Cetesb concede Licença Ambiental para trecho de Hortolândia do corredor metropolitano da EMTU

Publicado em: 4 de julho de 2019

Foto: Governo do Estado de SP

Medida refere-se ao Trecho 4, Lote Complementar de Hortolândia, do Corredor Metropolitano Biléo Soares e Terminal Rosolém

ALEXANDRE PELEGI

A Cetesb – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo publicou no Diário Oficial desta quinta-feira, 4 de julho de 2019, a informação de que concedeu para a EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo, a Licença Ambiental de Instalação 2580, com data de 27 de junho, para o Corredor de Ônibus Metropolitano Noroeste (Biléo Soares) – Lote Complementar de Hortolândia – Trecho 4, localizado naquele município, região de Campinas, interior de São Paulo.

A validade da Licença é de seis anos, “a contar da data de sua emissão”.

Como consta no site da Cetesb, o pedido de Licença foi solicitado em 2017.

Na publicação, a estatal ambiental afirma que tornava público que recebera o pedido de licença ambiental de instalação da EMTU para o “Corredor Metropolitano Biléo Soares – Obras complementares – Trecho Hortolândia – Trecho 4 e Terminal Rosolém, no município Hortolândia/SP”.

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Em março de 2018, o Governo do Estado, anunciou em Hortolândia o início das obras do Corredor Metropolitano Biléo Soares e da construção do Viaduto Jean Nicolini, em Nova Odessa.

Na ocasião, o secretário de Estado de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, afirmou que as obras da retomada do corredor de Hortolândia e o trecho da ponte até a rodovia SP-101 teriam investimento de R$ 52,8 milhões.

No Relatório da Administração 2018, a EMTU relata a situação do Corredor:

CORREDOR METROPOLITANO VEREADOR BILÉO SOARES (NOROESTE)

Com parte das obras entregues em 2018, o corredor da RMC possui 31,7 km extensão, ligando os municípios de Campinas, Hortolândia, Sumaré, Nova Odessa, Americana e Santa Bárbara D´Oeste. Desse total 20,9 km são de faixas exclusivas para ônibus.

Em Campinas, o Corredor conta com 3,8 km de faixas exclusivas, o Terminal Metropolitano Magalhães Teixeira, uma Estação de Transferência e mais duas paradas com elevador, além das Paradas Alberto Sarmento e Balão do Tavares. Em Hortolândia há 3,5 km de faixas exclusivas, o Terminal Hortolândia, além da Estação de Transferência Pinheiros.

Em Sumaré a população conta com a Estação de Transferência km 101 – Maria Antônia, próxima à Rodovia Anhanguera, fora do eixo do corredor, porém importante para a organização das linhas da região. Em Nova Odessa há 5,7 km de faixas exclusivas, uma estação Rodoviária (Dona Catharina Fernandez Welsh) e a Estação de Transferência Nova Odessa.

Em Americana há 1,7 km de faixas exclusivas além do Terminal Metropolitano de Americana e a Estação de Transferência Abdo Najar.

Em Santa Bárbara D´Oeste, a população conta com o Rodoterminal Santa Bárbara D’Oeste, 6,2 km de faixas exclusivas e duas Estações de Transferência, a Amizade e a São Paulo.

= Trecho Nova Odessa–Americana-Sta. Bárbara D´Oeste (24,3 km)

Essa extensão do Corredor Metropolitano Biléo Soares foi concluída em dezembro de
2018 e inclui a implantação de 13,6 km de faixas exclusivas e adequações e melhoramentos em 10,7 km no viário, além de equipamentos de transporte e “obras de arte” (pontes, viadutos, galerias, passarelas entre outros). Em março de 2018 foram entregues 5 km de faixas exclusivas para ônibus entre Americana e Santa Bárbara D´Oeste e as Estações de Transferência Amizade e São Paulo em Santa Bárbara D’Oeste. Em dezembro o trecho foi concluído com a construção de 2,9 km de viário (totalizando 7,9 km de corredor exclusivo entregue em 2018), que envolve o
prolongamento da Av. São Paulo, Av. Laura Santos, em Santa Bárbara D’Oeste, incluindo ciclovia, serviços de infraestrutura hidráulica, drenagem e sinalização viária. Além disso, o trecho envolve adequação do sistema viário nas Avenidas Pérola Byington, Floriano Peixoto e Tiradentes, as Estações de Embarque e Desembarque Ribeirão dos Toledos, Prefeito Isaias, Tivoli, Algodão, Alfredo Contatto, Limeira, Mônaco e Jurema,  uma Ponte sobre o Ribeirão dos Toledos, duas travessias em galerias nos Córregos Mollon e Giovanetti e o Complexo Viário do Viaduto Jean Nicolini, em Nova Odessa.

= Trecho Hortolândia – Sumaré – Campinas (5,4 km)

Extensão do corredor da Av. Olívio Franceschini (Hortolândia) que está com as obras em andamento. Nesse trecho já operam a Estação de Transferência Pinheiros e as Paradas Parque Hortolândia, Remanso Campineiro, Parque Gabriel e Emancipação, todas em Hortolândia, e a Estação Maria Antonia (km 110 da Rodovia Anhanguera), em Sumaré.
As obras remanescentes foram iniciadas em março de 2018. Dentro desse contrato serão entregues duas alças de acesso à SP-101, sobre a ferrovia, a Estação Transferência Peron, a Parada Rosolém, cinco estações de embarque e desembarque – Conjunto Habitacional, Panaino, Novo Ângulo, Nova América e Ataliba Nogueira, em Hortolândia, e a Parada II da Av. Lix da Cunha, em Campinas.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. Rogerio Belda disse:

    Muitas mudanças ainda ocorrerão nesta região, especialmente quanto a mobilidade e ocupação do território. Como não existe mais a possibilidade de estudos pela extinta EMPLASA, estimo que um novo sistema de acompanhamento das mudanças urbano-territoriais será organizado. Para não aumentar a burocracia estatal, espero que seja atribuição da Universidade ou entidades similares. A pergunto,a este respeito, porque técnicos da competência do engenheiro Ivan Regina e da arquiteta Andreina Nigrielo
    estão atualmente disponíveis – Eles são arquivos vivos da permanente evolução e da
    alteração de relações do espaço territorial e da mobilidade urbana. Rogerio Belda

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