Petrópolis terá ônibus mais caro a partir de terça-feira, 13 de agosto

Foto: Cidade Real (Setranspetro)

Após decisão de reajuste, Câmara Municipal aprovou nesta semana a volta dos cobradores; empresas protestam e defendem aumento de mais 20 centavos na tarifa caso lei seja sancionada

ALEXANDRE PELEGI

A tarifa dos ônibus de Petrópolis, na Região Metropolitana do Rio de janeiro, passará a custar R$ 4,40. A decisão do Conselho Municipal de Trânsito (Comutran), tomada em 30 de julho de 2019, foi acatada pelo prefeito, conforme decreto publicado no Diário Oficial do município nesta semana. Relembre: Tarifa de ônibus em Petrópolis passará a R$ 4,40

Segundo o decreto, o novo valor passa a vigorar na terça-feira, 13 de agosto de 2019.

Além das linhas convencionais, que terão índice de reajuste de 4,7% sobre a tarifa atual, de R$ 4,20, as linhas executivas também sofrerão aumento.

Segundo o Diário de Petrópolis, o reajuste para essas linhas varia entre 3,8% e 5%, de acordo com as empresas:

– Linhas da Cidade Real (3) e da Petro Ita (1): atualmente em R$ 5,00, as tarifas ficarão R$ 0,25 mais caras, reajuste equivalente a 5%.

– Linhas da Turb (5): ficam R$ 0,30 mais caras, com reajustes diferenciados, de 3,89% e 4,87%.

O Setranspetro – Sindicato das Empresas de Transporte de Petrópolis informa que a lei define que a tarifa do transporte seletivo seja 30% superior à do serviço convencional.

VOLTA DOS COBRADORES

Após a questão do reajuste ficar decidida, as empresas agora demonstram preocupação com os efeitos provocados por uma decisão votada e aprovada na Câmara de Vereadores nesta semana.

Na última quinta-feira, 08 de agosto, a Câmara aprovou por unanimidade projeto de lei que define o fim da dupla função de motoristas de ônibus na cidade.

Uma emenda incorporada ao PL dá prazo de cinco anos para as empresas de ônibus recomporem o quadro de trabalhadores nesta função. O projeto depende agora da sanção do prefeito Bernardo Rossi.

A reação do Setranspetro foi imediata. Logo após a votação do projeto, o sindicato das empresas enviou nota à imprensa afirmando que a tarifa terá de ser reajustada para R$ 4,60 caso a lei seja sancionada.

Leia a nota na íntegra:

Fim da dupla função pode elevar a tarifa para R$ 4,60

9 de agosto de 2019

Diante das notícias sobre a votação do projeto de lei que prevê o fim da dupla função no município, o Setranspetro vem a público externar a sua imensa preocupação com a questão do impacto deste custo na tarifa de ônibus. De acordo com os cálculos, seriam necessários R$ 0,20 a mais, elevando a tarifa de R$ 4,40 para R$ 4,60, uma vez que o resultado do preço da passagem é extraído do custo total do sistema dividido pelo número de passageiros.

Caso a lei seja sancionada, implica na contratação de pouco mais de 200 cobradores para as linhas que já circulam sem esta função e não geram qualquer impacto negativo para a operação, uma vez que aproximadamente 70% das transações do sistema acontecem por meio de cartões eletrônicos.

Além disso, haveria também, dificuldades e impactos para a reinstalação das cadeiras da função de cobrador nos ônibus, o que implicaria também em despesas e perda de lugares para os passageiros.

Nos últimos meses, o Setranspetro vem discutindo várias propostas para a diminuição dos custos do sistema e, consequentemente, barateamento da tarifa, que é assunto de interesse de todos, clientes e empresas de ônibus. Inclusive, lançou um programa para ouvir a opinião da população, o Simulador de Tarifas, disponível no site simulador.setranspetro.com.br, que permanece no ar para a participação da população.

TRANSPORTE COLETIVO DE PETRÓPOLIS

Petrópolis conta atualmente com cerca de 310 mil habitantes.

O transporte coletivo é atendido por cinco empresas – Cidade Real, Turb, Petroita, Cascatinha e Cidade das Hortênsias –, que juntas empregam 2.100 pessoas e operam uma frota total de 371 ônibus urbanos e 25 ônibus executivos. Os dados são do Setranspetro.

Ainda segundo o Setranspetro, o sistema de transporte coletivo de Petrópolis tem média de 3.300 milhões de transações de passageiros pagantes ao mês e uma média de 1.500 milhão transações gratuitas.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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