Vendas de bilhetes QR Code têm horário ampliado em estações da CPTM e do Metrô a partir deste sábado, 14

Publicado em: 13 de setembro de 2019

Em 11 dias de teste, 31,4 mil bilhetes já foram vendidos, segundo Secretaria dos Transportes Metropolitanos.

ADAMO BAZANI

A partir deste sábado, 14 de setembro de 2019, o horário de venda dos bilhetes com código QR Code (bidimensional) será ampliado nas sete estações da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e do Metrô que participam de um projeto-piloto de modernização da bilhetagem.

O horário que era das 9h às 16h passa a ser das 8h às 20h.

São quatro estações da CPTM e três do Metrô: Autódromo (Linha 9-Esmeralda), Tamanduateí (Linha 10-Turquesa), Dom Bosco (Linha 11-Coral) e Aeroporto-Guarulhos (Linha 13-Jade), São Judas (Linha 1-Azul), Paraíso (linha 1-Azul e 2-Verde) e Pedro II (Linha 3-Vermelha).  Há duas catracas com o leitor do código por estação.

Veja as formas de comprar o QRCode:

  • Nas bilheterias das estações só é possível pagar com dinheiro.
  • Outra maneira de comprar a passagem com o código é ir até as máquinas de autoatendimento das estações participantes. Neste caso, o pagamento pode ser com cartão de crédito ou débito. As máquinas imprimem na hora o código.
  • Há ainda a possibilidade de pagamento com cartão de crédito pelo aplicativo de celular VouD .

O passo a passo para o uso é:

– Baixar o VouD gratuitamente em lojas virtuais de Android e iOS.

– Fazer o cadastro

– Realizar a compra.

– Será gerado o código no celular

– Com o código aberto, basta aproximar a tela do celular do leitor da catraca da estação participante.

A Autopass deve lançar em 20 dias um serviço de navegação gratuita no VouD para todas as operadoras de telefonia celular, com o objetivo de o passageiro não gastar pacote de dados da internet.

VALIDADE DO CÓDIGO:

A STM – Secretaria dos Transportes Metropolitanos informou que os códigos QR Code vão valer até o final do projeto, em 18 de outubro, mas no caso da versão impressa, a recomendação é que uso seja em 72 horas após a compra, já que a impressão pode sofrer danos.

31,4 MIL VENDIDOS:

Segundo a STM, do dia 03 de setembro de 2019, quando teve início o projeto-piloto, até as 18h40 desta sexta-feira, 13 de setembro de 2019, já foram vendidos 31.400 bilhetes com QR Code. Desse total, 90,2% foram comprados em bilheterias, 6,8% em máquinas de autoatendimento e 3,1% no aplicativo VouD.

NOVAS FORMAS

Na nota, a secretaria disse ainda que serão testadas outras formas de pagamento eletrônico.

“Os resultados destes dez primeiros dias de testes têm sido excelentes. Além do QR Code, estamos estudando outras alternativas para modernizar o sistema de pagamento de tarifas a fim de proporcionar mais comodidade e segurança aos passageiros e reduzir custos operacionais”, segundo o Secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy.

Os testes com o QR Code ocorrem em parceria com o Consórcio Metropolitano de Transportes (CMT), sem custo para o Governo do Estado, e operacionalizado pela Autopass. Durante o período de testes, uma equipe de apoio com camisetas em que está escrito “Posso ajudar?” está à disposição dos passageiros em todas as estações para auxiliar na compra do bilhete com QR Code.

EDMONSON RUMO A APOSENTADORIA:

A secretaria de transportes quer reduzir ao máximo a necessidade do uso dos bilhetes do tipo Edmonson, que são aqueles de papel parecido com cartolina com uma fita magnética no meio.

Este tipo de bilhete é considerado vulnerável a algumas fraudes e caro para produzir e transportar.

“A viabilidade da implantação definitiva do sistema será avaliada durante o período de testes. A ideia é que o pagamento da tarifa com o QR Code substitua futuramente a maior parte dos pagamentos com o bilhete magnético unitário, o chamado Edmonson. Na CPTM, em média, 25% dos passageiros pagantes utilizam esse tipo de bilhete. No Metrô, o percentual é de 15%.”

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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