Empresas de ônibus de Manaus registram déficit de R$ 426 milhões em 8 anos de concessão
Publicado em: 28 de julho de 2019
Sinetram, sindicato do setor, afirma que tarifa precisa aumentar para R$ 5,27. Caso contrário, rombo chegará a R$ 632,5 milhões
ALEXANDRE PELEGI
As empresas concessionárias de transporte coletivo de Manaus, Amazonas, registraram um déficit de R$ 426,6 milhões até o final de 2018.
Os dados foram divulgados pelo Sinetram, sindicato que representa as empresas do setor. Uma auditoria contratada pela entidade concluiu que somente a elevação da tarifa para R$ 5,27 pode evitar que as perdas alcancem R$ 632,5 milhões até o fim do contrato de concessão, em 2021.
O relatório com as informações foi obtido pelo jornal A Crítica, após publicação do decreto 4.503/2019 que instaurou intervenção financeira nas empresas do transporte coletivo de Manaus. Relembre: Prefeitura de Manaus anuncia intervenção financeira nas empresas de ônibus por 90 dias
Segundo o estudo contratado pelo Sinetram, seria preciso reajustar a atual tarifa de R$ 3,80 em 38,76% para que houvesse um reequilíbrio nas finanças. Por conta do prejuízo acumulado nos anos de concessão, a entidade já impetrou uma ação de indenização no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
O relatório foi produzido pela empresa Ernst & Young, em fevereiro de 2018, que calculou o rombo no setor ano a ano:
| 2011 |
R$ 24 milhões |
| 2012 |
R$ 83,2 milhões |
| 2013 |
R$ 60,5 milhões |
| 2014 |
R$ 42,9 milhões |
| 2015 |
R$ 15,2 milhões |
| 2016 |
R$ 53,5 milhões |
| 2017 |
R$ 76,2 milhões |
| 2018 |
R$ 71,1 milhões |
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

