Serviço de transporte executivo por aplicativo já está operando no Corredor ABD entre São Bernardo e a Berrini
ADAMO BAZANI
Colaborou Jessica Marques
O serviço de ônibus executivo por aplicativo do Corredor ABD já transportou em torno de 750 pessoas em dois dias de operação antes do lançamento oficial.
Desde segunda-feira, já foram mais de três mil downloads do aplicativo para celular UBus, ferramenta pela qual é possível solicitar o serviço que opera pela empresa Metra no trecho do corredor entre São Bernardo do Campo e a região da Berrini, na zona Sul de São Paulo.
A informação é da vice-presidente do U-Bus, Milena Braga Romano, na tarde desta quarta-feira, 25 de setembro de 2019, em lançamento oficial do serviço que ocorreu no Arena ANTP, evento de mobilidade que está sendo realizado no Transamérica Expo até o dia 26, na zona sul da capital paulista.
Informações foram divulgadas na Arena ANTP. Foto: Adamo Bazani.
Uma projeção apresentada pela executiva mostra que, em um ano, o custo de transporte para o passageiro pelo UBus, considerando ida e volta e a tarifa de R$ 14,50 por sentido, chega a ser de R$ 7,3 mil com o serviço. De carro, no mesmo trajeto, segundo a apresentação, o custo anual seria de em torno R$ 22 mil levando em conta combustível, manutenção, peças, depreciação e estacionamento.
Atualmente, são 15 ônibus em operação e três reservas para o serviço.
COMO FUNCIONA
A linha seletiva da Metra tem a nomenclatura 376E e opera nos corredores entre São Bernardo do Campo e São Paulo.
Os ônibus saem do Terminal Metropolitano São Bernardo e seguirão até a Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, com algumas paradas ao longo do percurso. Durante a semana, o primeiro coletivo saí às 5h e o último às 20h15, considerando saída do terminal do ABC Paulista.
O usuário pode baixar o aplicativo UBus gratuitamente, disponível nas versões Android e iOS. Para o cadastro, é preciso colocar dados pessoais e forma de pagamento preferencial.
Para utilizar o serviço, basta fazer a solicitação para o endereço desejado e colocar o ponto de partida. O aplicativo verifica a rota, dá as opções de reserva de assento, informa horário do embarque, mostra uma previsão do desembarque e o valor da passagem.
Os ônibus são do tipo rodoviário executivo, com poltronas reclináveis, mesas que podem ser utilizadas para apoio de notebooks, tomadas USB em cada poltrona, ar-condicionado, streaming (central multimídia) e sinal de Wi-Fi.
O pagamento da passagem é feito pelo aplicativo, com a possibilidade de uso de cartões de crédito ou do Cartão BOM, que é usado no sistema metropolitano convencional. Para a leitura do validador, é gerado no celular um Código QR Code.
Simultaneamente as informações aparecem para o motorista em um tablet que fica anexado ao painel do veículo. Assim, o profissional pode acompanhar todos os dados relacionados à viagem.
Os veículos possibilitam embarques e desembarques tanto pela direita como pela esquerda e são modelo Marcopolo Paradiso 1050, com 46 lugares, Mercedes-Benz O 500-R. Não há catracas e o UBus não terá serviço de bordo.
O transporte sob demanda tem sido uma alternativa encontrada pelas concessionárias de ônibus para tentarem reverter a queda no número de passageiros nos sistemas e atrair usuários que habitualmente não se deslocariam em coletivos comuns.
Entre as iniciativas já conhecidas, existe um projeto que a própria UBus possui no sistema de transporte público de São Bernardo do Campo, juntamente com a SBCTrans, concessionária da cidade. Neste caso, o serviço está em fase de testes.
Outra ferramenta nestes moldes é o CityBus 2.0, que já opera comercialmente em Goiânia, e foi criado por meio da concessionária HP Transportes.
Nos dois casos, porém, o transporte é feito por meio de vans e em vias comuns.
Em agosto, o Diário do Transporte esteve em Goiânia para conhecer os serviços do CityBus 2.0.
Relembre:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Colaborou Jessica Marques
