Câmara aprova passe livre a estudantes de baixa renda de cursos técnicos

Publicado em: 18 de outubro de 2019

Foto: Alexandre Pelegi

Se PL for sancionado pelo prefeito Bruno Covas, gratuidade no transporte será estendida também a alunos de cursinhos comunitários e pré-vestibular

ALEXANDRE PELEGI

A Câmara de São Paulo aprovou nesta quarta-feira, 16 de outubro de 2019, Projeto de Lei 508/2016, de autoria do vereador Reis (PT), que amplia o acesso ao passe livre no transporte municipal a estudantes de baixa renda que frequentem cursos técnicos e cursinhos comunitários e pré-vestibular.

Desde 2015, os estudantes paulistanos da rede pública de Ensino Fundamental, Médio, Técnico e Superior têm direito à gratuidade no transporte municipal. O benefício também se estende a alunos da rede particular de baixa renda, bolsistas e cotistas. O PL, se for sancionado pelo prefeito Bruno Covas, estenderá esse direito também a esses estudantes.

Para ter direito à gratuidade no transporte, segundo propõe o PL, os estudantes terão de declarar renda familiar per capita de até R$ 1.182,00, valor a ser corrigido anualmente, de acordo com a inflação. Aprovado em primeira discussão na Câmara Municipal, em 2017, o PL passou por segunda e definitiva votação, e agora segue para a sanção do prefeito.

Segundo o autor do projeto, jovens de baixa renda enfrentam muitas dificuldades para conseguir estudar – e o passe livre para os cursos propostos seria um meio de garantir que esses estudantes não desistirão de seus objetivos.

 

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Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. Rodrigo Zika! disse:

    Pré vestibular são cursos pagos onde mais de 90% quem faz e classe média, raros são os gratuitos, e quem precisa dificilmente sabe onde encontrar quando tem algum, hoje em dia quem e pobre ta e pagando faculdade particular pois conheço muitas pessoas que pagam, e quem ta em universidades públicas e federais, são pessoas que poderiam pagar, vergonha, só citei para se ter um exemplo da desigualdade que e esse país, e os governantes fingem não ver.

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