Metrô abre licitação para sondagem dos terrenos por onde deve passar a linha 19-Celeste

Já é a terceira licitação aberta para a implantação da linha prevista para ligar São Paulo e Guarulhos

ADAMO BAZANI

A Companhia do Metrô de São Paulo abriu mais uma licitação de estudos para preparar a implantação da linha 19-Celeste, que deve fazer a ligação entre a capital paulista e a cidade de Guarulhos, na região metropolitana.

Desta vez, a concorrência é para investigações geotécnicas.

Investigação geotécnica serve reconhecimento dos perfis dos solos e subsolos e das respectivas características. Este tipo de trabalho é considerado fundamental para a elaboração de projetos básico e executivo.

O edital completo da concorrência deve ser publicado no site do Metrô a partir de segunda-feira, 19 de agosto de 2019, e a entrega das propostas foi marcada para 13 de setembro.

Como mostrou o Diário do Transporte, o Metrô já tinha aberto outras duas concorrências para estudos de implantação da linha, uma para levantamento topográfico e outra para mapeamento e cadastramento de redes de utilidade pública ao longo da linha.

As propostas nestes casos devem ser entregues, respectivamente, em 27 e 28 de agosto.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2019/08/05/metro-abre-duas-licitacoes-para-estudos-sobre-a-linha-19-celeste/

A linha 19 deve ter 17,6 km de extensão, com 15 estações entre São Paulo e Guarulhos: Anhangabaú, São Bento, Pari, Silva Teles, Catumbi, Vila Maria, Curuçá, Jardim Japão, Jardim Brasil, Jardim Julieta, Itapegica, Dutra, Vila Augusta, Guarulhos, Bosque Maia. Devem haver conexões com a linha 3 Vermelha do Metrô (Anhangabaú), 1-Azul do Metrô (São Bento), Linha 11 Coral da CPTM (Pari) e, futuramente, com a linha 2 Verde, quando esta tiver a estação Dutra. A demanda prevista é de 526 mil passageiros por dia.

As obras devem começar em 2021 e acabar a partir de 2025, ao custo de R$ 15 bilhões, de acordo com uma apresentação de investimentos que vazou no início do ano e que, apesar da STM –Secretaria de Transportes Metropolitanos não ter reconhecido o documento oficialmente, até agora tudo o que o Diário Transporte e demais portais de mobilidade noticiaram sobre ele, está se concretizando.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Marcelo Ferreira dos Santos disse:

    Não seria mais fácil estender a linha Azul para Guarulhos e Diadema???

  2. ALEX APARECIDO DE CARVALHO disse:

    Fazer ponto final no Anhangabaú é complicado, pois a linha vermelha está sobrecarregada, poderia fazer o final da linha na Estação Júlio Prestes da CPTM, aí sim interligando a estação da Luz com a linha amarela através de um túnel.

  3. Benedito Aparecida Paulino disse:

    Ótimo maize metrô São Paulo otimo

  4. Tatiana disse:

    Até que enfim Guarulhos terá um transporte de qualidade, que chegue até o centro de São Paulo, pq não tem lógica, Guarulhos tem um aeroporto mais não tem metrô, já a muito tempo deveria ter um metro um transporte de qualidade e rápido! A população merece, pq aquela linha jade 13, deixa muito a desejar….
    Espero que esse metrô saí logo.

  5. Daniel Duarte disse:

    15 bilhões! Quase 1 bilhão por km, não teria um jeito de abaixar esse preço ? O governo deveria colocar esses presidiários pra trabalhar, qualquer bilhão economizado seria muito bem vindo. Eu faria trabalho voluntário nesse tipo de obra, mesmo sabendo que já pagamos muito caro em tributos. Nossas grandes cidades caressem a muito tempo de transporte sobre trilhos.

  6. Robson Bertezini disse:

    Tomara que seja para valer. Mas de onde vão sair os R$ 15 bi, não sei. Essa linha é super importante. Levar até o Anhgabaú é só a primeira parte. No projeto completo ,a linha continuaria do centro, via avenida, Brigadeiro Luiz Antonio, teria integração com a futura linha 6(estação Bela Vista), cruzaria a Paulista na estação Brigadeiro(integração com a linha 2) seguiria, rumo a Avenida Santo Amaro e terminaria na integração com a estação Campo Belo(integração com as linhas 5 e futura linha 17. Se SP e outras capitais não tiverem fontes estáveis de financiamento, a rede se expandirá muito aquém das necessidades. O setor privado não substituirá por completo o setor público nesse tipo de obra. Isso é ilusão. As próprias PPP´s em que o setor privado entra, exige a contrapartida pública como diz o próprio nome” Parceria Público-Privada”.E sem fontes estáveis de financiamento o privado não entra. Tem que haver uma conscientização da sociedade sobre isso. E para fazer metrô, só taxando mais o transporte individual, via pedágio urbano, CIDE,adicional do IPVA. Pois mesmo se coibirem os desvios verbas e etc…, é muita grana, coisa de R$ 150 bi ou mais só para o metrô em SP para fazer tudo o que precisa, num prazo de 20 anos, em esquecer de educação, saúde, saneamento, habitação e segurança.

  7. Rodrigo Zika! disse:

    Que tal entregar promessas ainda pendentes senhor ”gestor”?

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