Motoristas de ônibus de João Pessoa podem parar hoje a partir das 9h:00

Publicado em: 21 de outubro de 2019

Foto: Jefferson José

Categoria protesta contra atraso nos salários. Presidente do Sindicato pressiona também contra os clandestinos que, segundo ele, quebraram o sistema de transporte da capital da Paraíba

ALEXANDRE PELEGI

O atraso nos salários, que deveriam ter sido pagos na sexta-feira, 18, e a falta de fiscalização ao transporte clandestino, que “quebrou” o sistema de transporte coletivo de João Pessoa, são motivos de protesto dos motoristas de ônibus hoje na capital paraibana.

Os profissionais prometem cruzar os braços a partir das 9 horas desta segunda-feira, 21 de outubro de 2019.

Além da cobrança do pagamento dos salários, a categoria cobra uma audiência com o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV) e com o governador da Paraíba, João Azevedo (PSB).

Antônio de Pádua Dantas Diniz, presidente do Sindicato dos Motoristas da Paraíba, afirmou ao portal Paraíba.com que as autoridades precisam impor uma fiscalização rigorosa contra a atuação de motoristas clandestinos na capital do Estado.

Segundo o sindicalista, os salários atrasados não são o maior problema, para quem “o sistema de transporte coletivo quebrou”. Ele aponta que os ônibus de João Pessoa transportavam 9 milhões de passageiros por mês em 1990 e atualmente esse número não chega a 5 milhões. “Tínhamos 50 empresas e hoje temos 10, das quais 90% estão quebradas. Estamos perdendo nossos empregos para os clandestinos e até mototaxistas já começaram a circular em alguns bairros de João Pessoa. É preciso que o governador e o prefeito tomem providências”, completou Pádua.

O sindicalista garante que os ônibus circularão pela manhã de hoje até as 9 horas, e após este horário os motoristas vão cruzar os braços, só voltando ao trabalho quando receberem os salários.

Ao portal MaisPB, o sindicalista Antônio de Pádua Dantas Diniz garantiu que estará no Parque da Lagoa hoje às 8 horas conversando com a categoria. “Às 9 horas, iniciaremos um protesto. Esperamos que as empresas façam o pagamento dos trabalhadores. Não trabalhamos por boniteza e sim porque precisamos. Temos contas para pagar e feira para fazer. Amanhã as empresas precisam dizer por que não paga e a Prefeitura e o Estado dizerem por que não fiscaliza”, afirmou Pádua.

Segundo o dirigente sindical, o pagamento foi feito no último mês graças ao banco responsável por gerir a folha das empresas de ônibus, uma vez que os empresários alegam não ter mais dinheiro. “Se a prefeitura não tiver competência de fiscalizar, devolva ao Estado. Amanhã já é dia 21. Cadê o pagamento? As empresas não comunicam nada. Não coloca aviso em canto nenhum. Não temos promessa nenhuma de pagamento. As empresas acabaram. O sistema faliu”, completou.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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