Tarifa reduzida em ônibus Curitiba custará R$ 3,50

Medida será implantada gradativamente em 17 linhas. Foto:Maurilio Cheli/SMCS (arquivo).

Medida entrará em vigor a partir de 16 de outubro

JESSICA MARQUES

O prefeito de Curitiba, Rafael Greca, sancionou o projeto de lei que flexibiliza a tarifa no transporte coletivo, permitindo que sejam cobrados valores mais baixos fora dos horários de pico. O decreto foi assinado nesta quinta-feira, 26 de setembro de 2019.

A tarifa reduzida começa a valer a partir de 16 de outubro, com preço de R$ 3,50, e será implantada gradativamente em 17 linhas – 14 convencionais e três alimentadores.

A tarifa mais baixa valerá para os horários de 9h às 11h e das 14h às 16h e apenas para pagamento com o cartão-transporte. As 17 linhas que terão tarifas reduzidas (lista abaixo) transportam cerca de 80 mil pessoas por dia.

“Nós estamos inovando, pela primeira vez criamos uma tarifa diferenciada temporal. A ideia é que as pessoas possam ir e vir entre os bairros e o Centro, na hora que não é de pico, pagando um preço menor”, disse Greca, em nota.

O prefeito destacou que se trata de uma experiência, para ver se a cobrança diferenciada não afeta o equilíbrio financeiro do sistema.

“Hoje já subsidiamos o sistema, com R$ 50 milhões da Prefeitura e R$ 40 milhões do Governo do Estado. Mas sendo um sucesso essa experiência, vamos ampliar para linhas de vizinhança para as regionais no futuro”, afirmou.

Segundo o presidente da Urbs (Urbanização de Curitiba), Ogeny Pedro Maia Neto, além da atração de mais usuários, que vão pagar menos pela passagem, a flexibilização deve trazer também a diminuição da demanda nos horários de pico, o que pode gerar mais conforto para os usuários.

Também haverá impacto positivo na gestão operacional da frota, com melhor distribuição do uso dos veículos ao longo do dia, diminuindo a ociosidade do sistema.

As 17 linhas escolhidas cruzam muitos bairros, têm um bom volume de passageiros e uma diferença acentuada entre o número de usuários no horário de pico e fora dele.

“Todas estas linhas têm queda média de 21 a 27% nos horários entre picos, enquanto a queda média do sistema total é de 18%”, disse Maia Neto.

BILHETE ÚNICO

Com a nova lei, a Prefeitura informou que também está no radar da Urbs a criação de bilhete para uso num único dia, semana ou mês.

O projeto de lei foi encaminhado em junho pela Prefeitura à Câmara Municipal e recebeu um substitutivo do vereador Bruno Pessuti, que acrescentou outras propostas que foram aprovadas pela Prefeitura. A proposta foi aprovada por unanimidade na Casa.

Também foi anunciada nesta quinta-feira a criação de uma linha de vizinhança, que liga Santa Rita, Carbomafra, Vitória Régia e Vila Verde ao Terminal da CIC. A ideia é que, no futuro, ela seja ampliada ao Terminal do Tatuquara e Rio Bonito.

Confira abaixo as linhas que operam com tarifa reduzida:

Linhas Alimentadoras:

  • 212 Solar
  • 213 São João
  • 214 Tingui

Que ligam Santa Cândida, Bacacheri e Cabral, que transportam em média 3.200 passageiros por dia cada uma.

Linhas Convencionais:

  • 265 Ahu/Los Angeles – 2.089 passageiros por dia
  • 285 Juvevê/Água Verde – 4.300 passageiros por dia
  • 380 Detran/Vicente Machado, que passa pelo Capão da Imbuia, Tarumã, Cristo Rei, Alto da XV, Centro, Batel e Seminário – 14.500 passageiros por dia
  • 661 Lindóia e 662 Dom Ático, que passam pela Vila Lindóia, Guaíra, Parolin, Água Verde, Rebouças e Centro – 3.976 passageiros dia
  • 666 Novo Mundo – 1.247 passageiros dia
  • 860 Vila Sandra, que passa pela Vila Sandra, Cidade Industrial, Campo Comprido, Seminário, Batel e Centro – 14.656 passageiros dia
  • 870 São Braz, que passa pelo São Braz, Mossunguê, Bigorrilho Campina do Siqueira e Centro – 11.221 passageiros dia
  • 965 São Bernardo, que sai do Terminal Santa Felicidade para Vista Alegre, Mercês, São Francisco e Centro

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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