Governo Bolsonaro reduz imposto de importação para motores automotivos e rodas de alumínio para ônibus e caminhões
Publicado em: 5 de agosto de 2019
Eletrolíticos de alumínio passam a ter redução também. Em outros setores, medicamentos e produtos de higiene passam a contar com alíquotas mais baixas
ADAMO BAZANI
A importação de diversos produtos deve ficar mais barata nos próximos dias.
A Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, do Ministério da Economia, publicou na edição do Diário Oficial desta segunda-feira, 05 de agosto de 2019, novas alíquotas do Imposto de Importação de diversos setores, entre os quais relacionados aos transportes.
A alíquota sobre rodas forjadas de alumínio para caminhões e ônibus, polida ou não, passa a ser de 2%.
Este tipo de rodas tende a deixar o veículo mais leve, o que influencia positivamente no consumo de diesel, e pode também auxiliar a evitar o superaquecimento do conjunto de rodado de um ônibus ou caminhão.
Os eletrolíticos de alumínio usados em capacitores de sistemas elétricos, podendo ter aplicação automotiva, passam a ter alíquota mais baixa também: 4%.
Terão novas taxas ainda diversos modelos de motores de carros, como:
– Motor turbo flex fuel de 2.0 litros com bloco em alumínio, injeção direta, potência máxima de 240 PS a 3.500 rpm e torque máximo de 360 Nm a 1.750 rpm para automóveis: alíquota de 2%
– Motor básico em ciclo Otto longitudinal, 1,5 l – 16V – 4 cilindros em linha 1.497 cm³ – Turbo com sistema de injeção direta, potência 170 – 200 cv, com rotação máxima de até 6100 rpm: alíquota de 2%
– Motor básico em ciclo Otto longitudinal ou transversal, 1,6 l – 16V – 4 cilindros em linha 1.595 cm³ – Turbo com sistema de injeção direta, potência entre 150 – 190 cv, com rotação máxima de até 5300 rpm – Torque 200 – 300 Nm: alíquota de 2%
– Motor básico em ciclo Otto longitudinal ou transversal, 2,0 l – 16V – 4 cilindros em linha 1.991 cm³ – Turbo com sistema de injeção direta, potência 184 – 265 cv, com rotação máxima de até 6100 rpm – Torque entre 300 – 400Nm: alíquota de 2%
– Motor bicombustível ou gasolina, 1,5l, 4 válvulas por cilindro, 3 cilindros em linha, 1499 cm³ com turbo, comando de válvulas variável, injeção direta, potência: 75-105 kW e torque: 180-220 Nm para automóveis e comerciais leves: alíquota de 2%
– Motor bicombustível ou gasolina, 2,0l, 16V, 4 cilindros em linha, até 1998 cm³ com turbo, comando de válvulas variável, injeção direta, potência: 135-250 kW e Torque: 250-500 Nm para automóveis e comerciais leves: alíquota de 2%
– Motor gasolina, 3l, 4 válvulas por cilindro, 6 cilindros em linha, 2998 cm³ com turbo, comando de válvulas variável, injeção direta, potência: 220-330 kW e torque: 450-600 Nm para automóveis e comerciais leves: alíquota de 2%
– Outros: 18%
Além dos produtos relacionados a transportes, outros setores passam a contar com a redução do Imposto de Importação como disjuntores (8%); munidos de peças de conexão (8%); e absorventes (pensos) e tampões higiênicos, cueiros e fraldas para bebês e artigos higiênicos semelhantes, de qualquer matéria (12%).
A portaria entra em vigor em dois dias úteis após a publicação, que ocorreu nesta segunda-feira.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


Boa tarde Adamo. O artigo é excelente e bastante esclarecedor. O problema está na manchete. Por que não dizer “Governo Federal”? Mostrar tendências partidárias em um site tão sério como este não acrescenta nada, ao contrário, leva o debate sobre transporte público e de cargas para a seara política, e isso é desnecessário.
Profeta, citar o nome do presidente, governo ou gestão, até onde sei, nunca foi e nem será tendência partidária
Quer dizer que quando digo que “Gestão Bruno Covas não assina contratos de licitação”, “Gestão Doria vai conceder CPTM”, ou “Gestão Haddad foi a que mais implantou faixas de ônibus na cidade” eu estou tendo tendências?
Claro que não.
O mundo cibernético ainda está muito neste clima Fla-Flu político . Não se pode dizer nada, qualquer expressão ou termo é encarado ou encarada de várias formas diferentes.
O importante é o conteúdo. Análise só de manchete peca por focar uma parte e não o todo da matéria
Abraços e obrigado
Nada ver comentário cara, o Adamo sempre cita os nomes, sendo governador, prefeito ou presidente.
Amigos,boa noite.
O Barsil tem fome.
Primeiro tem de estimular a indústria nacional com redução de impostos e não reduzir impostos para estimular importações.
Mas política é assim, nunca beneficia o interesse público.
Interesse público só existe nos livros.
Att,
Paulo Gil
Muito bom o artigo Adamo bazzani. Mas o governo deveria abrir o mercado pra entrada de ônibus importados aí poderíamos de onibuôde melhor qualidade como MANlions city,Neoplan até marcas como Toyota ,king long etc….