São Bernardo do Campo contrata empresas para supervisionar obras de corredores de ônibus e programa de transporte urbano

Terminal de Ônibus Alvarenga. Foto: Prefeitura de SBC

São dois contratos que somam R$ 14,1 milhões

ADAMO BAZANI

Enquanto a licitação dos serviços de ônibus de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, foi suspensa pela segunda vez por determinação do TCE – Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, que apura supostas irregularidades na concorrência, a gestão Orlando Morando tenta avançar na conclusão dos corredores de ônibus e no plano de transporte urbano da cidade.

Nesta sexta-feira, 16 de agosto de 2019, a prefeitura divulgou o resultado de duas contratações ligadas à mobilidade urbana.

Os dois contratos somam R$ 14,1 milhões (R$ 14163258,51).

A gestão contratou os serviços de consultoria de supervisão das obras remanescentes do corredor Alvarenga e do corredor Rudge Ramos, que foram parcialmente financiados pelo BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento.

O vencedor da licitação para estes serviços foi o Consórcio Geribello/Arcadis/Gerconsult formando pelas empresas Geribello Engenharia Ltda, Arcadis Logos S.A. e Gerencial Consultora Empreendimentos Ltda.

O contrato é de nove meses e vai custar ao município, R$ 2,7 milhões (R$ 2.794.205,75)

De responsabilidade do Consórcio Heleno & Fonseca Construtecnica S/A., o corredor Alvarenga a precisa das obras remanescentes, segundo o mais recente dado disponibilizado no portal da prefeitura de São Bernardo. O valor da implantação é de R$ 73 milhões (R$ 73.125.553,58) e o espaço tem 3,6 km passando pela Estrada dos Alvarengas.

De acordo com a LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias proposta pela Prefeitura de São Bernardo para 2020, o Corredor Alvarenga II, que seria a continuação, deve contar com R$ 3,12 milhões.

O corredor Rudge Ramos, de acordo com o status mais recente do portal da prefeitura, também está avançado.  O espaço tem 6,8 km de extensão passando pela Av. Aldino Pinotti, Rua Takeo Ino, Av. Senador Vergueiro e Av. Dr. Rudge Ramos. O custo básico de implantação é de R$ 49,1 milhões (R$ 49.154.263,52) e as obras são de responsabilidade da Construtora Kamilos Ltda.

A segunda contratação publicada nesta sexta-feira é mais cara – R$ 11,3 milhões (R$ 11.369.052,76) -, consistindo em serviços de consultoria, apoio, técnico monitoramento, gestão e supervisão ambiental do Programa de Transporte Urbano de São Bernardo II.

Foi contratado para monitorar as obras e estudos do programa o Consórcio Gerenciador Transporte SBC formado pelas empresas SGS Engenharia Ltda, Paulo Oliveira Engenharia Ltda, ATP Serviços de Engenharia Consultiva Ltda e Prime Engenharia e Comércio Ltda.

O tempo de contrato é de 18 meses.

Ainda de acordo com a proposta da prefeitura apresentada em audiência para a LDO de 2020, o Programa de Transporte Urbano de São Bernardo do Campo deve contar no que vem com R$ 48,6 milhões, dos quais, R$ 42,3 milhões do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento e R$ 6,3 milhões dos cofres do município e envolve intervenções como Corredor Alvarenga II, Corredor Castelo Branco – Obras do Grupo II, Corredor Vila São Pedro- Obras do Grupo II, Corredor Rotary – Obras do Grupo II, Corredor Galvão Bueno – Obras do Grupo II, Terminal Batistini – Obras do Grupo II, Desapropriações: Alvarenga I, Rudge Ramos, Castelo Branco, Rotary, Galvão Bueno e Terminal Batistini, Sistema de Semáforos, Implantação do SIMCO e Sistema de Gestão de Trânsito, Compensação Ambiental, Gerenciamento, Supervisão e Auditoria e Projetos Urbanísticos e de Corredores de Transportes.

Dos R$ 48,6 milhões, os maiores gastos são justamente para “Gerenciamento, Supervisão e Auditoria”, totalizando uma previsão orçamentária de R$ 13,8 milhões, sendo R$ 12,26 milhões do BID e R$ 1,62 milhão do município.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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