Trem do Corcovado ganha três novas composições em outubro

Todos os anos, mais de 600 mil pessoas são levadas ao Cristo Redentor pela centenária Estrada de Ferro do Corcovado. Foto: Divulgação.

Contrato de fabricação foi firmado com a empresa suíça Stadler Rail Group no fim de 2015

JESSICA MARQUES

O Trem do Corcovado, que leva ao Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, vai ganhar três novas composições em 19 de outubro de 2019. A novidade foi informada pelo presidente do trenzinho, Sávio Neves.

A data para a novidade é simbólica, por tratar-se do aniversário de 135 anos da Estrada de Ferro Trem do Corcovado. O contrato para a fabricação das composições foi firmado com a empresa suíça Stadler Rail Group, no fim de 2015.

Os trens atualmente operam em 15 km/h na subida e de 10 a 15 km/h na descida. Com as novas composições, o ritmo vai subir para até 25 km/h na subida e 18 km/h na descida. Além disso, gasto de energia será 75% menor, segundo Neves.

O objetivo é de que haja um acréscimo de aproximadamente 30% do número de passageiros no trenzinho. Todos os anos, mais de 600 mil pessoas são levadas ao Cristo Redentor pela centenária Estrada de Ferro do Corcovado. O objetivo é ampliar este número para 1 milhão.

Localizado no alto do Morro do Corcovado, no Parque Nacional da Tijuca, o Cristo Redentor é a imagem brasileira mais conhecida no mundo e está entre as sete maravilhas.

Inaugurado em 1884 pelo Imperador D. Pedro II, o Trem do Corcovado já levou papas, reis, príncipes, presidentes da república, artistas e cientistas em seus vagões.

O trem atravessa a maior floresta urbana do mundo: o Parque Nacional da Tijuca, um pedaço da mata atlântica, considerado um exemplo de preservação da natureza.

Para evitar poluição, o trem é elétrico e parte da arrecadação da bilheteria é destinada ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade para a conservação da mata.

HISTÓRIA

A Estrada de Ferro do Corcovado foi a primeira ferrovia eletrificada do Brasil. Inaugurada em 1884 por D. Pedro II, é mais antiga do que o próprio Cristo Redentor. Foi o trem que, durante quatro anos consecutivos, transportou as peças do monumento.

Na época o trem a vapor foi considerado um milagre da engenharia por percorrer 3.824 metros de linha férrea, em terreno totalmente íngreme. Mas, em 1910, os trens foram substituídos por máquinas elétricas e mais recentemente, em 1979, quando a Esfeco assumiu o controle da ferrovia, foram trazidos da suíça modelos mais modernos e seguros.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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