Ministro do Desenvolvimento Regional lança RETREM em evento na Fiesp

Publicado em: 28 de junho de 2019

Objetivo é incentivar os passageiros para que se dirijam para os carros mais vazios. Foto: Alexandre Pelegi

Programa prevê financiar operadoras metroferroviárias de passageiros para a aquisição de trens novos

ALEXANDRE PELEGI

O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, lançou em São Paulo nesta sexta-feira, 28 de junho de 2019, o programa RETREM (Renovação de Frota do Transporte Público Coletivo Urbano de Passageiros sobre Trilhos).

A solenidade transcorreu nesta manhã, no salão nobre da FIESP.

Como noticiado pelo Diário do Transporte (relembre), o programa federal funcionará à semelhança do Refrota, dedicado ao mercado de ônibus urbanos. A meta do RETREM é conceder empréstimos de R$ 1 bilhão por ano, utilizando além dos recursos do FGTS, geridos pela Caixa Econômica Federal, linhas de crédito dos programas do BNDES, com recursos do FAT.

Estiveram presentes no evento o secretário Nacional de Mobilidade Urbana, Jean Carlos Pejo; o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (SIMEFRE) e vice-presidente da FIESP, José Antonio Fernandes Martins; e o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER) e diretor do DEINFRA da FIESP, Vicente Abate.

Evento contou com a participação de Jean Pejo, que discursou ao lado do presidente do SIMEFRE, José Antonio Fernandes Martins. Foto: Divulgação

Vicente Abate, presidente da ABIFER, destacou o programa como de extrema relevância para a indústria metroferroviária brasileira e sua cadeia produtiva. Para Abate, “a indústria de trens de passageiros encontra-se em uma situação crítica, enfrentando 60% de ociosidade, mas espera recuperar-se em curto prazo com a implementação deste programa”.

O presidente do SIMEFRE e vice-presidente da FIESP, José Antonio Fernandes Martins, apontou a greve dos caminhoneiros, em 2018, como significativa para demonstrar a necessidade de se investir no transporte ferroviário de carga e passageiros. “Hoje, entre 60% e 70% do transporte de cargas e passageiro é feito por rodovia, mas para que o Brasil cresça e tenha progresso, é preciso que voltemos a ter ferrovias como no passado”, defendeu Martins, que chegou a falar em “ferroviarização do País”.

O ministro Gustavo Canuto, detalhou o programa, como será sua atuação, as linhas de financiamento, quem pode solicitar o financiamento e as condições para isso.

Essa ação mostra o caminho que queremos seguir para o País. O transporte sobre trilhos melhora a qualidade de vida das pessoas e até a qualidade de trabalho, pois se ganha mais tempo em viagens. O programa foi pensado com muito cuidado. É uma forma de se investir em uma nova indústria, em tecnologia, inovação e ampliar o investimento no setor metroferroviário. A mobilidade urbana é uma área de extrema relevância dentro do ministério. O RETREM será fundamental para as metas que temos traçadas para o segmento”, concluiu o ministro.

O secretário Nacional de Mobilidade Urbana, Jean Carlos Pejo, fez uma apresentação do RETREM às empresas associadas da ABIFER e do SIMEFRE.

Atualmente com 21 sistemas metroferroviários, atuam no Brasil 15 operadores, distribuídos em 11 estados e no Distrito Federal.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Não entendi, Sr Abate(!!) a industria de trens de passageiros se encontra em situação crítica??? Oras se nestes ultimos 10 anos, fabricaram trens aqui, na RMSP, só vejo trens novos na CPTM e Metrô??? Acho que o senhor não anda de trem….basta ver a CPTM já inaugurou o 165* composição,,,meado do de junho…

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