Com nova estação da Linha 15-Prata, monotrilho passará a transportar 100 mil passageiros por dia, diz Doria

Publicado em: 26 de agosto de 2019

Foto: Adamo Bazani

Estação Jardim Planalto foi entregue nesta segunda-feira, 26

ADAMO BAZANI

O governo do Estado de São Paulo entregou nesta segunda-feira, 26 de agosto de 2019, mais uma estação do monotrilho da Linha 15-Prata.

A estação Jardim Planalto, na zona Leste de São Paulo, faz parte das paradas remanescentes da ligação que inicialmente deveria ter sido entregue até 2014.

Com a nova estação, segundo disse o governador João Doria na cerimônia de inauguração, a demanda da linha passa para em torno de 100 mil passageiros por dia útil.

Ainda de acordo com o governador, até o final deste ano serão entregues mais 3 estações: Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus.

A estação final da linha, Jardim Colonial, já teve as obras autorizadas e deve ser entregue até 2021.

A linha completa deve transportar em torno de 400 mil passageiros por dia útil.

Doria disse ainda que a estação foi entregue dois meses antes do previsto e voltou as prometer que até o final deste ano nenhuma obra metroferroviária estará parada.

Ouça:

Já o secretário Alexandre Baldy voltou a prometer que as estações Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus serão entregues neste ano e a Jardim Colonial, última desta fase, em 2021. Até agora, foram utilizados na linha 15-Prata, R$ 5,3 bilhões, de acordo com Baldy

 

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Os trens leves também já receberam a identificação. Foto Adamo Bazani (Diário do Transporte)

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Estação Vila Prudente, uma das pontas do monotrilho da linha 15-Prata já sinalizada com o destino Jardim Planalto, inaugurada nesta segunda, 26. Foto Adamo Bazani (Diário do Transporte)

HISTÓRICO

Diário do Transporte esteve na retomada das obras em 27 de maio.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2019/05/27/estacao-jardim-colonial-da-linha-15-prata-do-monotrilho-deve-estar-pronta-em-24-meses-diz-governo-do-estado/

Segundo o Governo do Estado, as obras estiveram paradas por causa de problemas com o consórcio responsável pela implantação das estações e de intervenções no entorno, como ciclovias.

O contrato com a empreiteira Azevedo & Travassos foi rescindido e aplicadas multas de mais de R$ 7 milhões por abandono dos serviços, na versão da gestão estadual.

Após licitação, foi firmado um novo contrato com a STER Engenharia.

Segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos, as obras remanescentes de quatro estações vão custar R$ 47,5 milhões.

A ligação vai atender a 400 mil pessoas por dia e os custos gerais para a implantação são de R$ 5,2 bilhões para 15,3 km e 11 estações. O valor  inicial num trecho maior seria de R$ 3,6 bilhões.

O trecho entre Vila Prudente e Ipiranga e Boa Esperança e Hospital Cidade Tiradentes, no extremo leste, tiveram o projeto “congelado”, sem previsão de início das obras.

Dados da Secretaria de Estado de Transportes Metropolitanos, obtidos pela reportagem do Diário do Transporte por meio da Lei de Acesso à Informação, mostram que além de atrasados, os monotrilhos estão bem mais caros que as previsões anteriores de custos.

No caso da linha 15-Prata (zona Leste), o valor já está 12,6% maior.

Linha 15 – Prata 

Valor Orçado: R$ 4,61 bilhões (R$ 4.618.290.000,00) – (Base: Jun/2015) – Nota: 1

Valor estimado para conclusão: R$ 5,2 bilhões (R$ 5.202.660.000,00)- (Base: Jun/2018) – Nota: 2

Valor realizado até set/2018: R$ 4,28 bilhões (R$ 4.284.590.000,00)

Previsão de Conclusão:  Estações Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus  (4º Trimestre de 2018 – NÃO CUMPRIDO); Estação Jardim Colonial – (Exercício de 2021).

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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