Prefeitura de São Paulo cria grupo para revisar autorizações de linhas da EMTU dentro da cidade

Publicado em: 30 de outubro de 2019

Ônibus metropolitano gerenciado pela EMTU. Critérios das autorizações pode, mudar. Foto: Adamo Bazani

Em 30 dias, projeto deve estar pronto. Impedimento de ônibus metropolitano de alto padrão por aplicativo gerou polêmica

ADAMO BAZANI

A prefeitura de São Paulo criou um grupo de trabalho que vai revisar autorizações de itinerários de linhas metropolitanas dentro da cidade.

A portaria 129, da SMT – Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes, do último dia 22, com a previsão do grupo, foi publicada oficialmente na quarta-feira, 23 de outubro de 2019, assinada pelo secretário substituto, Hugo Koga. Na semana passada, o secretário Edson Caram estava de férias.

A revisão já era esperada com vistas à eliminação das sobreposições entre linhas gerenciadas pela EMTU (intermunicipais) e pela SPTrans (municipais), ainda mais depois da assinatura dos contratos com as empresas da cidade, em 06 de setembro deste ano, que vai reformular gradativamente a rede das linhas municipais.

Entretanto, a discussão da “convivência” entre municipais e metropolitanas ganhou holofotes depois de a prefeitura impedir o funcionamento de um serviço de ônibus de alto padrão, solicitado por aplicativo, entre São Bernardo do Campo, no ABC, e a região da Berrini, na zona Sul de São Paulo. O MetraClass, que era selecionado pelo passageiro pela plataforma U-Bus, foi considerado clandestino pela gestão Bruno Covas (município), mas recebeu autorização da gestão João Doria (Estado).

Como mostrou o Diário do Transporte, nesta quarta-feira, 30 de outubro de 2019, a SMT – Secretaria de Mobilidade e Transportes publicou a negativa ao pedido de liberação dos ônibus da Metra que foram apreendidos entre 30 de setembro e 01º de outubro. Nos autos de apreensão dos ônibus, foi citada a perspectiva da mudança dos critérios de tratamento dispensado às linhas metropolitanas pelo município.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2019/10/30/prefeitura-de-sao-paulo-nega-liberacao-de-onibus-por-aplicativo-da-metra-apreendidos-pela-sptrans/

De acordo com a portaria, o grupo terá 30 dias a partir da publicação para apresentar um novo projeto com os critérios para autorizações destinadas às linhas metropolitanas. O prazo pode ser ampliado caso haja necessidade.

O grupo vai ser formado por técnicos da SMT: José Luiz Nakama (coordenador), Felipe Scigliano Pereira e Anderson Clayton Nogueira Maia.

Os trabalhos terão apoio do DSV – Departamento de Operação do Sistema Viário e o DTP – Departamento de Transportes Públicos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. Anderson Araújo disse:

    Isso significa que o prefeito quer mandar mais que o governador… E a população (nessa birrinha/guerrinha entre partidos) e quem sai prejudicada. Imagine você, sair de Embú das Artes para trabalhar na região do Hospital das Clínicas; antes, havia uma ligação direta por ônibus (033/124), “limaram” elas até o Butantã, te obrigando a pegar metrô e depois mudaram para o metrô Morumbi. Com essa proposta, você será obrigado a descer no Largo do Taboão (na divisa da cidade), pagar uma outra passagem pra pegar um ônibus da SPTrans pra chegar no metrô e seguir viagem até o Hospital das Clínicas – mais gastos, mais aborrecimentos e mais tempo perdido…

    1. Rafael Lopes de Oliveira disse:

      A Prefeitura tem prerrogativa legal para autorizar ou não que linhas intermunicipais entrem na cidade, para não concorrer com as linhas municipais. Por isso uma ampla reestruturação (e modernização) das linhas metropolitanas é mais do que necessária.

      Sobre as linhas que atendem à Linha 4 do Metrô: há um contrato assinado entre o GESP e a ViaQuatro, da época do início da concessão, dizendo que todas as linhas metropolitanas que trafegam em paralelo têm de ser seccionadas nas estações da Linha 4 para não haver concorrência.

      1. Francisco disse:

        Rafael me desculpe em história de concorrência entre linhas , as intermunicipais são muito mais caras ninguém vai pagar 6,50 , 7,50 no caso das linha de Guarulhos , isso deve ter outros interesses por trás , as linhas intermunicipais só fazem a ligação das cidades da região metropolitana ao metrô e pontos importantes de são Paulo capital mais nada , não compentem com ônibus de sp nada .

  2. Marcos disse:

    Ainda bem que desisti de andar de onibus linhas extintas e seccionadas nao sem feito estudos para ver o impacto ….por isso a demannda das limhas sexcionadas estao despencando

  3. Anselmo Rosa disse:

    O grande problema destes seccionamentos é a falta de integração entre as linhas da EMTU e SPTrans, o aumento de gastos pra acessar o sistema de trilhos pelo fato de ter que pagar mais uma tarifa ou parte dela e também a questão do tempo. Isso terá como consequência o aumento do uso do carro pelas pessoas que trabalham em SP e moram na Região Metropolitana.

  4. Rodrigo S. disse:

    Boa noite, é Rafael de fato a esse contrato e tudo mais junto a linha 4, que toda a deveria estar ciente, mas de fato concordo com o Anderson, claramente uma falta de estudo sobre os impactos que essas “reestruturações/modernização” das linhas no mínimo deveria ser melhor estudado. Não é de hoje que observo a prefeitura mandando e desmandando que linha pode ou não pode. Estranho porque tem empresas que ganharam linhas novas, empresas metropolitanas e que tem participação nas linhas municipais, e nem mudaram sua rota. Ou seja, tá claro que a prefeitura está viabilizando o que é rentável a ela e nem está preocupado com o povo, que sofre a cada dia com valores absurdo de cobrança integradas e aumentando o tempo sobre o transporte que deveria ser exemplo pra várias capitais e não dor de cabeça.

  5. Pedro disse:

    A grande verdade e que a linha 15 so não foi até a Cidade Tiradentes por interesses de empresários de ônibus, que tem como grande aliado o governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo, faltou vontade politica e interesse pelo povo, estamos a 24 anos sendo governados por partidos que so visam o lucro de empresários gananciosos e mesquinhos, mas o povo do Chile já deu um recado ao povo brasileiro, se não reivindicarmos fica do jeito que está.

    1. Rodrigo Zika! disse:

      Brasileiro e acomodado, esqueça o que viu no Chile, fora que lá a esquerda usa black blocks pra destruir tudo pela cidade, não e nada bonito isso, e quem paga a conta e sempre o povo.

  6. Paulo disse:

    na grande refice pelo que andei lendo tem um plano metropolitano de integracao de transportes de primeiro mundo se der certo deixará a capitalzinha das novelinhas das Globo que se resume a berrine e Paulista como cidade medieval

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