Protesto de rodoviários hoje em Campinas afeta transporte público

Foto: Fábio Tanniguchi

Funcionários da VB1 Azul discordam de acordo fechado pela empresa com presidente do sindicato da categoria, que transformou abono salarial de R$ 400 em vale-alimentação

ALEXANDRE PELEGI

Motoristas da empresa VB1 Transportes e Turismo, uma das concessionárias do transporte coletivo de Campinas, São Paulo, realizam protestos desde esta sexta-feira, 7 de junho de 2019, por conta do não pagamento de um abono de R$ 400.

Na manhã deste sábado, 8, o terminal Ouro Verde amanheceu fechado, só reabrindo perto das 9h com poucas linhas em operação.

A Empresa Municipal de Desenvolvimento (Emdec) colocou agentes no local para orientar os usuários. De acordo com cartaz afixado pela empresa poucas linhas operavam hoje cedo: 120 e 121, que seguem para o Centro, e as linhas 123 e 205, que seguem para o Terminal Campo Grande.

Os ônibus da VB1 Azul, que compõem as linhas do Terminal Ouro Verde, interromperam a circulação na tarde desta sexta-feira, 7.

O distrito do Ouro Verde tem cerca de 240 mil habitantes em 140 bairros, com três terminais na qual a VB1 Azul opera: Ouro Verde, Vida Nova e Vila União. Diariamente são transportados cerca de 180 mil passageiros.

Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Campinas, Izael Soares de Almeida, o presidente da entidade aprovou proposta que tira o abono de R$ 400, pago aos motoristas que ocupam também a função de cobrador, substituindo-o por um vale-alimentação no mesmo valor. Segundo Izael, esse novo benefício deve ser taxado e não tem a aprovação da categoria.

Era para ter sido pago hoje, o que não ocorreu. Por isso os motoristas estão revoltados. Houve a substituição por um vale-alimentação, mas isso não paga as contas. Antes a categoria já tinha vale-refeição e cesta básica“, afirmou Almeida ao portal A Cidade On.

Em nota, a SetCamp afirma que a decisão foi aprovada pelos trabalhadores: “os trabalhadores da categoria, em assembleias […], aprovaram um reajuste de 5% sobre o salário do dia 1º de maio, além do atendimento da reivindicação de transformar o vale-refeição em vale-alimentação e, no caso específico dos motoristas, ficou estabelecido o pagamento de vale-refeição no valor de R$ 400 no dia 15 de todo mês“.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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