Depois de ser barrada pela Justiça do Paraná, Buser começa a devolver dinheiro dos passageiros

Publicado em: 28 de setembro de 2019

STF deve dar palavra final sobre se Buser é ou não é legal.

Como mostrou o Diário do Transporte, dia depois da determinação, as viagens com destino ou origem de cidades do Paraná continuaram sendo oferecidas pela empresa, como trajetos para Londrina e Curitiba.

ADAMO BAZANI

Após sofrer uma derrota na Justiça do Paraná, a empresa Buser começou a devolver dinheiro dos passageiros que compraram as viagens pelo aplicativo.

Na sexta-feira da semana passada, 20 de setembro de 2019, uma decisão liminar da 5ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba determinou a suspensão das atividades da Buser no Estado do Paraná.

A decisão é uma resposta ao processo movido pelas empresas Viação Garcia e Princesa do Ivaí, responsáveis pelas linhas entre Londrina e Curitiba e Maringá e Curitiba, representadas na ação pela Federação das Empresas de Transporte de Passageiros dos Estados do Paraná e Santa Catarina (Fepasc).

Como mostrou o Diário do Transporte, dia depois da determinação, as viagens com destino ou origem de cidades do Paraná continuaram sendo oferecidas pela empresa, como trajetos para Londrina e Curitiba.

Na ocasião, a Buser informou Diário do Transporte que tinha respaldo da Justiça Federal do Paraná e STF (Supremo Tribunal Federal), que decidiram pela não proibição das operações do serviço de aplicativo.  A empresa também alegou na ocasião que não tinha sido notificada judicialmente.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2019/09/22/buser-segue-operando-no-parana-mesmo-apos-proibicao-por-liminar-da-justica-estadual/

De acordo com o jornal Tribuna do Povo, a Buser informou que para passageiros com viagens marcadas para até 48 horas, a empresa oferece duas opções: cancelamento com devolução do dinheiro ou compra de passagens em linhas regulares.

Desde o início, a atuação da Buser tem dividido opiniões e ainda não é consenso na justiça.

De um lado, a empresa diz que oferece uma nova opção de transporte fazendo a intermediação entre passageiros e companhias de ônibus de fretamento.

De outro lado, as viações de linhas regulares dizem que, na prática, a Buser faz as linhas rodoviárias mais lucrativas por intermédio de empresas de fretamento travando uma concorrência desleal, isso porque, diferentemente das viações, a Buser não é obrigada a transportar gratuidades, pagar taxas de terminais e de agências de regulação (como ANTT, Artesp, Detro, Agerba, etc) e não realiza a viagem se não tiver lotação mínima.

Segundo as empresas, sem todas essas obrigações, fica fácil para a Buser oferecer preços menores.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. Carlos disse:

    É preciso estar a par das necessidades das pessoas e das novas plataformas. Este serviço oferecido, só incomoda aqueles que se acham donos de linhas. Toda concorrência é válida, ainda mais com qualidade e preço competitivo.

  2. Ivan Vm disse:

    O que se deve levar em consideração eh que o sistema de transporte funciona pela média .Leva 48 ou 4 passageiros em todas cidades.Pega o filé e osso.No caso a Buser só quer o filé ,aí a concorrência eh desleal.

  3. VALMIR DE SOUZA MEIRA MEIRA disse:

    Eu tbm concordo com com a concorrênciaas dentro da legalidades

  4. Anderson Lopes disse:

    Porque a Buser não opta por viagens novas linhas intermunicipais ou interestaduais, as linhas que não tenha mesmo trajeto das empresas já opera. Por exemplo da linha De: Pelotas para: Blumenau e essa linha não tem a Buser pode fazer esse trajeto direto ou semi-direto horário diferenciado. Outro exemplo De: Rio para: Campinas então essa linha já existente e está sendo operado e a Buser não pode realizar mesmo trajeto. É isso mesmo minha opinião pode ser bom ou não. Eu acho poderia dar certo. Valeu.

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