Metrô seleciona consórcio para explorar 13 terminais de ônibus em São Paulo
Publicado em: 23 de julho de 2019
Em sete destes espaços, será possível fazer obras, ampliar a construção e alugar o prédio
ADAMO BAZANI
O Metrô de São Paulo finalizou a licitação para conceder à iniciativa privada a exploração de 13 terminais de ônibus anexos às linhas que são de sua responsabilidade.
Foi selecionado o Consórcio NS/PPX que, em sete destes terminais, chamados de edificáveis, poderá construir e alugar o espaço.
Os terminais estão ao longo das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha.
A publicação com a seleção do consórcio é desta terça-feira, 23 de julho de 2019.
A contrapartida pela concessão, que será por 30 anos, é a melhoria dos serviços, da vigilância, limpeza, iluminação e acessibilidade destes terminais.
São sete terminais edificáveis:
– Santana (linha 1)
– Ana Rosa (linha 1)
– Patriarca Norte (linha 3)
– Vila Matilde Norte (linha 3)
– Carrão Norte (linha 3)
– Tatuapé Norte (linha 3)
-Tatuapé Sul (linha 3)
São seis terminais não edificáveis:
– Parada Inglesa (linha 1)
– Armênia (linha 1)
– Artur Alvim (linha 3)
– Penha Norte (linha 3)
– Carrão Sul (linha 3)
– Brás (linha 3)
Com a concessão, o Metrô diz que pode economizar R$ 22 milhões por ano com as despesas de conservação e manutenção, além de ampliar receitas não tarifárias.

O Diário do Transporte noticiou em 7 de junho de 2019, a classificação do consórcio.
Após recebimento de proposta e negociação com o Consórcio NS/PPX no dia 23 de maio de 2019, a Companhia examinou a documentação apresentada e habilitou o único concorrente.

A proposta inicial do Consórcio NS/PPX na 1ª rodada de lances foi de R$ 6 milhões, subindo para R$ 9 milhões numa segunda rodada até alcançar o lance final de R$ 10 milhões na terceira rodada.
No processo final de negociação com o representante do Metrô de SP, o Consórcio chegou à oferta final de R$ 11 milhões, aceita pela estatal.


Segundo o Metrô já informou, a concessão de uso dos 13 terminais vai permitir uma economia de R$ 22 milhões por ano com as despesas de conservação e manutenção, além de ampliar receitas não tarifárias.
Ainda de acordo com a estatal paulista, o Consórcio vencedor vai administrar os terminais por 30 anos, podendo explorar os pontos comerciais hoje existentes, além de construir sobre sete deles.
“Além do valor da outorga, a partir o início do quinto ano de concessão o consórcio deverá pagar para a Companhia do Metrô R$ 855 mil mensais ou 8% de sua renda bruta, o que for maior”, informou o Metrô, em nota.
Dos 13 terminais concedidos 7 são edificáveis e 6 não edificáveis.
Esse processo conclui o que havia sido iniciado anteriormente, após o Metrô revogar concorrência anterior de concessão de 15 terminais.
HISTÓRICO
Como noticiou o Diário do Transporte no dia 7 de março de 2019, a Companhia do Metrô de São Paulo comunicou que estava “ultimando as providências” para revogar a concorrência nº 40356285, pela qual buscava passar à iniciativa privada 15 terminais de ônibus anexos às linhas 1-Azul e 3-Vermelha da rede. Neste certame, os espaços de sete terminais poderiam ser usados pelas empresas concessionárias para a construção de prédios, como forma de captação de receita.
Relembre: Metrô revoga licitação para conceder terminais de ônibus anexos às linhas 1 e 3
No Diário Oficial de quarta-feira, 17 de abril de 2019, a estatal comunicou oficialmente que, após processo administrativo, finalmente definiu revogar em definitivo o referido edital, que sofreu questionamentos pelo TCE – Tribunal de Contas do Estado e jurídicas por parte de concorrentes.
Relembre: Metrô de SP revoga em definitivo licitação de 15 terminais, ato que já anunciara em 7 de março
No começo de abril, a Companhia do Metrô reabriu a licitação, mas desta vez para a concessão de 13 terminais de ônibus, excluindo da lista anterior os terminais Barra Funda (Sul) e Barra Funda (turístico).
Relembre: Metrô reabre licitação para conceder 13 terminais de ônibus
A licitação lançada em 5 de abril de 2019, e que agora chega ao fim, divide os terminais em duas categorias: em edificáveis, onde a concessionária poderá fazer construções e não edificáveis, onde só poderá haver exploração publicitária e comercial no espaço que já existe.
São sete terminais edificáveis:
– Santana (linha 1)
– Ana Rosa (linha 1)
– Patriarca Norte (linha 3)
– Vila Matilde Norte (linha 3)
– Carrão Norte (linha 3)
– Tatuapé Norte (linha 3)
-Tatuapé Sul (linha 3)
São seis terminais não edificáveis:
– Parada Inglesa (linha 1)
– Armênia (linha 1)
– Artur Alvim (linha 3)
– Penha Norte (linha 3)
– Carrão Sul (linha 3)
– Brás (linha 3)


O principal critério para declarar o consórcio como vencedor foi o de maior preço oferecido, cujo valor foi mantido em sigilo até a abertura dos envelopes, ou seja, o edital não estipulava um valor.
Além da maior outorga inicial, a concessionária terá de pagar R$ 855 mil por mês ou 8% do faturamento bruto – o que for maior.
Para algumas atividades, a concessionária poderá terceirizar os serviços.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


Porque não incluiu o Metro Itaquera, aquele lugar atualmente ta parecendo a 25 de março, invasão de vários camelôs, barraca pra todo lado e sujeira, fora os mendigos, o terminal e todo aberto sem segurança alguma, isso sem contar as obras não finalizadas desde a época da copa por falta de verba do PAC, uma vergonha.
Reflexo de um governo incompetente, incapaz de manter os espaços públicos em ordem, herança maldita do PSDB, que merece o mesmo fim do PT, pelo desastre que são o governos de Covas e Doria, sobre o comentario do terminal Itaquera, São Mateus e Parque Dom Pedro são a mesma vergonha, ambulantes por todo lado total falta de segurança
O que chega a ser absurdo e que o governo repassa somente os terminais que já funcionam de uma forma aceitável, os que estão degradados e abandonados sendo mais afastados do centro, finge que esta tudo bem, piada.