Prefeitura de Ribeirão Preto suspende licitação para estudos de adequação do sistema de ônibus

Foto: Vinícius Christófori (Clique para ampliar)

Data de entrega das propostas estava marcada para esta segunda-feira, 19 de agosto. Publicação em Diário Oficial neste sábado suspendeu por tempo indeterminado todos os atos da concorrência

ALEXANDRE PELEGI

A prefeitura de Ribeirão Preto, cidade do interior paulista com quase 700 mil habitantes, suspendeu por tempo indeterminado a abertura de concorrência para selecionar empresa, fundação ou consórcio que devem realizar estudos sobre a rede de ônibus.

O aviso de suspensão foi publicado neste sábado, 17 de agosto, e comunica aos interessados “que ficam suspensos, sine die, todos os atos deste certame”. Os novos atos, segundo a publicação, “serão oportunamente divulgados pelos meios oficiais”.

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O aviso de licitação, com data de 15 de julho de 2019, definia valor estimado do contato de R$ 1,1 milhão (R$ 1.169.416,66), com a data de entrega das propostas marcada para esta segunda-feira, 19 de agosto de 2019.

Relembre: Ribeirão Preto abre licitação para estudos de adequação do sistema de ônibus

Com a proposta de remodelar o sistema de transporte público da cidade, os estudos devem abranger a avaliação do sistema atual, elaboração e projeto básico para adequação da rede e também verificar a viabilidade econômico-financeira do sistema.

Como já publicado pelo Diário do Transporte, dados mais recentes da Transerp – Empresa de Trânsito e Transporte Urbano de Ribeirão Preto S/A., companhia da prefeitura para gerenciar o sistema, informam que a cidade conta com 356 ônibus, que atendem a 116 linhas.

Por mês, são transportados mais de três milhões de passageiros ao todo, sendo que 20,8% contam com benefícios de gratuidades e 28,7% usam integração entre linhas diferentes.

A receita mensal do sistema em maio (dado mais recente da Transerp) foi de quase R$ 12 milhões (R$ 11.971.787,12) e os subsídios da prefeitura para as gratuidades referentes aos estudantes foram de R$ 1,17 milhão (R$ 1.171.901,70).

Os serviços são prestados pelo Consórcio PróUrbano, construído a partir das empresas Rápido D’Oeste, Transcorp e Turb, que já atuavam na cidade.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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