Empresas de ônibus elegem vencedores de Desafio para Inovação em mobilidade
Publicado em: 21 de agosto de 2019
Entre os projetos que conquistaram a primeira edição do Coletivo da NTU estão carteira digital, plataforma de combate a assédio nos ônibus e sistema de refrigeração alternativo ao ar-condicionado
ADAMO BAZANI
A NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos) concluiu no segundo dia de seminário nacional da entidade o primeiro Desafio Coletivo. É uma busca das empresas de ônibus por novas tecnologias e ideias para tentar aumentar o conforto dos passageiros, a atratividade dos ônibus e reverter a queda no transporte público.
Três projetos dos seis finalistas foram eleitos vencedores. Em primeiro lugar, ficou o On Board, que consiste em uma espécie de carteira digital e plataforma multi-serviços.
A ferramenta permite, por exemplo, bilhetagem eletrônica na nuvem, sem a necessidade de o passageiro estar online, consultas de informações sobre o sistema, simplificação de cadastros, inclusive com o envio de imagens e documentos pela internet, além da possibilidade de atendimento ao passageiro pelo Facebook. A iniciativa foi aplicada inicialmente no Consórcio Ótima, de Belo Horizonte.
Em segundo lugar, foi eleito pelos jurados, formados por técnicos e especialistas, a plataforma Nina Mobile, que pode ser integrada a diversos aplicativos de transporte já existentes e que servem para denunciar online casos de assédio sexual em ônibus, pontos de parada e terminais, além de ter a função de criar um banco de dados para ações preventivas das autoridades públicas.
A plataforma atualmente está em um aplicativo de ônibus do sistema de transporte de Fortaleza, atendendo a uma frota de 2 mil veículos. Em quatro meses, foram 930 mil denúncias registradas.
Em terceiro lugar, foi eleito o sistema Areja Bus. Trata-se de um dispositivo instalado na carroceria do ônibus, que pode fazer com que haja uma redução da temperatura interna, sendo uma alternativa ao ônibus com ar-condicionado.
De acordo com os idealizadores, entre as vantagens está o baixo custo de implantação, hoje em torno de R$ 2.200 por ônibus do tipo padron, de motor dianteiro, e a redução de 75% dos custos em comparação ao sistema de ar-condicionado.
Ainda segundo os idealizadores, trata-se de um sistema de ventilação que usa o movimento do ônibus para fazer com que haja o resfriamento da temperatura interna, havendo uma renovação do ar.
O equipamento é colocado em pontos da carroceria, sem alterar as condições originais do veículo.
Ao todo, foram 34 projetos inscritos e selecionados para a última fase. Agora, os vencedores têm a oportunidade de contar com o apoio de incubadoras para que as ideias se tornem viáveis economicamente.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

