Grupo de Trabalho criado para definir futuro do VLT de Cuiabá prepara primeiras ações
Publicado em: 15 de agosto de 2019
Composto por representantes da Semob, do Governo do MT e da Caixa Econômica Federal, objetivo do GT é diagnosticar viabilidade técnica e operacional do modal
ALEXANDRE PELEGI
O Grupo de Trabalho (GT) formado para estudar e analisar alternativas de solução à reestruturação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Cuiabá e Várzea Grande começará a fazer visitas para conhecer a situação das obras do modal.
O grupo foi criado pela portaria nº 1674 do então Secretário Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos (Semob), Jean Pejo, órgão vinculado ao Ministério de Desenvolvimento Regional, no dia 12 de julho de 2019. Relembre: Portaria da Semob cria Grupo de Trabalho para decidir situação do VLT de Cuiabá
O GT é composto por representantes da Semob, do Governo do Estado do Mato Grosso e da Caixa Econômica Federal. O empreendimento tem contrato de financiamento no Programa Pró-Transporte, e se encontra atualmente paralisado.
O objetivo é fazer um diagnóstico da situação do modal para decidir se há viabilidade técnica e operacional. A primeira reunião do GT será realizada no fim deste mês. Enquanto isso, e em parceria com a Controladoria Geral do Estado (CGE), técnicos da Secretaria de Infraestrutura do Governo do Mato Grosso preparam relatório atualizando os dados da obra.
As atividades deverão se estender pelo período de 120 dias, a partir de sua instalação, sendo possível a prorrogação mediante justificativa.
Dentre os entraves existentes à conclusão do projeto do VLT estão ações judiciais, a delação do ex-governador Silval Barbosa que provocou a anulação do contrato com o consórcio na Justiça, além da viabilidade da tarifa.
O custo com o VLT até hoje já passa de R$ 1 bilhão, e a isso se somam parcelas do empréstimo feito para a construção, de R$ 12 milhões por mês.
Matéria da TV Centro América, afiliada da Rede Globo, relata que o grupo de trabalho precisa ainda atualizar o valor da tarifa, em caso da obra ser levada adiante. Para essa análise vários fatores deverão ser considerados: dados de origem e destino do transporte coletivo da região metropolitana; demanda de passageiros e distância percorrida pela frota do transporte coletivo, o que inclui transporte por ônibus; custo operacional; e custos de investimentos do operador.
Dados de VLTs já em operação, como os do Rio de Janeiro e da Baixada Santista, serão analisados e utilizados como referência.
HISTÓRICO
O início das obras do VLT remonta a 2012, quando o consórcio VLT Cuiabá – Várzea Grande começou a implantação do modal com um custo inicial de R$ 1,4 bilhão. O VLT estava prometido para 13 de março de 2014, vinculado aos projetos de mobilidade previstos para a Copa do Mundo de 2014. Cuiabá foi uma das sedes do mundial.
O modal foi projetado para ter uma extensão de 22 quilômetros, com dois itinerários. O primeiro trecho ligaria o Aeroporto Marechal Rondon até a Avenida Rubens de Mendonça. O segundo sairia da Avenida Tenente Coronel Duarte até a região do Coxipó.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

