Prefeitura constitui comissão para investigar queda da passarela na região da ponte Nova Fepasa

Publicado em: 19 de novembro de 2019

Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras vai apurar responsabilidade pelo acidente

ALEXANDRE PELEGI

A prefeitura de São Paulo constituiu uma Comissão para apurar as responsabilidades do acidente provocado pela queda de uma passarela de serviço de obra na Marginal Tietê, em São Paulo, por volta das 19h do dia 14 de novembro de 2019.

O acidente ocorreu no sentido Castelo Branco, na região da ponte Nova Fepasa (ponte Comunidade Húngara) e dos acessos para a rodovia Anhanguera. Dois ônibus, um da Real Maia e outro da Lira Bus, e um carro de passeio foram atingidos.

A Marginal Tietê ficou bloqueada por algumas horas, causando transtornos no trânsito já intenso devido à saída de veículos da capital rumo ao interior.

A Portaria, assinada por Vitor Levy Castex Aly, Secretário Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras , faz referência à “queda da passarela de serviço da implantação das pontes sobre o Rio Tietê e passagem sob a linha 8 – Diamante da CPTM, próximo ao cruzamento da avenida Raimundo Pereira de Magalhães com a rua Gago Coutinho”.

A gestão do contrato da obra é realizada pela empresa São Paulo Obras (SPObras), vinculada à Secretaria, e por esse motivo caberá à Comissão analisar as responsabilidades relativas às causas do acidente.

passa_comis.png

QUEDA DA PASSARELA

Como mostrou o Diário do Transporte, a passarela de serviço de obra caiu na Marginal Tietê por volta das 19h de quinta-feira, 14 de novembro de 2019, véspera do feriado prolongado, o que prejudicou ainda mais o trânsito na saída da capital para o interior. Relembre: Passarela cai sobre dois ônibus na Marginal Tietê. Ônibus evitaram tragédia, diz capitão dos Bombeiros

O acidente ocorreu no sentido Castelo Branco, bloqueando as pistas da Marginal na região da ponte Nova Fepasa (ponte Comunidade Húngara) e dos acessos para a rodovia Anhanguera.

Dois ônibus, um da Real Maia e outro da Lira Bus, e um carro de passeio foram atingidos.

Duas pessoas que estavam no carro ficaram feridas com escoriações, sem gravidade.

Segundo o capitão Marcos  Palumbo, da comunicação dos Bombeiros, os ônibus foram essenciais para não ter havido uma tragédia.

“Com estrutura mais forte que dos carros, os ônibus escoraram a passarela, que não é de concreto, sendo tubular, mais leve” – disse a emissoras de TV.

O trânsito só foi liberado na madrugada do dia 15 de novembro, por volta das 02h:00.

Em nota, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB, comunicou no dia que iria abrir na segunda-feira (dia 18) uma apuração preliminar de responsabilidade pelo acidente com a passarela de serviço sobre a Marginal do Tietê, o que de fato ocorreu.

A passarela era uma estrutura de apoio das obras da Ponte Pirituba-Lapa, que estão sendo executadas pelo consórcio formado pelas empresas EIT / Constran. Segundo a CET, a passarela servia de apoio para obras da futura ponte de ligação da Avenida Raimundo Pereira de Magalhães.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

 

 

Deixe uma resposta