Linha 5-Lilás passa a testar pagamento por QR Code a partir desta segunda, 07

Publicado em: 7 de outubro de 2019

Projeto foi lançado inicialmente em 7 estações da CPTM e do Metrô de SP. Parceria com VouD, da Autopass, permite pagamento direto pelo celular

ALEXANDRE PELEGI

O pagamento das tarifas de metrô por QR Code chega às linhas concedidas pelo Metrô de SP ao setor privado.

Após o projeto experimental começar em sete estações geridas pelas estatais responsáveis pela operação do transporte de trilhos no estado – CPTM e Companhia do Metrô de SP –, a tecnologia que oferece outra opção de pagamento independente do sistema tradicional de bilhetagem chega à Linha 5-Lilás de metrô da ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação e manutenção. Relembre: Bilhetes com QR Code nas estações da CPTM e do Metrô passam a ser vendidos durante todo o horário de operação

Segundo comunicado da concessionária, os testes serão feitos até 18 de outubro nas estações Largo Treze e Giovanni Gronchi.

A ViaMobilidade informa que o sistema estará habilitado em duas catracas e identificados em cada uma das estações. “Basta o passageiro encostar o código no leitor da mesma forma que já faz com o Bilhete Único”, informa comunicado da concessionária.

A compra do bilhete digital está sendo oferecida em uma parceria com a Autopass, por meio do aplicativo VouD, que pode ser baixado gratuitamente tanto em Android quanto em iOS. Desta forma, os passageiros compram créditos e validam a entrada nas catracas diretamente pelo celular. Neste caso, a compra do bilhete deve ser feita com cartão de crédito.

Outra forma de adquirir o QR Code é através de cartão de débito, mas nas máquinas de autoatendimento das estações. Depois de efetuar o pagamento, o bilhete com o QR Code será impresso e estará pronto para ser validado na catraca.

Durante 12 dias, as vendas por QR Code estarão disponíveis da seguinte forma:

1ª semana (07 a 12/10) – 10h às 16h;

2ª semana (13 a 16/10) – 8h às 20h.

Os demais bilhetes em vigor, inclusive o clássico Edmonson (unitário), continuam valendo normalmente.

Os bilhetes adquiridos com QR Code têm validade até 18 de outubro, período de validação da tecnologia, mas a ViaMobilidade recomenda que sejam utilizados preferencialmente em até 72 horas após a compra para evitar que a impressão do código em papel sofra desgaste e não dê leitura.

VALIDADE DO CÓDIGO:

A STM – Secretaria dos Transportes Metropolitanos informou que os códigos QR Code vão valer até o final do projeto, em 18 de outubro, mas no caso da versão impressa, a recomendação é que uso seja em 72 horas após a compra, já que a impressão pode sofrer danos.

31,4 MIL VENDIDOS:

Segundo a STM, do dia 03 de setembro de 2019, quando teve início o projeto-piloto, até as 18h40 desta sexta-feira, 13 de setembro de 2019, já foram vendidos 31.400 bilhetes com QR Code. Desse total, 90,2% foram comprados em bilheterias, 6,8% em máquinas de autoatendimento e 3,1% no aplicativo VouD.

NOVAS FORMAS

Na nota, a secretaria disse ainda que serão testadas outras formas de pagamento eletrônico.

“Os resultados destes dez primeiros dias de testes têm sido excelentes. Além do QR Code, estamos estudando outras alternativas para modernizar o sistema de pagamento de tarifas a fim de proporcionar mais comodidade e segurança aos passageiros e reduzir custos operacionais”, segundo o Secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy.

Os testes com o QR Code ocorrem em parceria com o Consórcio Metropolitano de Transportes (CMT), sem custo para o Governo do Estado, e operacionalizado pela Autopass. Durante o período de testes, uma equipe de apoio com camisetas em que está escrito “Posso ajudar?” está à disposição dos passageiros em todas as estações para auxiliar na compra do bilhete com QR Code.

EDMONSON RUMO A APOSENTADORIA:

A secretaria de transportes quer reduzir ao máximo a necessidade do uso dos bilhetes do tipo Edmonson, que são aqueles de papel parecido com cartolina com uma fita magnética no meio.

Este tipo de bilhete é considerado vulnerável a algumas fraudes e caro para produzir e transportar.

“A viabilidade da implantação definitiva do sistema será avaliada durante o período de testes. A ideia é que o pagamento da tarifa com o QR Code substitua futuramente a maior parte dos pagamentos com o bilhete magnético unitário, o chamado Edmonson. Na CPTM, em média, 25% dos passageiros pagantes utilizam esse tipo de bilhete. No Metrô, o percentual é de 15%.”

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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