Levantamento do TCE-SP mostra que obras atrasadas mais caras são do setor metroviário
Publicado em: 5 de agosto de 2019
Recursos das contratações iniciais foram alocados na construção da Linha Laranja do Metrô e nas obras do Monotrilho – Linha 15-Prata e Linha 17-Ouro
ALEXANDRE PELEGI
O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) publicou em seu site nesta segunda-feira, 05 de agosto de 2019, um levantamento que aponta que há mais de 1.500 obras públicas paralisadas e atrasadas na capital e em outros municípios do interior.
O montante de recursos públicos envolvidos, entre obras nos municípios e de competência do Estado, ultrapassa o valor de R$ 49 bilhões, relativo a 1.591 empreendimentos.
O TCE baseou o levantamento em consultas a 4.474 órgãos jurisdicionados nos municípios e Estado. De fevereiro a março foram computadas 1.677 obras, cujo valor inicial dos contratos alcançava R$ 49.644.569.322,13.
Em novo balanço, até 30 de junho de 2019, do total de obras 233 foram concluídas, 43 retomadas e 190 novos empreendimentos acrescentados nos dados.
As obras mais caras estão na capital e envolvem obras do setor metroferroviário.
CAPITAL TEM OBRAS PARALISADAS MAIS CARAS
Do total de obras paralisadas, 268 obras são de responsabilidade do governo do Estado, e representam um valor médio de R$ 46.038.895.033,38.
As 5 maiores contratações estão na capital e envolvem mobilidade urbana. Segundo o TCE, os recursos das contratações iniciais foram alocados na construção da Linha Laranja do Metrô; nas obras do Monotrilho – Linha 15-Prata e Linha 17-Ouro.
MAPA VIRTUAL
No site do TCE há uma ferramenta online que permite verificar a relação de todas as obras que se encontram atrasadas e/ou paralisadas nos municípios e no Estado.
O infosite ‘Mapa Virtual de Obras’ permite navegar por meio de um mapa do Estado, e localizar, de forma interativa, as obras que se encontram com problemas de execução contratual.
Clique para acessar o Mapa Virtual de Obras Paradas/Paralisadas
É possível ainda efetuar pesquisa utilizando campos específicos para determinar a localização da obra, sua classificação e situação em que se encontra, assim como a origem dos recursos disponibilizados, os dados da contratante e os motivos da paralisação e/ou atraso.
O mapa permite montar gráficos que apontam as principais fontes de recursos dos empreendimentos e a classificação das obras por áreas temáticas (Educação, Saúde, Habitação, Mobilidade Urbana, Abastecimento de água e tratamento de esgoto e melhoria dos equipamentos urbanos).
Utilizando a ferramenta, e selecionando apenas as obras paralisadas/atrasadas na capital no item “ferrovias”, o Diário do Transporte obteve 26 obras, todas elas contratadas pela Companhia do Metrô de SP, somando 13,3 bilhões (valor de contrato inicial), dos quais já foram pagos R$ 4,7 bilhões.
Destas, 12 estão paralisadas e 14 atrasadas.
Dos cinco contratos com valores iniciais mais caros, todos do Metrô de SP, entre atrasadas (2) e paralisadas (3) estão as seguintes obras:
1) (Atrasada)
Linha 15-Prata = Implantação de um sistema Monotrilho, incluindo o projeto, as obras civis, a fabricação, o fornecimento de sistemas e material rodante, contemplando uma frota de 54 trens
Contrato inicial = R$ 2.463.875.479,65
Valor já pago = R$ 2.249.329.053,57
Contratada – Consórcio Expresso Monotrilho Leste – CEML
Data prevista de conclusão = 27/10/2015
2) (Paralisada)
Linha 2-Verde = Execução das obras civis, contemplando obra bruta, acabamento e via permanente, no trecho entre a Estação Penha (inclusive) e o VSE Castelo Branco (inclusive) – trecho Vila Prudente – Dutra
Contrato inicial = 1.856.407.514,03
Valor já pago = 0,00
Contratada – CR Almeida S.A Engenharia de Obras, Ghella S.P.A do Brasil, e Consbem Construções e Comércio Ltda
Data prevista de conclusão = 25/09/2021
3) (Paralisada)
Linha 2-Verde = Execução das obras civis, contemplando obra bruta, acabamento e via permanente, no trecho entre o VSE FALCHI Gianlni (exclusive) e a Estação Penha (exclusive) – Trecho Vila Prudente – Dutra
Contrato inicial = R$ 1.474.084.404,05
Valor já pago = R$ 9.496.817,01
Contratada – Consórcio Linha 2 Verde – Vila Prudente – Dutra (Galvão Engenharia S.A; S.A Paulista de Construções e Comércio; e Somague Engenharia S.A do Brasil)
Data prevista de conclusão = 25/02/2021
4) (Paralisada)
Linha 17- Ouro = Implantação de um sistema monotrilho, incluindo o projeto, as obras civis, a fabricação, o fornecimento de sistemas e material rodante, contemplando uma frota de 14 trens
Contrato inicial = R$ 1.392.401.780,00
Valor já pago = R$ 658.801.000,00
Contratada – Consórcio Monotrilho Integração – CMI
Data prevista de conclusão = 10/09/2014
5) (Atrasada)
Linha 4-Amarela = Execução da Obra Civil, Obra Bruta e Acabamentos, contemplando Obras Remanescentes, para conclusão da Fase 2
Contrato inicial = R$ 858.734.546,73
Valor já pago = R$ 505.109.392,46
Contratada – Consórcio TC – Linha 4 Amarela, constituído pelas empresas TIISA – Infraestrutura e Investimentos S.A (Líder) e COMSA S.A.
Data prevista de conclusão = 15/01/2020
LINHA 6-LARANJA
Outra obra paralisada do Metrô de SP, contratada pela Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM), refere-se à Concessão Patrocinada para Prestação dos Serviços Públicos de transporte de passageiros da Linha 6 – Laranja.
A empresa é a Concessionária Move São Paulo S/A, com um contrato no valor inicial de R$ 23.138.729.185,58, dos quais até 30 de junho não constava nenhum pagamento. A paralisação das obras (e o desembolso zero), segundo esclarece o TCE, “ocorreu pelo fato da Concessionária Move São Paulo não ter logrado êxito na obtenção de financiamento de longo prazo junto ao BNDES, para execução dos investimentos sua exclusiva responsabilidade. O Decreto nº 63.915 de 12 de dezembro de 2018, declarou a caducidade da Concessão Patrocinada nº 015/2013, com efeitos a partir de 13 de agosto de 2019”.
A promessa do Governador João Doria é retomar todas as obras do setor metroferroviário até o fim deste ano.
Em coletiva na última sexta-feira, 02 de agosto, quando falou da viagem à China, Doria reiterou que seu compromisso era retomar as obras atualmente paralisadas, através de acordos com o setor privado.
NOTA DA STM
O blog do jornalista Fausto Macedo publicou resposta da Secretaria do Transporte metropolitano sobre os dados apresentados pelo TCE:
“Neste ano, já foram entregues a estação Campo Belo da Linha 5-Lilás do Metrô e o acesso Clínicas da Estação Oscar Freire aos passageiros da Linha 4-Amarela. O Metrô vem tomando todas as medidas necessárias para a retomada das obras que estavam paradas. Na Linha 15-Prata, a Companhia contratou uma nova empresa para finalizar quatro estações. As obras estão em andamento e devem ser entregues ainda este ano. Também nesta gestão foi iniciada a construção de uma nova estação: Jardim Colonial. Na Linha 17-Ouro, a atual administração rescindiu o contrato com o Consórcio CMI, responsável pelas obras da via e fabricação de trens e sistemas, por atraso no cronograma. As empresas que integram o consórcio foram multadas e estão proibidas de participar de concorrências públicas. As licitações para a continuação destes trabalhos já estão em andamento e as propostas serão recebidas entre agosto e setembro. Na Linha 6-Laranja, estão sendo tomadas as medidas necessárias para a retomada das obras, o que só poderá ser feito depois de encerrado o processo de caducidade do contrato com a concessionária responsável pela construção da linha.”
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


Herança do pinóquio que s[o prometia, pra entregar metade nas eleições seguintes, uma vergonha.
Em diversas cidades do mundo temos os melhores exemplos de obra enxuta, sem excesso de grandiosidade, como Londres, a entrada do Metrô por exemplo, apenas uma escada larga no Underground, em outras como Suíça, Berlim, são portas que mais parecem comercial, agora no Brasil a megalomania imponência do concreto que tão encarece a obra, e algumas delas não serve prá nada (S. Mateus e Pinheiros), a preços exorbitantes, de nos envergonhar…o Ermírio deve estar rindo há séculos com tanta sedimentação de solo e de burras cheias. As construtoras são espertas, ardilosas, apresentam projetos a preço baixo, e lá na frente encarece, da desculpa que a verba foi curta, mas….por outro lado é fato, que muitos governadores estão atrelados em suas campanhas à empreiteiras paulistas…Se você, meu amigo não sabe, o prédio do Instituto do Câncer ali na Dr Arnaldo, o prédio hoje sede do Santander, ali na Marginal com JK, ajudou em muito a Camargo e a Andrade, (revista Veja de 1988-1990) e detona elas via governadores, como Quércia,,,,o NASBE do Banespa ali em Pirituba inacabado e..SUPREENDENTE o que vi, antes de ser Parque Villa Lobos, era uma enorme montanha de concreto depositado naquele local…dava pra fazer um novo estadio do Morumbi.
Amigos, boa noite.
Não precisa de levantamento algum para chegar a este resultado.
PODER PÚBLICO, SAIA DO JURASSISMO, SEJA PRÁTICO, SIMPLES, EFICIENTE, EFICAZ, GERE RESULTADOS E EXTIRPE O DESPERDÍCIO DO DINHEIRO DO CONTRIBUINTE.
AFINAL DINHEIRO PÚBLICO NÃO EXISTE.
Att,
Paulo Gil