Os trabalhadores cruzaram os braços em protesto contra o pagamento parcial dos salários.

A empresa tinha informado previamente a direção do Sindmotoristas que, em um primeiro momento, faria o pagamento de 30% do vale e não os 40% devidos.

No entanto, o diretor que responde pela garagem, Dida, contrariando os encaminhamentos, decidiu à revelia comandar a paralisação, sem sequer informar o presidente em exercício do sindicato, Valmir Santana da Paz (Sorriso), e a diretoria sobre o protesto.

O Sindmotoristas declara que repudia a atitude deste dirigente que lamentavelmente colocou outros interesses à frente do interesse maior da entidade que é defender com responsabilidade os trabalhadores da Metrópole Imperador.

Veja a relação das linhas que foram afetadas:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. Rodrigo Zika! disse:

    Uma empresa como a Vip, absurdo.

  2. Pedro disse:

    Esta empresa fez muito bem em mudar de nome pois de VIP não tem nada, a maioria dos seus ônibus são velhos, as cooperativas renovaram suas frotas enquanto essa empresa so coloca ônibus novos em regiões como Pinheiros e Butantã, foi essa a licitação feita por esse governo do menos pro povo e mais lucro para as empresas.

Deixe uma resposta