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Sindicato dos rodoviários projeta 4 mil demissões com ônibus sem cobrador no Transcol

Projeção dos trabalhadores considera chegada de novos ônibus até 2022. Foto: Divulgação.

Primeiros 20 veículos com ar-condicionado e pagamento exclusivo por cartão eletrônico foram entregues nesta semana

JESSICA MARQUES

O Sindirodoviários ((Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Espírito Santo) informou, em nota, que a chegada de ônibus sem cobrador ao Transcol, sistema de transporte público da Grande Vitória, pode resultar em 4 mil demissões.

Os primeiros 20 veículos com ar-condicionado e pagamento exclusivo por cartão eletrônico foram entregues nesta semana, conforme noticiado pelo Diário do Transporte.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2019/06/26/primeiros-onibus-do-transcol-com-ar-condicionado-sao-entregues-nesta-quarta-feira-no-espirito-santo/

Em nota, o sindicato informou que “os cobradores são essenciais para um transporte coletivo de qualidade, pois além de auxiliar o motorista, prestam um importante serviço aos usuários, dando informações, orientações e auxiliando os usuários com dificuldades de locomoção, deixando o motorista livre apenas para dirigir”.

A projeção do número de rodoviários que podem ser demitidos após o uso de ônibus que só aceitam pagamento com cartão considera a introdução destes veículos gradativamente até 2022, segundo o Sindirodoviários.

A categoria também destacou, por meio de nota, que o custo da mão-de-obra do cobrador já está sendo pago pela atual tarifa, portanto, mantê-los nos coletivos com ar-condicionado não traria nenhum prejuízo para os empresários, segundo o sindicato dos trabalhadores.

A categoria informou ainda que organizou uma passeata para segunda-feira, 1º de julho de 2019, contra a medida. Apesar de negar a possibilidade de greve, o sindicato cogita a realização de paralisações.

Ao portal Gazeta Online, o secretário de Transportes e Obras Públicas, Fábio Damasceno, negou que o pagamento da tarifa via bilhete único é uma forma de acabar com a função de cobrador nos coletivos. Disse também que não haverá demissões.

“Não é para eliminar cobradores. A tendência é transferir o cobrador para outras funções. Como temos o bilhete único, eles podem ser bilheteiros de estações para ajudar na implantação do sistema. Agora não terá demissão nenhuma. É uma quantidade muito pequena perto da frota, que é de 1.600 ônibus”, disse.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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