Doria diz que investimento em infraestrutura é o principal alvo da Missão China

Publicado em: 2 de agosto de 2019

Governador embarca neste sábado para Pequim, onde oferecerá como propostas de investimento a criação de duas linhas do Trem Intercidades (Campinas e São José dos Campos), a concessão da linha 7-Rubi, além da concessão das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, e do Ferroanel

ALEXANDRE PELEGI

O Governador João Doria e o Secretário de Relações Internacionais, Julio Serson, detalharam a viagem à China em busca de negócios e investimentos para o Estado de São Paulo, que seguirá de 5 a 9 de agosto e percorrerá as cidades de Pequim, Xian e Shangai.

O governador falou sobre a “Missão China 2019” em entrevista coletiva nesta sexta-feira, 02 de agosto de 2019, destacando que o gigante asiático é o maior parceiro comercial do país e do estado, posição esta que vem se ampliando com os novos investimentos chineses particularmente em São Paulo.

O grupo embarca na noite deste sábado, 03, para Pequim, e segundo Doria será a maior missão internacional de seu governo, com duas inovações.

Estamos levando 35 empresas brasileiras para contato com investidores internacionais. São 35 empresas de vários segmentos”, afirmou Doria, destacando a primeira inovação.

O segundo fator inovador, segundo Doria, é a constituição do escritório do Investe SP na China no próximo dia 9 de agosto, que funcionará como ponto de apoio para as empresas brasileiras na exportação de bens, produtos e serviços para a China, além de apoiar o governo de São Paulo no programa de Desestatização.

O governador fez questão de afirmar que o principal fator na Missão China está nos programas de desestatização, que tem um potencial de R$ 32 bilhões.

O principal target na viagem à China, segundo Doria, está em investimentos em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos, além do setor metroviário e de trens metropolitanos.

Essas áreas de infraestrutura representam ação primordial do governo de São Paulo”, afirmou Doria.

O governador destacou em especial o encontro com a CRCC – China Railway Construction Corporation, gigante mundial na construção de ferrovias. O governador fez questão de ressaltar que a empresa ocupa a 54ª posição no ranking das empresas que mais faturam do mundo, em todos os segmentos.

Segundo o governador, a CRCC possui uma subsidiária, a CR20, que fez o projeto do metrô em Xian, na China, em prazo recorde.

Doria lembrou que em sua primeira visita à China, em 1987, não havia linhas de metrô. “Não havia metrô em nenhuma cidade da China”, lembrou o Governador, que citou que somente em Xian a CR20 construiu já 14 mil quilômetros de linhas subterrâneas de metrô em menos de duas décadas.

Um dos temas de nossas conversas com a CR20, subsidiária da CRCC, dentro da programação, é estimular os investimentos chineses em novos projetos de concessão [no setor] metroviário aqui na capital e na Região Metropolitana, e também para as duas linhas do chamado Trem Intercidades – São Paulo a São José dos Campos e São Paulo-Campinas-Americana, e mais o Ferroanel também. Além disso vamos colocar a CPTM como assunto em pauta, as estações e a expansão dos trens”, garantiu o governador.

O governador fez questão de ressaltar que a melhor expectativa da missão à China dentro do Programa de Desestatização está justamente no setor ferroviário. O secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, apresentará aos investidores chineses todas as opções de trilhos, informou o governador, o que inclui a retomada de obras metroviárias atualmente paralisadas na capital, como o caso da Linha 6-Laranja.

Como o Diário do Transporte destacou, o governador vai juntamente com o secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, a secretária de Desenvolvimento e o secretário de planejamento e Fazenda, Henrique Meirelles, em busca investimentos para diversas áreas, inclusive, para a mobilidade.

Entre os projetos que devem ser oferecidos estão a criação do TIC – Trem Intercidades, que inclui a concessão da linha 7-Rubi (Jundiaí-Francisco Morato-Luz), e também a concessão das linhas 8 Diamante (Júlio Prestes-Amador Bueno) e 9 Esmeralda (Osasco – Grajaú, que está sendo prolongada para Varginha, no extremo Sul da capital).

“Um dos objetivos dessa viagem à China é buscar novos investimentos para alguns programas de desestatização aqui no estado de São Paulo, onde uma das prioridades são os sistemas de mobilidade, incluindo Metrô, trens da CPTM, as linhas ferroviárias entre as cidades São Paulo-São José dos Campos, São Paulo-Campinas-Americana e o ferroanel também”, disse Doria na última quarta-feira, 31 de julho. Relembre: Doria, Baldy e Meirelles vão à China na sexta oferecer concessão de trilhos em São Paulo

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. paulo rogerio faustino disse:

    ate que enfim uma otima noticia para cidade de são parabens

  2. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    Mais um turismo pago com o dinheiro do contribuinte.

    E assim o desperdício do dinheiro do contribuinte continua firme e forte.

    Façam contato por vídeo conferência e usem este dinheiro para colocar os Aerotrens de Sampa para rodarem.

    Acabem o inacabado e não comecem outro para ficar inacabado.

    PODER PÚBLICO, TENHA MOBILIDADE, SIMPLICIDADE, PRATICIDADE, EFICIÊNCIA E EFICÁCIA.

    AFINAL DINHEIRO PÚBLICO NÃO EXISTE, O DINHEIRO É DO CONTRIBUINTE.

    Att,

    Paulo Gil

  3. Robson Bertezini disse:

    A questão é que o país precisa de grana para investir em infra-estrutura. Todo o dinheiro estrangeiro, no caso o chinês ,é bem vindo,mas quando tem o objetivo de ampliar a infraestrutura.Pegar as linhas prontas como a 7 e a 8 da CPTM somente, não resolve o problema de ampliar a capacidade e nem traz crescimento econômico e empregos. Claro que eventuais melhorias nessas linhas a partir de concessões são bem vindas. Talvez, uma estratégia do governo seja oferecer o que já está pronto(linhas 7 e 8), desde que tenha o objetivo de construir o trem intercidades entre Sp e Campinas e Sp-São José dos Campos, como pareceu pela entrevista.Isso sim seria positivo. Além do mais, tem muita linha do metrô para fazer, além de ampliar as atuais. Uma outra coisa, é que o Brasil poderia recuperar a capacidade de fabricar trens. Esses investimentos, aqui ,como em qualquer lugar do mundo, dependem de políticas públicas, no caso construção de linhas de metrô, trens urbanos, e trens regionais. Parece que o governo federal lançou um programa chamado Retrem, com esse objetivo, mas tem que ver se os chineses aceitarão isso.kkkk

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